quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desabafo - leia se tiver paciência


Às vezes me sinto brincando de gato e rato, onde sou aquele gato burro, que tem os melhores planos, as melhores estratégias, o melhor método e a pior eficiência. Sim porque tenho me convencido cada vez mais que, quanto mais tentamos aprender sobre as coisas do coração, menos elas se mostram claras pra nós.

E a despeito de eu ter vivido tantas situações embaraçosas durante 2012, o ano está terminando bem longe da sensação de “finalmente aprendi a lição”. Muito pelo contrário! A sensação é de que estou cada vez mais longe de ter aprendido algo que me de inteligência emocional suficiente pra conduzir um relacionamento proporcionando tranquilidade, equilíbrio, segurança e cumplicidade.

Não eu não me tornei uma pessoa fria e sem sentimentos, sinto meu coração em um turbilhão de sensações que têm me feito querer amar mais, querer mais desejar mais, querer alguém, querer cuidar de alguém, mas eu falava para minha irmã dia desses, que tenho a sensação de que perdi completamente o “time” de tudo que diz respeito às etapas desde o conhecer até as ultimas consequências que se pode chegar.

Quem sabe foi por causa do meu divorcio (há 3 anos e pouco atrás) ou por causa do meu último namoro, situações onde vivi o céu e o inferno, onde amei muito, onde fui muito amado, onde sofri muito, onde também fiz sofrer, e ter passado por duas experiências tão significativas em minha trajetória recente quem sabe me tenha feito querer pular certas etapas, e são essas justamente as etapas que eu mais gosto! Confuso não acha? É, eu também.

Essa coisa do conhecer, descobrir quem é a pessoa, primeiro entender quem ela é pra depois deixar seu coração ser tomado por um sentimento tem acontecido completamente fora de ordem comigo, e eu acredito em alguns fatores que têm feito isso acontecer sempre, tal como um ciclo vicioso. Primeiro deles, eu sou uma pessoa que dificilmente fará outrem olhar pra mim e ficar sem ar, embora eu não seja deformado, eu estou pouco acima do meu peso, e mesmo tendo emagrecido 36 kg nos últimos 10 meses eu ainda tenho quase 20 kg pra eliminar, e por mais que a maioria das mulheres não admita isso, todos sabem que homem gordinho é como pantufa, é até gostosinho de usar em casa, mas da uma vergonha de andar na rua que só. Tudo bem, isso não é regra, parece exagero demais, bla bla bla... Já sei disso, mas eu vejo nos olhos da pessoa quando isso acontece.

Outro motivo que tem influenciado isso é o meu talento inquestionável e quase que extraordinário de me tornar amigo de pessoas de quem começo a gostar, isso é um fator que complica muito minha vida. Vou explicar passo a passo. Eu olho alguém, me interesso por esse alguém, sou apresentado a esse alguém por um amigo ou por forças das circunstâncias, tento uma aproximação, começo a conversar sobre assuntos diversos e dos mais variados (e quem me conhece sabe que converso sobre absolutamente tudo) a pessoa começa a gostar da minha cia porque eu não sou raso, sou bem humorado, a faço rir, conto a minha vida e abro margem par ela lhe contar a sua, ai quando ela começa a abrir seu coração pra mim já é contando que está sofrendo pelo ex, ou que ainda não se livrou de ressentimentos antigos, e que adora a minha cia e por isso se sente a vontade em conversar comigo, e ai eu já perdi o “time” outra vez e com isso a chance de ter alguma coisa com ela alem de amizade, porque quando eu falo que gosto ai ela já me fala que não consegue me enxergar com esses olhos, que achava que eu também só a via como amigo se decepciona comigo, mas mesmo assim fala que nada vai mudar, e fica fria, ou some, ou não me responde, ou começa a ter conversas monossilábicas comigo.

Uma preocupação que sempre tive desde a minha adolescência foi de não ser uma pessoa rasa e superficial, enfiei a cara nos estudos, cursos, faculdades e pós pra poder aprender, ter conteúdo, bagagem, cultura, ter o que conversar, não ser uma pessoa que não sabe o que oferecer ou alguém com quem não dá pra conversar por mais de 5 minutos, e isso que deveria ser um diferencial tem me atrapalhado muito, porque quase 100% das mulheres que tenho conhecido já têm um pré-conceito formado em sua cabeça de que homem é isso ou aquilo,e pouco importa se essa pessoa que está ali na sua frente, tendo coragem de se abrir, se declarar e falar pra você o que sente, passou por uma história de vida diferente ou não, pouco importa seu passado, o que você já fez, o que te fez ser como é, o que você aprendeu com seus pais, com sua família, com a vida, porque mesmo que você tenha vivido em marte, homem é tudo igual, e nada é capaz de tirar da cabeça de uma mulher magoada que o próximo só quer brincar som seu sentimento assim como aquele FDP do seu ex fez contigo. Por isso ela não se permite uma chance de voltar a amar, especialmente quando essa pessoa, que está a sua frente se declarando, é sincera (eu no caso), quando a pessoa, sem rodeios nem intermediários, fala o que quer e sente, nesse momento surge aqueles pensamentos e ressentimentos falando ao seu ouvido de forma demoníaca que “está me pressionando”, “deixe as coisas fluírem naturalmente”,” deixa o tempo fazer”, “não vamos forçar uma mudança no curso natural das coisas” ou todo esse mimimi parecido com isso.

Eu confesso que sei que assusto quando falo o que sinto, isso porque eu não sei mergulhar só com os braços, ou eu mergulho até o fundo ou eu nem chego perto da borda, quem convive comigo no teatro sabe do que to falando, e o Raphael Basso do teatro é o mesmo Raphael Basso do sentimento, não existem duas pessoas aqui dentro, o que existe é um ser, que não consegue se entregar pela metade, que não sabe fazer rodeios, e que cansou de escutar que é a pessoa certa na hora errada, que cansou de ser o amiguinho de todos e todos os dias voltar pra casa sozinho, não ter pra quem ligar, não ter alguém pra dividir o resto da noite, não ter pra quem fazer um jantar especial, não ter alguém pra dizer um boa noite sussurrando, com os olhos quase fechados e escutar um “boa noite, eu te amo” e dormir sorrindo. Sim, eu cansei de conversas monossilábicas, cansei de enviar sms e não ter resposta, cansei de correr atrás, cansei de ser tratado com indiferença quando na é esse o tratamento que eu dou, cansei de tentar amar alguém, cansei de procurar. Eu estou escrevendo isso chorando muito, porque toda vez que eu converso sobre isso com qualquer amiga ou amigo meu escuto que eu não tenho que mudar, que tenho que ser como sou porque essa e a minha beleza e bla bla bla, só que mesmo que eu conte o que passo, ninguém sente o que to sentido agora, ninguém sabe o quanto ta pesando cada lagrima que ta escorrendo. E tudo isso porque eu não consegui olhar nos olhos de ninguém esse ano, dizer “eu te amo” e escutar o mesmo “eu te amo” com a mesma intensidade, verdade e reciprocidade.

Tudo bem, não tem como mandar no coração de ninguém, não tem como interferirmos no que alguém sente ou deixa de sentir, e eu sei que das chances que tive de me relacionar com alguém esse ano, todas se desfizeram por minha culpa, porque eu assusto, porque eu falo, porque eu não escondo o que sinto, e isso tem suas consequências e elas na maioria das vezes não são como queríamos (no meu caso nenhuma).  Mas será que estou tão errado assim em querer dividir com alguém as alegrias que estou tendo nos outros aspectos da minha vida esse ano? Será que é querer muito ter alguém que caminhe comigo, lado alado, me dando força quando eu preciso, ou só falando “meu amor, estou aqui, conte comigo”? É pedir muito isso? Pois estou começando a achar isso uma missão quase impossível. To virando PhD na arte de querer quem não me quer.

Há algum tempo atrás, uma amiga muito especial que eu tenho me disse que eu tenho que ter um caso de amor com minha vida e me apaixonar pela arte que há em mim, eu não sei por que ainda insisti em não dar ouvidos a esse conselho, era o que eu deveria estar fazendo há tempos, mas a sensação de chegar todos os dias em casa e não ter alguém com quem dividir minhas agruras da vida cotidiana me faz muita falta. Esse sou eu, infelizmente nem tão forte ou tão sábio quanto eu precisaria ser.

Quero terminar esse texto pedindo desculpas, se você conseguiu ler até aqui obrigado por aguentar as pentelhações desse bonachão aqui, mas eu precisava mesmo desabafar. E se você leu, me faz um favor, me manda uma mensagem, pode ser aqui nos comentário, ou no face, ou por sms ou no twt onde você quiser, mas me fala em uma frase o que te deu vontade de falar pra mim lendo esse monte de mimimi, se eu não receber mensagem nenhuma não tem problema, hoje eu exercitei minha capacidade de ser prolixo exaustivamente. Mas se leu até aqui me da um sinal. E obrigado!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Amores e Reencontros


Quando começa a tocar aquela musica, você está olhando fixamente para a foto daquela pessoa que te faz voltar a sentir calafrios, aqueles que pulsam em um lugar sobre seu diafragma e fazem todo o seu peito palpitar. Sim, essa mesma sensação que você reencontrou depois de anos, depois de achar que não seria mais capaz de voltar a ter sentimentos puros, depois de você quase ter perdido a fé no ser humano, no ser que te faz amar e depois te vira as costas e te faz sentir essas palpitações já citadas só que de outra maneira, em uma batida dolorosa, que palpita machucando seu peito.

Reencontrar o sentimento que te faz sorrir a toa, reencontrar aquele motivo simples que te faz suspirar no meio do dia, naquele momento em que você está concentrado em outra coisa, e a imagem daquele sorriso e o gosto gostoso daquele beijo roubado passam de relance pela sua fronte, e a gente para o que está fazendo e suspira, com aquele sorriso discreto no canto da boca, nossa boca, que nos faz lembrar daquele gosto suave, o gosto do beijo que você roubou e quando chegou em casa tratou de passar o rosto sobre seu travesseiro pra ver que aquele cheiro ficava por ali, pra voe dormir com aquela lembrança.

Quando toca aquela musica que te faz parar tudo que está fazendo e começar a escrever, e durante esse momento em que você lembra das sensações, da textura do toque, do sorriso fácil e daqueles olhos, AHHH aqueles olhos que eu tenho vontade de olhar durante horas a fil, aqueles olhos por onde tenho vontade de entrar e desvendar cada mistério, descobrir seus segredos e embarcar no mundo que ele enxerga. Ahhh aqueles olhos que me fazem ir dormir e acordar pensando quanto tempo vai levar pra eu poder vê-los, pra eu poder perceber que eles olham pra mim com a mesma vontade, e com a mesma certeza.

Uma musica que me traz sentimentos e sensações de reencontros, ou um simples encontro, aquele mesmo que é capaz de fazer você parar de enxergar tudo que está a sua volta, aquele que faz você se imaginar dentro de um filme, a musica que faz você imaginar a cena do reencontro escutando a musica, a musica... ah musica, arma poderosa que tem o dom de nos fazer fechar os olhos e embarcar pra longe, pros braços da dona daquele gosto gostoso e daqueles olhos, que você quer rever, qu você quer tocar, que você quer sentir, que você quer simplesmente amar.

E pra quem quer saber, a musica que eu escutava no momento que escrevia esse texto a musica está nesse link http://www.youtube.com/watch?v=lrF814OnFQ4&feature=plcp , e a pessoa que me inspirou foi a primeira a ler esse texto. de quem eu ouvi um suave e encantador " não sei o que dizer ...  foi lindo " . Te amo viu

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Seduce my mind and you can have my body! But not...


Seria lindo se fosse essa a sequência lógica de uma conquista, mas tenho presenciado cada vez mais paixonites por acéfalos do que em outros tempos nem tão distantes assim. A impressão que tenho é que a inteligência, boa educação, cordialidade e todos os outros atributos parecidos têm se tornado sinônimo de propensão a um relacionamento chato, cheio de cobranças, muito racionalismo e pouco sentimento.

Um sentimento forte que pode ganhar corpo e se tornar ainda mais intenso, uma vez que se tenha uma convivência harmônica, coesa, em que ambos possam expressar sua opinião e debaterem a respeito de qualquer assunto sem que isso cause algum tipo de desconforto ou acusação (porque duas pessoas inteligentes saberiam fazer isso sem nenhum tipo de crise de ciúmes, ou insinuações maldosas e desnecessárias), tem dado lugar ao frenesi do instinto mais selvagem que o ser humano pode ter, em querer apenas ter alguns momentos de intimidade e depois simplesmente virar as costas para ela sem o menor pudor por si mesmo e pelo outro. Como se o homem (ser humano) fosse um ser irracional, desprovido de sentimento, pensamento ou qualquer outra coisa assim.

Se a aparência física for interessante pouco importa o que tem por dentro, por mais retrógrado que possa parecer esse comentário, é uma realidade da qual eu sinceramente estou farto.  Parece que deixou de ser bom você ser inteligente, ter senso de humor, mostrar que tem opinião própria sobre assuntos alhures. Parece que o que mais importa hoje em um relacionamento é só um bom sexo de vez em quando, pouco contato durante a semana, seja pessoalmente ou por telefone (pra evitar a rotina) pouca conversa, e uma certa dose de adrenalina, de fazer coisas inusitadas, e até mesmo proibidas. Acho válido, mas isso tudo perde o sentido quando o único assunto que se aborda é o porque  que você tá de papo com a fulana no facebook, ou porque você fica olhando pra beltrana quando ela está por perto, e qualquer outra futilidade relacionada a falta do que conversar com a pessoa.

Isso acontece porque a nossa geração desenvolveu um mecanismo curioso de relacionamento, 8 ou 80 literalmente, ou casa rápido ou simplesmente se fecha para relacionamentos de verdade. É óbvio que toda generalização é burra e o que vou falar aqui não se aplica a muita gente, mas eu tenho visto aos baldes pessoas que deixaram de se permitir amar simplesmente porque conheceram um traste, que parecia valer a pena, se envolveram, perderam o relacionamento por motivos diversos e sofreram com isso. Agora me responda com toda a sua sinceridade, desde quando você passou a ter obrigação de acertar sempre em suas escolhas? Outra coisa, o fato de ter errado uma vez quer dizer que você vai errar sempre? Por causa de alguém que te fez sofrer você nunca mais vai deixar alguém se aproximar de você com a intenção de tentar te fazer feliz? E porque você sofreu em um relacionamento quer dizer que você perdeu com isso as chances de ser feliz em toda a sua vida afetiva?

Pois é, todos passamos por experiências que nos fazem amadurecer, e sempre contamos para os outros sobre nossas façanhas e enchemos a boca pra falar o quanto sofremos e fomos fortes  suficiente para sair daquela situação, mas eu mesmo me questiono sobre isso, é realmente força eu me fechar? Minha força consiste no fato de eu abandonar minha coragem e minha ousadia? Nossos pais especialmente sempre nos falam que nos dão conselho porque tem experiência e não querem que a gente sofra o que eles sofreram, mas convenhamos, o que nós queremos contar para nossos filhos? Que demos ouvidos a 100% do que diziam nossos pais e não experimentamos a vida? Não tentamos e por isso não erramos nem acertamos? É isso que queremos? Mostrar para a próxima geração que fomos covardes e assistimos a vida passar diante dos nossos olhos?


Quero encerrar esse texto imaginando que estou olhando dentro dos seus olhos e dizendo pra você, que essa pessoa que agora está pedindo pra entrar na sua vida, provavelmente não tenha nada haver com seu passado, e é ainda mais provável que ela mereça uma chance! Se permita viver, se permita sentir, se permita... se permita! Se deixe apaixonar por alguém com quem você goste de conversar, vai chegar uma hora que é só isso que você vai poder fazer. Tenha suas próprias experiências e as viva intensamente, amanhã vai ser tarde demais.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dizendo não dizer


Dizendo que o mundo está estranho, não dizemos que os mais estranhos de todos somos nós mesmo. Ai a nossa vida vira de cabeça pra baixo e comodamente começamos a apontar culpados, culpar sistemas e meios, apontar o dedo tentando responder porquês, mas isso nos angustia ainda mais porque a resposta começa de dentro pra fora.

Dizendo que estamos perdidos em nos mesmos, não dizemos que nosso ego e nossa ansiedade é quem mais tem nos sabotado. Porque tudo que precisamos saber para tomar atitudes certas em momentos adequados nós escutamos, vemos e sentimos, mas não entendemos qual é o tempo certo, e desequilibrando um tripé essencial em nossa vida que deveria ser formado pela paciência, foco e persistência acabamos metendo os pés pelas mãos. O excesso de foco e falta de paciência nos faz perder o “time” das coisas, e transformar a persistência em  chatice, nos torna invasivos e desconexos com a pontualidade dos atos e fatos.

Dito está que colhemos tudo que plantamos, e temos uma capacidade inata de receber o retorno de tudo que fazemos, mas não dizemos nunca que queremos colher maus frutos, mesmo quando plantamos más sementes. Isso porque o ser humano mesmo não querendo sofrer, em dado momento ou dada circunstância da vida acaba desenvolvendo uma capacidade estranha de se auto sabotar, em algum aspecto da nossa vida sempre acabamos por fazer isso. Seja na indisciplina quanto ao trabalho, seja na capacidade relapsa de prestar atenção nos estudos, ou até mesmo na maneira conturbada de amar quem não nos ama, de querer quem não nos quer, de entrar na vida das pessoas na hora, época, circunstância e ambiente errados, e mesmo assim querer amar, querer sentir, aceitar sofrer, sujeitar-se a chorar.

Com isso quero dizer que mesmo quando machucamos nossa alma ainda assim encontramos forças de lugares estranhos, ocultos e inusitados para reerguer a cabeça e continuar tentando, isso porque sabemos quão monótona seria nossa vida se não errássemos, se levássemos ao pé da letra cada conselho que recebemos.  Cada vez que tentamos nos deparamos com duas circusntâncias, acertar ou errar. E quando erramos é quando mais aprendermos, mesmo doendo, mesmo sentindo, mesmo com um aperto tão grande no peito que nos faz esvair em lagrimas. Só o erro nos transforma, só nossos traumas nos fazem diferentes, se acertamos sempre perdemos a humildade e a vontade de tentar.

Diga para você mesmo que sim, você pode errar, mas não diga nunca que você gosta de sofrer. Um grande amiga me deu um conselho ontem de noite que eu faço questão de retransmiti-lo, porque é uma coisa simples mas que todos deveriam seguir.



Foco no trabalho, se apaixone pela arte dentro de você, aproveite a dor e crie, faça coisas lindas e melancólicas e se ficar uma merda, dê risada e pense: eu sou um “jaguara” mesmo, chore tudo que você tem pra chorar hoje, pra não guardar o choro depois, a gente tem que sorrir da própria desgraça pra conseguir sobreviver.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Não entenda, apenas sinta


Que conclusão pode-se tirar quando você passa seu dia tentando arrumar pretextos para simplesmente ouvir a voz de uma pessoa? E que tantas conclusões mais podemos tirar quando temos mesmo no meio de um furacão você só consegue ficar imaginando o rosto daquela pessoa ansiando o momento em que seus olhos voltarão a cruzar com os dela?

Certa vez ouvi falarem que o que move a humanidade não são as respostas, e sim as perguntas. E o que move o amor? O que move o sentimento? O que desperta o afeto? Qual a lógica? Qual a regra? Acho que nenhuma regra, ou pré-julgamento, ou pré-requisito, ou qualquer outra coisa seja lá o que for, nos dá uma definição do porque e quando nasce um sentimento.

É muito lindo e ainda mais gratificante quando queremos passar momentos em nossa vida observando detalhes em uma pessoa, detalhes da sua beleza, detalhes da sua personalidade, detalhes do seu comportamento, instinto, atitudes, do seu querer, tudo porque gostamos de sua companhia, ou porque gostamos de escutar o som quase rouco da sua voz quando acordando, a nos dar um simples bom dia. Você tem seu primeiro contato com a pessoa sem entender direito o porque, e quando se dá conta começa a ter conversas com ela que te deixam flutuando.

Ai vem aquele momento em que, após uma conversa que durou pouco mais de uma hora, você vira as costas para ir embora depois de ter tentado se despedir da pessoas três vezes, e ainda surgirem assuntos para você estender um pouco mais a conversa, e nesse momento que você está indo até o vento que bateu de leve no seu rosto vira pretexto pra você virar pra traz e olhar mais uma vez para aquela pessoa de quem você não queria tirar os olhos. Você pega em suas mãos o celular, começa a mexem em uma coisa qualquer, que você não precisava mexer aquele momento, só pra parecer que está com a cabeça em outro lugar e não mais ali, nos olhos daquela pessoa, naqueles olhos que tem uma cor e um desenho absolutamente únicos e que haviam acabado de te hipnotizar.

Andando firmemente em direção ao seu carro sem prestar atenção em nada, somente concentrado em não olhar pra traz pra não demonstrar fraqueza e não voltar correndo e querer abraçar e beijar com muito entusiasmo aquela pessoa, e você pisa em uma poça d’água que suja toda sua perna de água e lama, e nem assim fica bravo, apenas manda um sms para ela rindo da situação, mas em momento nenhum fala que foi por causa dela que você acabou de fazer tal trapalhada. E pouco tempo depois seu coração está com tanta saudade, que você não tira as mãos do celular esperando receber uma mensagem, e olhando para a tela que apaga, e você fica reacendendo, e você fica pensando em que desculpa vai arrumar pra poder olhar para aquele rosto novamente ainda hoje, pra poder olhar melhor para aqueles olhos, pra ver se dessa vez você consegue lhe roubar um beijo (porque beijo roubado é uma delícia).

Você vai dormir pensando em como seria maravilhoso que aqueles olhos fossem a última imagem do seu dia, e ainda melhor se você acordasse com aquela voz rouca sussurrando em seu ouvido, trazendo a você toda a motivação de que você precisa para seguir em frente, mesmo com a vida virada do avesso. Você coloca um belo sorriso no rosto e segue, com a imagem daqueles olhos permeando seus pensamentos, sim aqueles olhos que, quando elogiados produzem nos lábios um sorriso envergonhado, mas lindo, gracioso, encantador, hipnótico.

E assim o seu ciclo novamente se inicia, quem sabe? Ou não? Ou sim? Não sei, mas tente. Se não der certo, fique com a lembrança do quanto te fez bem tentar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tão Perto e Tão Longe


Uma sensação estranha de parecer conhecer uma pessoa há uns 20 anos, e você conversa com ela a menos de 20 dias. A possibilidade de confabular sobre assuntos alhures durante o tempo que você estiver acordado é uma dádiva alcançada graças aos tempos de redes sócias e internet. De outra maneira levaríamos muito mais tempo para conhecer as pessoas e descobrir nossas semelhanças e diferenças. Mas graças ao avanço das tecnologias de comunicação podemos desenvolver laços afetivos muito mais rápido.

Isso não quer dizer que sentimos menos necessidade de estarmos perto da pessoa, pelo contrario! Nos dá ainda mais vontade de vê-la e revê-la pra poder trazer pra vida real os laços que têm sido criados no ambiente virtual. Nada substitui um toque, um abraço, o olho no olho, uma conversa num banco de praça ou numa mesa de bar, a chance de você poder tocar na pessoa, de poder perceber reações, de escutar uma palavra dita sem a possibilidade da correção ortográfica do Microsoft Word, aquela palavra que nos faz rir inesperadamente de um assunto que estava sério, e muda completamente o rumo da prosa. Sim, os contatos virtuais só potencializam a vontade de desenvolver uma amizade e um contato ainda mais forte pessoalmente.

Trona-se ainda mais estranha essa sensação quando desenvolvemos um afeto tão grande por uma pessoa que tivemos a chance de ver pessoalmente uma vez só, há pouco mais de 20 dias, e desde então você sente uma necessidade eminente de conversar com essa pessoa, se passa um dia sem dizer oi, sem ficar pelo menos 20 minutos contando como foi seu dia e escutando o mesmo dela, fica um buraco no seu dia.

São coisas assim que nos fazem refletir o quanto somos capazes de nos apegar ao ser humano, são essas as situações que nos convencem das maneiras mais inusitadas de que o ser humano não nasceu pra viver sozinho, de que precisamos um do outro, de que temos a necessidade de conversar, de nos relacionar com as pessoas das mais diversas maneiras.

A cada dia fico mais espantado com o quanto podemos aprender com as pessoas, e é ainda mais incrível saber que sim, podemos aprender com pessoas que não obedecem nenhuma convenção, regra, biotipo, estereótipos ou qualquer outra conotação que remeta necessariamente a um professor, mestre, monge guru ou sei lá mais o que. Podemos aprender com pessoas mais velhas, mais novas, mais altas, mais baixas, pessoas bonitas, pessoas não tão bonitas, pessoas felizes, pessoas infelizes, podemos aprender com pessoas!

Tenho vivido isso intensamente nesses últimos dias, como uma pessoa 10 anos mais nova que a gente pode nos ensinar (mesmo que involuntariamente) lições de coragem, ousadia, alegria, preocupação, responsabilidade, instabilidade, vulnerabilidade, carência, dependência, enfim... Há uma infinidade de coisas que tenho aprendido, tudo porque conversamos, tudo porque temos a oportunidade de trocar ideias, porque temos humildade de parar para escutar. Esse é o maior exercício para desenvolver o romantismo, escutar, com humildade e ateção, escutar para aprender, escutar para conhecer, escutar para entender, escutar pra colher sorrisos.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Certeza do Incerto ?!


Certeza eu tenho de que meu primeiro pensamento desse dia foi a respeito das voltas que o mundo dá, acabamos de chegar à metade da manhã e sou surpreendido com palavras que me deixam simplesmente ofegante. Mas essa truculência na respiração é a ultima reação que meu corpo poderia esboçar, ela veio depois de alguns suspiros, olhar distante a imaginar a expressão desse alguém quando escrevia tais palavras, mãos tremulas suor frio, sensação de palpitações no peito, algumas vontades de sair correndo de onde eu estou e ir até o autor de tais palavras, segurar com os dedos em seu rosto, lhe agradecer olhando em seus olhos e lhe dar um beijo, um beijo que poderia durar todo tempo que meu fôlego aguentasse, até ficarem dormentes os lábios, até o pescoço ficar com câimbra, até as mãos já não saberem mais onde acariciar, até as pernas ficarem fracas e não aguentarem mais sustentar o corpo. Só um beijo assim ficaria próximo (eu disse próximo) de oferecer reciprocidade plena ao que acabei de ler.

Incerto é aquilo que essa corrente de pensamentos pode proporcionar! O nascimento de um sentimento dotado de tanta pureza, no meio de uma realidade perversa e voraz como a que vivemos vem acompanhado de muito medo, medo de doer novamente, medo de pisar em uma terra desconhecida, muito excitante, porém desconhecida. Essa terra pode nos oferecer um abismo, pode nos oferecer uma estrada, ela pode se mostrar de muitas formas, e pode mexer com as nossas mais sólidas estruturas.

Certeza é que não deveríamos nunca ser infiéis ao amor, o amor que tem a capacidade de nos tornar seres humanos melhores, o amor que pode nos fazer experimentar a sensação de flutuar, o amor que tem a capacidade de nos transportar para um mundo especialmente prazeroso, um mundo que cabe embaixo de um edredom, abraçado a quem tornou-se digno de receber de ti tal sentimento, um mundo que te faz ficar divagando por horas, e que pode te desconectar do seu corpo, te levando para uma dimensão onde as sensações são as mais intensas, insanas. Só o amor consegue trazer o intangível para a tangibilidade, só ele é capaz de te fazer experimentar na pele seus desejos mais utópicos, te fazer sonhar de olhos bem abertos.

Incertezas tomam conta dos corações machucados quando eles tentam amar novamente. Incertezas devoram a alma de quem se deu conta de que começou a amar involuntariamente, alguém de quem se tem medo. Medo que não corresponda, medo que corresponda demais, medo que essa pessoa te tire da sua zona de conforto, medo que essa pessoa te ame por um tempo, medo que essa pessoa se vá, medo que ela seja o amor de sua vida, medo de envelhecer ao seu lado, medo que seu sexo seja ruim, ou que seja bom demais, medo que você vicie no seu perfume, medo que você enjoe do seu cheiro, medo que as coisas percam o sentido na sua ausência, medo do inóspito, medo do impressionável, medo do seu próprio medo, ou simplesmente medo de que essa pessoa também tenha medo.

Certezas trazem segurança, a segurança que o colo dessa pessoa te oferece, segurança que você sentiu desde a primeira vez que a abraçou, e viciou em seu toque, e depois disso passou dias e dias lembrando-se do frenesi que a textura da sua pele lhe causava quando em contato com seu corpo, essa mesma segurança que te faz contar as horas pra poder reencontrá-la, e a falta dela na tristeza que te contagia quando você sabe que só vai revê-la na próxima segunda feira, a segurança que ela te transmite em cada palavra que te diz, em cada manifestação de afeto e carinho que seus atos, muitas vezes de maneira involuntária, te proporcionam.

Uma última coisa posso lhe dizer, com toda certeza, não se prive, não reprima seu impulso e seu desejo, se lance, se jogue, viva, fale abrace, beije, se entregue, goze a vida, felicite-se viva e estado de graça. Existem braços estendidos em sua direção, e sim, eles estão estendidos!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aqueles Momentos


Aqueles momentos em que você fica fazendo infindáveis cálculos para poder saber quando vai novamente ver aquela pessoa. Aquela pessoa que você conversou poucas vezes e que nessas poucas conversas foi capaz de te roubar o fôlego, foi capaz de te deixar sem jeito.

Aquele jeitinho que a gente fica olhando bobo e atônito para essa tal pessoa, sim essa mesma pessoa que tem um falar delicado, ao mesmo tempo consegue (com suas palavras) atingir lugares em sua mente que te fazem viajar, imaginando cenas, fazendo seu corpo ter reações inusitadas. As mãos começam a suar, o pescoço começa a mexer sua cabeça de forma quase desordenada te deixando com aspecto de preocupado, os pés já não ficam mais fincados no chão e começa a dobrar levemente os joelhos como se houvesse uma força, uma sutil força tentando te tirar do planeta.

Aqueles momentos em que os pensamentos já não estão mais aqui, esses espasmos produzidos involuntariamente já nos fazem sentir até a respiração ofegante, e quando finamente você se dá conta de que está tendo atitudes que te mostram da maneira mais vulnerável e sensível que você poderia estar, já não há mais o que fazer, a outra pessoa já percebeu, e sem saber o que fazer gente fica inseguro. Inseguro?! Sim, o nível de adrenalina no qual está submerso nosso coração nesse momento, nos faz apenas ficar olhando nos olhos daquela pessoa que você quer dar um beijo, um abraço, sentir de perto o cheiro do seu perfume, tocar em suas mãos e suavemente cruzando olhares dizer que esperou por aquele momento, e quer vivê-lo como se fora aquele o momento mais sublime de sua existência.

Aqueles momentos onde faltam as palavras certas pra dizer, isso porque você não sabe se quando dito receberá tal afeição reciprocamente, ou ouvirá aquela que são as palavras que você menos gostaria de ouvir, as palavras que podem fazer em um milésimo de segundo ruir todas as suas expectativas e anseios, aquela palavra que pode fazer você voltar a ficar desacreditado do amor e do afeto por mais alguns dias, meses ou anos.

Aqueles momentos em que você se lembra que não quer novamente machucar seu coração, que nem cicatrizado está do ultimo desamor, você recolhe-se em seu silêncio, sim você alimenta a sua alma com a troca de olhares, mesmo que inocente e desprovida de pretensões alhures, você fica feliz com o simples fato de vez ou outra estar por perto dessa pessoa, vez ou outra lhe dar um beijo no rosto acompanhado de um abraço, só pra sentir novamente seu cheiro, só pra poder colocar seu coração por perto, só pra poder estar perto dos seus olhos, aqueles olhos que pra você são a luz de mil estrelas, aquele olhar que te faz acreditar pó uns instantes que é por você que a lua se derrama pelo mar, aqueles olhos pra onde você gostaria de estar olhando quando voltasse a dizer Eu Te Amo.

Aqueles momentos em que surgem questionamentos intermináveis. É paixão? Amor? Afeto? Desejo? Carência? Pureza? Insegurança? Inocência? Não sei, talvez nunca saiba, talvez queira, talvez não, talvez seja só uma confusão, talvez você esteja desperdiçando a oportunidade de começar uma história com o amor de sua vida, talvez você tenha acabado de desperdiçar ou aproveitar uma oportunidade. Como saber? Use a única coisa que todos os seres humanos têm a sua disposição de igual forma, o Tempo, use o tempo, faça-o trabalhar pra você, e seja feliz. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Momentos e Sentimentos


O tempo. Ah, o tempo! Aquele que pode ser o grande vilão dos relacionamentos pode também ser aquele que vai nos fazer viver o resto da vida com alguém especial. É potencialmente confuso pensarmos que o mesmo elemento pode tanto ser um aliado quanto um grande inimigo, sendo algo imutável e sob o qual não exercemos controle quanto a sua concepção e execução.

O primeiro exemplo disso quero dar através de um exemplo que vi acontecer recentemente, mas que já vi acontecendo várias vezes, inclusive comigo. Não são raras as vezes que nos interessamos por alguém que, por nos achar atraente, ou apenas uma boa opção, acabam esboçando uma falsa reciprocidade. Chamo de falsa reciprocidade porque, a pessoa pode até receber seus beijos, seus carinhos, por só te achar bonito e interessante, mas não está disposta a nutrir um sentimento com a mesma intensidade, e isso faz com que ela não de tanta importância assim ao que você sente. Mas não são raras as vezes que, após a pessoa ter se conscientizado de que quem estava de fato interessado por ela é alguém especial ela acaba começando a gostar, e o problema reside no fato de que, ela começa a querer retribuir o sentimento no memento em que você deixou de gostar. Sim, isso acontece com mais frequência do que se imagina, e com isso lindos casais deixam de ser criados por que as pessoas estão em momentos diferentes.

Outro exemplo que também vi acontecer bem próximo a mim recentemente foi quando duas pessoas começaram a se relacionar, a principio com um “acordo de cavalheiros” de não tornar esse relacionamento público com o intuito apenas de não gerar falsas expectativas nas pessoas, não gerar nenhum tipo de especulação maledicente até que o embate viesse a ter sucesso. Era o que se imaginava a principio, mas o que se viu foi esse comportamento de uma das partes apenas, enquanto a outra não queria tornar o relacionamento público simplesmente para não deixar de ter oportunidade de ficar com outras pessoas, nutrir sua "solteirice libertina" e não perder a chance de ficar com outras pessoas que assim como ele(a) não prestam. Esse tipo de atitude causa uma comoção em todos que estão ao redor, porque nunca é de bom tom fazer isso, nem com uma pessoa ruim, quanto mais com alguém que tem um coração de ouro, que tem as melhores das intenções e que tem um desejo eminente de fazer o outro feliz.

Mais um exemplo que vi recentemente foi quando um casal, que se ama, em que ambos nutrem reciprocamente o mesmo sentimento, e no desejo de deixar as coisas com um pouco mais de risco ou simplesmente tentar ao cair em rotina, acabaram estabelecendo uma sistemática de joguinhos, daqueles em que se tenta causar ciúmes e uma certa dose de insegurança, pra tentar fazer a pessoa correr atrás, se mostrar mais interessada e solicita. Acontece que se perdeu o controle desses joguinhos, e hoje um não consegue mais conviver com o outro sem achar que o que está sendo feito pode não ter o objetivo imaculadamente indagado, não há mais aquele clima harmonioso e livre em que um podia fazer qualquer demonstração de sentimento sem que seja julgado de 3 ou 4 maneiras diferentes. Eles acabaram terminando, e voltando, e terminando e voltando e te hoje estão nesse imbróglio porque, mesmo enjoados desses joguinhos, eles ainda se amam. E que louco é o amor não é?

Observando essas historias pude chegar a algumas conclusões. Primeiro, seja transparente. Se você não está ou não disposto a se envolver, a ser recíproco ou se entregar, demonstre isso desde o começo, deixe as coisas claras desde o começo, não é porque uma pessoa gosta de você que a partir daí você tem obrigação de corresponder, mas não é de bom tom enganar ou gerar falsas expectativas em ninguém, por pior que a pessoa seja e por mais que ela mereça. Nunca esqueça que a gente colhe tudo que planta.

Segundo, esteja certo de qual é o seu momento de vida. Se decida quanto ao que você quer nesse momento e assuma isso. Se você que “aproveitar” a vida fazendo festas, ficando com gente aqui e ali, isso não quer dizer que você não presta nem que você está errado, só se torna errado quando você demonstra algo diferente disso para alguém que quer manter por perto simplesmente para nitrir seu ego. Então se assuma, não engane ninguém, e mais uma vez repito, não gere nas pessoas falsas expectativas porque sim, você vai acabar colhendo o que está plantando.

Terceiro e não menos importante, se você ama alguém de verdade e sente reciprocidade, faça um favor pra si mesmo e para essa pessoa, não brinque com seus sentimentos, não faça dos joguinhos uma rotina, porque se não você vai acabar perdendo o seu amor para si mesmo. Pode soar estranho isso mas é verdade, se você cansar o amor dessa pessoa você pode perdê-la  com suas atitudes, sem que ela procure um novo amor ou algo do gênero, ela simplesmente vai se cansar de você e de seus jogos. Então me prometa uma coisa, não lute contra si mesmo, lute contra aquilo que te faz mau porque o restante são as coisas que te fortalecem e te dão condições para continuar plantando boas sementes e colher bons frutos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SEU CORAÇÃO É PURO?


Já iniciei 4 textos aqui falando sobre a pureza do ser humano, que ela se perdeu, que as pessoas têm encontrado motivos dos mais variados para justificar sua malícia, sua inocência perdia e sua falta de boa fé nas pessoas. Nunca consegui terminar esse texto por alguns motivos.

É difícil falar que a grande maioria das pessoas realmente perdeu a pureza que tinha em seu coração (pureza essa que só esteve em sua vida na infância muitas vezes)sem lhe apontar o dedo. Conforme foram crescendo, buscando independência através de estudo, trabalho, carreira, profissão elas foram percebendo a competitividade ao seu redor e com isso entendendo que não podem permitir-se serem deixadas pra trás. E quem vem falando todo dia pra você correr, crescer, amadurecer e se blindar, bem mais forte que sua consciência, é o seu instinto de sobrevivência. E com a inocência perdida o amor verdadeiro fica cada vez mais distante de sua realização.

A grande maioria de pessoas desenvolveu uma arrogância exacerbada, vinculada a um egocentrismo medíocre que as tem feito prestar atenção só em si de maneira desequilibrada, deixando-as cada vez mais individualistas, perdendo sua moral, seu pudor, e muitas vezes o senso de ética e honestidade, no desejo do sucesso a qualquer preço. Fica difícil escrever sobre algo que não necessita de maiores explicações, todos estão vendo.

Ao nosso redor existem pessoas assim, as vezes nós mesmos têmos nos deixado levar por circunstâncias das mais distintas e, intrinsecamente nos permitimos ficar egoístas e malévolos. Mas como pra tudo nessa vida existe solução, mesmo que você tenha chego a esse ponto há possibilidade de você voltar a ter a pureza de alma que tanto vai te fazer bem.

A grande decepção da minha vida durante todo o tempo em que eu lutei contra todas as influências negativas que tive, e que sim, poderiam ter me tornado uma pessoa amarga e sem sentimento nenhum, aconteceu no momento em que eu vi pessoas que aparentemente tinham caráter e índole inquestionáveis e sem grandes explicações mudaram, se fecharam, ensoberbeceram-se de tal forma que os mais nobres e puros sentimentos que tinham foram simplesmente sumindo.  Algumas delas que, por desilusões amorosas simplesmente fecharam seu coração e perderam grandes chances de serem felizes.

Por causa disso eu até pensei que não encontraria mais nos meus caminhos pessoas puras, mas pra minha surpresa, tenho encontrado e alimentado minha alma com essas pessoas que encontrei dentro do teatro, ao contrario de todas as teorias alhures que criam sobre pessoas que fazem e/ou vivem da arte. Pessoas muitas vezes rotuladas por uma sociedade falso moralista, que arrota um senso de ética e daquilo que chamam de “bons costumes” mas, não o fazem com tanta santidade assim, sentem prazer em apontar o dedo para os outros mas morrem de medo de serem julgadas porque reconhecem seu teto de vidro.

Essas pessoas que tive o privilégio de conhecer têm me feito perceber que a amizade imaculada e pura pode sim existir, que amores verdadeiros podem nascer das mais variadas formas, e que a gente não precisa de nada tão extravagante assim para poder sobreviver sendo feliz.

Poder olhar nos olhos de alguém sem que essa pessoa imagine que você está com segundas intenções ou que está querendo algo, e fazê-lo com o simples intuito de dar uma demonstração de carinho, sem malicia, sem conotações impuras, é algo que eu não imaginava mais vivenciar.

Olha a que ponto a sociedade que vivemos nos fez chegar, temos que tomar cuidado ao andar na rua, temos que evitar olhar nos olhos das pessoas que não conhecemos, corremos o risco de sermos agredidos ou xingados quando estamos no transito (como motorista ou como pedestre),  não podemos mais andar tranquilamente em lugar nenhum. E até mesmo com algumas das pessoas que conhecemos não podemos deixar de tomar certos cuidados para não sermos rotulados de desequilibrados, exagerados, loucos ou qualquer outra coisa do gênero.

Com isso temos visto o amor também se perder, essas mesmas pessoas que por imposições autocratas se tornaram arredias, simplesmente deixaram de amar, deixaram de se entregar ao mais nobre dos sentimentos com medo de terem suas almas feridas por alguém travestido de santo, mas que a cada dia de convivência vai se mostrando seca, desprovida de sentimentos e altamente egoísta.

Não quer dizer com tudo isso que devemos deixar de ser cuidadosos, até mesmo porque existem muitas pessoas com más intenções que sim, podem se aproximar de nós por interesses fúteis e sem sentido e acabar nos machucando se não nos blindarmos. Por outro lado, eu tenho sido uma prova viva que existem pessoas que valem a pena, tem uma pessoa em especial que me falou isso pela primeira vez há mais de um mês e tenho certeza que lendo isso aqui ela vai lembrar, e eu digo o mesmo, VOCÊ VALE A PENA DIVA!

Existem pessoas por quem vale a pena você se entregar, existem pessoas que merecem o que você tem de melhor a oferecer, não seja cético, não seja incrédulo, por mais que você já tenha machucado seu coração uma ou algumas vezes, você ainda vai encontrar uma pessoa que, só em olhar em seus olhos, seu coração vai sorrir, sua alma se regozijar e seu semblante mudar, seja um amor, seja um amigo, seja quem for, se permita conhecer essas pessoas, se permita viver o que torna o ser humano tão especial e encantador, se permita viver plenamente sua vida, não deixe de experimentar, não deixe de arriscar, não deixe de acreditar, problema ou dificuldade nenhuma merece mais relevância na sua vida do que o seu desejo de ser feliz.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Silêncio Interrompido


Olá meus amores, notou-se que nos últimos dias eu passei por um período de falta de inspiração para escrever, durante esses dias eu iniciei (sem sucesso na conclusão) uns 5 textos, tentei falar sobre as pessoas que complicam as coisas simples, sobre insegurança, sobre amores virtuais, sobre a amizade colorida, enfim, assuntos que certamente serão abordados aqui nos próximos dias. Mas não agora, sou sincero em dizer a vocês que têm me dado a alegria de acompanhar minhas pieguices o quanto faltou inspiração pra concluir tais assuntos, foi exatamente sobre isso que passei a ultima noite em reflexão.

Dificilmente eu chego perto de uma pessoa por quem estou interessado, olho pra ela e digo: “Eu sou romântico”. As insinuações para que a pessoa tire essa conclusão geralmente ocorrem de maneira muito menos explicita. Isso tudo porque em algum momento da minha vida alguém falou pra mim que nós temos que nos deixar ser “descobertos”, que a pessoa tem que tentar no conhecer, e fazer isso por si própria, que as informações a nosso respeito que são elucidadas precisam acontecer de maneira sutil, insinuante e sempre deixando aquele gostinho de quero mais.

Mas ai eu pergunto a vocês. Como uma pessoa que tem sua vida publicamente exposta em redes sociais, círculos de amizades e grupos de interesse dos mais variados consegue causar essa vontade de querer ser desvendado? Eu admito que não é tão bom ter a vida publicada tão abertamente assim, isso causa nas pessoas uma sensação de que elas podem simplesmente “se meter” na nossa vida da forma e a hora que bem entenderem. Mas nesses casos, assim como qualquer outra pessoa, eu escuto a todos, filtro as informações mais relevantes,e as não tão relevantes assim simplesmente deixo no arquivo morto.

Outra coisa que vejo acontecer com certa frequência é a antiga guerra dos sexos, mulheres cada vez mais fortes, autoritárias, independentes e feministas, mas ainda assim tendo uma “quedinha” por bad boy’s ou por homens que estão dando a mínima para relacionamentos, e querem só curtir, assim como mulheres que também querem só curtir e não estão nem ai pra relacionamentos. E também homens cada vez mais divididos e confusos, querendo ser galinhas e pegadores, vestem uma roupa de bom moço para atrair as mulheres com o intuito exclusivo de um “short relationship”, e tendo ludibriado-as, simplesmente somem sem deixar pistas de seu paradeiro, mas quando bate a carência ai tornam a correr atrás das mulheres fazendo juras de amor eterno, e quando sentem que está havendo reciprocidade, desaparecem novamente. E é isso que tem estragado a reputação daqueles que são verdadeiramente românticos!

Eu fico muito bravo quando homens e mulheres julgam as pessoas pelo senso comum, quando são feitos pré-julgamentos a respeito de alguém como se fosse igual a todos. Desde as aulas de ciências e biologia que temos no ensino fundamental aprendemos que, mesmo similares, cada organismo ter seu funcionamento e reações de maneira única e particular. E se isso acontece no corpo que, teoricamente, passa pelo mesmo processo de formação e tem seu funcionamento muito parecido, como não iria acontecer quanto ao comportamento, caráter e personalidade das pessoas, que aprendem seus valores e princípios de maneira diferente umas das outras? É uma estupidez irracional achar que todos os homens não prestam, ou que todas as mulheres são um “buracos negros” do espaço, misteriosas e indecifráveis. Ao contrário do que se pense, SIM existem homens que prestam, e SIM, existem mulheres fáceis de se entender!

A cada dia que passa as pessoas estão cada vez mais preguiçosas, e adotando conceitos infundados tidos como senso comum para rotular as pessoas por preguiça de querer conhecê-las, ou por medo de novamente se decepcionarem. Quanto ao risco da decepção eu concordo que temos que ser cuidadosos, porque só quem sofreu por um relacionamento interrompido por N motivos sabe o quanto dói, mas convenhamos, você não deixou de andar de bicicleta quando levou o primeiro, segundo ou quinto tombo, alguns anos depois exibia inclusive com orgulho as cicatrizes dessas quedas, acreditando intrinsecamente que isso faria com que seus amigos achariam que você ficou mais forte por ter sobrevivido a essa queda. E você não parou de andar de bicicleta porque mesmo lembrando da dor da queda, você nunca deixou de gostar da sensação de poder correr mais rápido do que suas pernas conseguiam, do vento no rosto, do prazer de fazer algo que gosta. E porque que no amor vai ser diferente, porque motivo você vai deixar o gosto amargo da desilusão Sr mais valioso e intenso na sua vida do que a alegria de ter vivido um período da sua vida ao lado de alguém que foi recíproco com você em sentimento, mesmo que por pouco tempo? Por qual motivo você vai deixar de amar? Que motivo seria grande o suficiente para te impedir de sentir o frio na barriga de esperar pra ver a pessoa que está interessada em tentar te fazer feliz, colher sorrisos seus, e te proporcionar momentos de prazer?

Por mais intensa que tenha sido a sua dor, ela nunca poderá sobrepor-se ao merecimento que você tem de ser feliz, porque sim, você merece ser feliz! Você merece amar e ser amado, você merece suspirar e causar suspiros em outrem, você merece sentir o coração batendo mais forte e ver seu corpo todo arrepiando quando toda em quem ama, quando o abraça, quando o beija, você merece sentir aquele calor que passeia pelo seu corpo quando dá aquele beijo demorado. VOCÊ MERECE!

Não se prive de viver essas sensações, não pense que você nunca mais vai ser feliz com alguém só porque você perdeu aquele (a) que você achou que seria seu amor pra toda vida, você vai sim encontrar outra pessoa que quer te fazer feliz, ou vai reencontrar essa pessoa que foi tirada de você, mas não se feche, se permita viver o mais nobre dos sentimentos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

QUANTO TEMPO VALE A PENA VIVER COM ALGUEM?


Embora o título do texto sugira, a intenção não é falar apenas de casamentos nesse texto, e sim de relacionamentos num geral. Essa semana assistindo um tele jornal de manhã, antes de ir trabalhar, eu prestei um pouco mais de atenção em uma matéria que realmente me surpreendeu. Ver uma festa de celebração de Bodas de Ouro, atualmente é bem raro, agora, Bodas de Vinho? Se arrisca a dizer com quantos anos de casamento se comemoram as Bodas de Vinho? 70 anos, é gente 70 anos de casamento. A tal matéria que eu estava vendo na TV mostrava que, um Lindo casal estava completando 50 anos de casamento no mesmo ano em que os pais da senhora que completara bodas de ouro, irão completar bodas de vinho.

Pra mim, que sou assumidamente romântico, isso é uma inspiração e tanto, pessoas que se casaram na época em que o casamento ainda não era considerado por uma grande parcela da população uma instituição falida, ainda vivos e com forças e lucidez suficiente para celebrar 70 anos lado a lado, é realmente inspirador (mesmo pra mim que estou divorciado há 3 anos).

De maneira alguma quero dizer com isso que o casamento deles durante esses 70 anos foi perfeito, ou que não teve suas crises, eu acredito que tenham acontecidos inúmeros fatos que colocaram em cheque a vontade de viver um com o outro e não foram raras, mas um casal que se formou no inicio do século passado (ele com 96 e ela com 93 anos de idade) aprendeu que existem coisas que nos fazem superar diferenças, desavenças, conflitos e a grande maioria das coisas que pode findar um matrimonio.

Saber o que é isso é uma missão difícil e que a maioria das pessoas hoje em dia não está disposta a enfrentar, só aprendemos mesmo quando nos dispomos a, através do que sentimos, atravessar a vida ao lado de alguém. De fato eu não sei quais foram os fatores que levaram esse casal a permanecer tantos anos juntos, mas de uma coisa eu tenho certeza absoluta . Existiu (ou ainda existe) amor! Pode ser que eles não tenham se casado por amor, poder ser que tenha sido um casamento a”arranjado” ou N outros motivos. Mas em algum momento nasceu esse amor, e ele perdurou por todo esse tempo. Se não houvesse muito amor, os outros sentimentos, atitudes e comportamentos que contribuíram para a longevidade do matrimonio jamais teriam sido desenvolvidos ou feitos.

Hoje vemos que a realidade não é mais a mesma nesse sentido. Não podemos desprezar que, fatores externos têm influenciado bem menos no relacionamento das pessoas, nenhuma mulher (pelo menos no Brasil) tem sido presa por trair o esposo (ou vice versa), as Igrejas (de um modo geral) não têm mais dificultado a emissão de documentos de anulação de matrimônio, mesmo que em seus rituais (missas, cultos ou o que quer que seja) o que é dito e feito sempre é em função da manutenção e estruturação da família. O fato é que não existe mais uma sociedade inteira apontando o dedo para alguém e a recriminando por ser divorciado, pelo contrário, muitas vezes até incentiva que isso aconteça mesmo, para uma das pessoas (ou ambas) pararem de sofrer.

As pessoas de um modo geral têm outra visão a respeito do porque realmente vale a pena ter um relacionamento duradouro, mas muitos simplesmente se perderam nessa revisão de conceitos. Em um dia a pessoa jura amor eterno e no outro ela simplesmente diz que não é mais isso que quer pra sua vida e parte pra outra. Motivos? É difícil de explicar e ainda mais difícil de entender, porque às vezes realmente não há motivos.

Tenho pra mim que mais importante que arrumar um motivo pra terminar um relacionamento, é mais importante avaliar se vale a pena começá-lo, não estou falando de flertar, ficar, ter um caso ou algo parecido, mas quando você toma a decisão de viver uma história mais séria com alguém, pense no que você realmente quer da sua vida, antes de pensar no que você espera da pessoa, se os objetivos se encontram, se há pelo menos a intenção de remar na mesma direção, com o único intuito de evitar frustrações, pra você não criar uma expectativa enorme em cima de uma pessoa que não tem as mesmas intenções que você, por mais que você goste, ame ou seja lá o que sinta. Pense no que você realmente quer da sua vida e se a pessoa que você está escolhendo caminhar ao lado compartilha disso.

Não sou um defensor radical do “até que a morte os separe” a todo custo, se algo não deu certo tem que acabar mesmo. Mas sou um defensor de motivos realmente relevantes que levem a decisão do rompimento de uma relação. Se você escolheu viver uma vida com alguém, tal decisão foi tomada permeando uma conotação que remete a seriedade, então seja serio em todas as outras decisões que envolverem o seu relacionamento. Ser serio em suas decisões não quer dizer que você vai perder a leveza e a alegria do estar um com o outro, significa apenas que você ama muito a pessoa, ao ponto de ter maturidade para não brincar com seus sentimentos. Portanto, ria da vida, leve-a com leveza, mas não brinque com o coração de ninguém, seja maduro nas decisões que envolvem seu relacionamento para que ele dure exatamente quanto tempo ele puder durar.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SINAIS


Essa semana eu dei uma renovada nas músicas da minha pen drive que uso pra escutar no carro, e sempre coloco musicas variadas, vários ritmos, estilos, bandas, nacionais ou internacionais, eu não gosto muito de ficar escutando a mesma coisa sempre. Mas sempre costumo deixar uma pasta chamada Love Song’s, com minha musicas preferidas, e essa pasta eu não coloco só musicas novas, tenho algumas dos anos 80 até as mais recentes. Algumas das musicas que eu tinha nessa pasta fazia muito tempo que eu não escutava, e uma delas leva justamente o nome dessa postagem.

Os sinais que um homem ou uma mulher dão em relação ao que sentem na maioria das vezes são sutis, singelos e NÃO VERBAIS. E o fato de não serem ditos merece o destaque que dei porque eles só se tornam perceptíveis quando há cumplicidade, acompanhada de muito amor e dedicação. Ninguém se preocupa em aprender sobre alguém por quem não se interessa, e quando a gente ama a gente se interessa pela pessoa e principalmente em saber o que fazer para deixá-la feliz, e se você for o motivo dessa felicidade então, o nível de satisfação pessoal vai às alturas.

Temos que tomar o devido cuidado com o seguinte. As mulheres são muito melhores observadoras que os homens, são ótimas em falar uma coisa querendo dizer outra. E fazem isso com uma naturalidade quase assustadora, isso não é necessariamente um problema porque é uma linha de comunicação que demonstra até certo resguardo, e está muito envolvido com os princípios morais ensinados pelos pais que falam que as mulheres não devem ser  tão explicitas em relação a alguns assuntos, e que ela tem que ser conquistada. Eu não discordo disso, já falei em outro texto aqui que pra mim toda mulher deve ser tratada como uma princesa, e é obrigação do homem, sim, obrigação do homem, as iniciativas e atitudes que devem ser tomadas no momento da conquista, a mulher só deve ser recíproca se também estiver interessada, e mesmo assim com cautela, pro homem não achar que foi fácil demais e não valorizar depois.

Mas como tudo tem o Bônus e o ônus, o lado ruim disso é que, pelo fato das mulheres serem assim, muitas vezes elas esperam isso dos homens, não que elas cobrem isso de maneira escancarada, mas sempre há uma esperancinha que eles entendam que o seu NÃO na verdade é um TALVEZ, que o seu TALVEZ  é um SIM, e que o seu SIM pode ser um NÃO.  E meninas do meu “Brasil varonil”, se você não quer se decepcionar com seu caso, namorado, marido, affair  ou o que quer que você tenha, não espere que ele leia as entrelinhas do que você fala. Não tem nenhuma pesquisa que valide o que vou falar, mas tendo os homens que conheço como base eu afirmo, menos de 5% dos homens possuem essa habilidade de ler as entrelinhas, entender mensagens subliminares, e até mesmo de agir dessa forma.

Homens são péssimos com as entrelinhas, por terem uma abordagem diferente das mulheres no quesito relacionamento, acabam conduzindo as coisas de forma diferente e sendo muito mais objetivos no que pensam e falam do que as mulheres, e se frustram por não entenderem porque a perderam, sendo que eles nem sabem direito o que elas querem. Deu pra entender? Complicado né! Mas é assim que acontece em muitos relacionamentos, o homem tenta ser claro, e se irrita quando descobre que a mulher dele fala por códigos pelo simples fato dela querer que ele a descubra, a estude, ou simplesmente preste atenção nela, coisas que os homens de fato têm dificuldades serias em fazer.

E como toda moeda tem duas faces, o lado ruim do homem ser assim é que ele sempre corre um risco eminente de perder sua mulher pra si mesmo, pra sua falta de atenção e se aparente desinteresse. Por outro lado, dificilmente uma mulher não vá escutar claramente sair da boca de um homem o que ele realmente quer, as vezes ele pode até dar algumas voltar, mas as voltas que ele dá não são no sentido de querer que a mulher entende uma coisa quando ele está falando outra, e sim na busca da melhor maneira de falar aquilo que ele realmente quer falar.

Sei que é repetitivo mas vou falar novamente, não existe fórmula mágica, nem receita uma receita universal a ser seguida, mas sim, tem como colocar ordem nesse caos da divergência de postura, atitude e interpretação. Se conheça, e nunca desista de tentar cohecer cada dia mais quem você ama, não se acomode e principalmente, se permita viver intensamente seus sentimentos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

ANSIEDADE - O maior inimigo do seu coração!


Eu já tinha comentado no primeiro post aqui do blog que eu o usaria pra falar a respeito do romantismo em si, mas também sobre coisas que  acontecem na minha vida.

A ansiedade pra mim é um tema muito complicado, discorrer sobre esse tema pra mim é  praticamente como uma terapia de grupo onde a gente compartilha sobre os problemas que o objeto de estudo tem causado em nós, e festejando quando não o deixamos dominar ou interferir ativamente no nosso dia a dia.

A ansiedade é algo que atrapalha a vida das pessoas em muitos aspectos, e por mais que algumas revistas especializadas em vida profissional e carreira abordem a ansiedade como um “defeito bom” (porque a ansiedade faz com que seu senso de urgência seja ainda mais evidenciado, não deixando você se acomodar com os problemas, querendo resolvê-los logo), é um risco muito grande você se deixar ser ansioso só pra parecer mais preparado profissionalmente. Você pode até ter certo sucesso no seu emprego se colocar a ansiedade pra trabalhar a seu favor, mas não é só desse aspecto da sua vida que você precisa cuidar, aliás, se você não estiver bem consigo mesmo (especialmente com seu coração) dificilmente vai estar com a cabeça fria pra colocar todo restante em ordem. Por mais profissional que uma pessoa seja, ninguém é de ferro, ou se mantém inabalável pra sempre. O equilíbrio sempre é a melhor das alternativas, mas sobre isso falamos mais em outro lugar, aqui vamos falar do assunto principal do blog.

Eu sou ansioso, e uma prova bem objetiva disso é que, dei meu primeiro beijo com 9 anos, comecei a trabalhar com 11, com 14 sai de casa e perdi minha virgindade, com 20 casei, com 25 me divorciei, uma semana depois do divorcio estava namorando novamente, namoro esse que durou mais de 2 anos, e agora fazem 6 meses que estou solteiro. Tomei muitas atitudes precipitadas, atropelei algumas etapas, errei bastante, mas também acertei, e de tudo que passei tirei lições importantes que trago comigo até hoje.

A ansiedade me fez sofrer muito, mas também me proporcionou momentos ótimos, que talvez eu nunca tivesse vivido, e foi uma das coisas que contribuiu para eu ser quem eu sou, e passar pelo momento que estou passando agora.

Todo homem passa por uma etapa na sua vida em que se cobra um pouco mais que o normal, especialmente quando acha que tá ficando velho e que não tem mais tempo pra errar e bla bla bla... É exatamente como estou agora, por um lado é ótimo porque tem me feito amadurecer bastante, mas por outro lado tem me trazido alguns entraves meio sérios porque, não foi uma nem duas vezes que, me interessando por alguém, querendo que as coisas “aconteçam” logo,  atropelei algumas etapas.

É exatamente nisso que consistem os efeitos negativos da ansiedade em nossa vida, porque pra amar não há necessidade alguma de pressa, aliás, para começar a amar a gente precisa conhecer a pessoa, sem pressa, sem afobação, sem premeditações, simplesmente deixando que as coisas aconteçam e tomem seu rumo naturalmente.

Se você é ansioso, pode apostar que eu entendo quando você pensa: “mas ela é uma pessoa muito especial, e se eu não fizer alguma coisa posso perdê-la, não vou deixar isso acontecer”. É nobre, romântico e lindo pensar assim, mas errado! Por estar se permitindo conhecer, conversando com a pessoa e de certa forma dando dicas que o interesse existe já é um primeiro passo bem dado. A conquista é algo prazeroso, que quando bem conduzido faz nascer um amor forte e intenso, mas é só o primeiro passo! Os próximos passos só podem ser dados quando você perceber reciprocidade, e acredite, essa é a melhor maneira de você evitar seu próprio sofrimento.

Porque pode até ser que a pessoa tenha um carinho todo especial por você, te ache incrível, mas pode ser que ela só se interesse em ter um relacionamento contigo depois de certo tempo, e esse tempo pode não ser necessariamente igual ao seu . Com atitudes precipitadas e passos dados precipitadamente você só fica mais perto de fazer a pessoa perder o interesse por você. Saber respeitar o tempo e o espaço de outrem é algo raro e que conta muito em um relacionamento, especialmente se você quer que ele dure.

Não podemos esquecer também que muitas vezes, menos é mais. Você não precisa demonstrar romantismo nas 24 horas do dia, as vezes uma única coisa, singela, mas verdadeira e bem feita pode fazer toda a diferença, pode valer mais e significar muito mais do que você ligar ou mandar um SMS a cada 5 minutos pra pessoa falando pra ela não esquecer que você a ama. Eu mesmo, dia desses passei por algo assim, dar vários presentes rendeu um carinhoso e muito bem recebido abraço, enquanto outra pessoa tendo feito “menos” conseguiu mais e eu fiquei chupando o dedo.

Quando vivenciamos algo assim é normal reagirmos pensando que a pessoa não nos merece, que não era pra dar certo, não era pra ser e bla bla bla. Pode até ser, mas é muito mais provável que não tenha dado certo por nós termos tomado alguma atitude precipitada do que qualquer outra coisa. As vezes até ia rolar, a pessoa estava ficando interessada, mas ter dado um passo a mais precipitadamente você a perde pra si mesmo.

Escutei algo esses dias que é perfeito, mas minha cabeça ainda tem certa dificuldade pra assimilar. “O passado. Já passou. O Futuro. A Deus pertence. O presente, foi o presente que você recebeu para ser usado agora, hoje. Então cuide bem e desfrute do seu presente, ele é seu e precisa de você para existir. Portanto meus amores, “muita calma nessa hora”, pare, pense, reflita e caminhe, sem pressa, passo a passo, você vai gostar do que vai encontrar no fim dessa estrada, pode acreditar.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

AMAR ERRADO


Faz mais de dois dias que estou ensaiando começar esse texto, mas não havia começado ainda porque estava pensando sobre esse título. Como pode ser considerado “errado” tão nobre gesto? Como pode se concluir um título com termo “pejorativo” quando o mesmo se inicia com o mais belo e mais sublime dos termos? Não só isso, pensei em mais uma infinidade de coisas a respeito desse fatídico titulo mas não encontrei maneira melhor de introduzir o assunto que quero tratar.

No começo dessa semana li o texto de uma grande amiga, que além de ser uma atriz sensacional é também blogueira (Loara Gonçalves - http://www.vozessurdas.blogspot.com.br) o texto “Ele voltou com a ex” que ela publicou essa semana me fez pensar sobre a incrível habilidade que tenho de deixar um sentimento me tão nobre e tão intenso, causar feridas tão profundas e de tão complicada cicatrização.

Por vezes nos apaixonamos, nos dedicamos a alguém em quem depositamos milhões de expectativas, fazemos planos, mudamos os rumos dos nossos planos e objetivos, e por N motivos esse relacionamento sucumbe, nos decepcionamos, decepcionamos alguém, choramos, sofremos, paramos para refletir sobre os motivos que causaram esse fim de relacionamento, achamos que aprendemos uma lição e, na primeira oportunidade, cometemos os mesmos erros novamente. Não necessariamente na mesma ordem, mas simplesmente fazemos tudo havíamos prometido pra nós mesmo que não faríamos.

E porque fazemos isso? Falta de amor próprio? Falta de maturidade? Ansiedade? Pode ser tudo isso, como pode não ser nada disso. Quando somos assumidamente pessoas que se doam por amor sabemos que com isso assumimos riscos, e o maior de todos os riscos é exatamente o de sofrer por esse sentimento. O amor gera um relacionamento, que não é composto por uma só pessoa, não tem como se viver a plenitude do sentimento se não há reciprocidade. E amar sem ser correspondido é o que mais machuca.

Pelos relacionamentos que já tive eu posso dizer que sofrer por amor dói muito, mas não te faz se punir mais do que quando você descobre que fez alguém sofrer sem merecer. É potencialmente complicado chegar a essa conclusão, porque geralmente enaltecemos sobremaneira o sofrimento pelo qual passamos e entramos em um processo de encontrar culpados, alguém pra quem apontar o dedo pelo simples fato de ser muito mais cômodo encontrar um culpado do que reconhecer o que fez, e assumir a culpa.

Quando descobrimos que uma pessoa sofreu por nossa causa, e associamos isso ao que já passamos quando outrem nos fez sofrer dois sentimentos se misturam dentro de nós. O primeiro é o de tirar de nós essa responsabilidade, começamos a falar: “Mas eu avisei... Ela sabia o que eu gostava, o que queria, o que pensava, e mesmo assim insistiu... Eu falei que não queria nada sério... A gente tava só ficando, eu não tinha obrigação nenhuma com ela...” e mais um monte de blá blá blá. Não quero de maneira nenhuma invalidar esses argumentos, eles são validos sim, mas superficiais. Se você não queria se envolver porque deu esperanças? Sendo sincero e falando o que pensava porque não rompeu de uma vez? Porque continuou iludindo a pessoa se não queria assumir nada? O egocentrismo e a necessidade de ter alguém nos bajulando o tempo todo muitas vezes nos faz deixar de olhar ao nosso redor, pensar só em nós mesmos e passar por cima do sentimento de pessoas que só queria nos fazer feliz.

O outro sentimento que se mistura a esse quando fazemos alguém sofrer é a culpa, e só se sente culpado quem já passou situação semelhante. Nisso a gente começa a lembrar que quando estava na “fossa” pensávamos: “Essa é a pior sensação do mundo, não quero nem que meu pior inimigo passe por isso...” aí tendo a oportunidade fazemos isso , não com nosso inimigo, mas com alguém que queria te amar e ser amado por você. Complicado né? O pior é saber que a grande maioria das pessoas nem chega a passar por essa etapa, atém-se tanto a necessidade de se eximir da culpa que deleta da memória o que já passou, como se não fosse importante, como se não valesse a pena, como se não tivesse ensinado nada.

Faz parte da natureza do ser humano amar e ser amado, é um sentimento rico, influencia direto na motivação, no bom humor, na auto estima, nos deixa leve, sorridentes, entusiasmados e felizes. Não faça mau uso do amor, tente não se permitir sofrer, e com a mesma intensidade, tente não causar sofrimento em ninguém. Sei o quanto isso é complicado porque não, não existe fórmula mágica nem receita pronta pra baixar do Google, provavelmente você terá que aprender sozinho, e é ainda mais provável que você sofra sim. Mas o único conselho que posso dar é pra você tentar usar um pouco de sensatez, por mais insensatos que sejam o amor e os assuntos do coração, faça o possível para fazer a cabeça e o coração trabalharem na mesma frequência pelo menos, isso não é garantia de nada, mas com certeza tem chances de ser menos desastroso. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

E o romantismo na "Hora H"?


Um dos motivos principais pelo qual muitas mulheres tem esboçado certo receio a se relacionar com homens assumidamente mais românticos, é porque elas associam o romantismo geralmente ao homem ser  também “calminho”e sem ousadias, seja em atitudes ou em qualquer outra coisa, especialmente na cama.

Nisso entramos em um assunto um pouco mais polêmico, porque quando entramos nas intimidades as coisas ficam ainda mais restritas, e as informações que podem ser utilizadas para comparações estatísticas são mais raras. Tem coisas que as pessoas realmente não se sentem a vontade em falar.

Mas vou tentar colocar aqui o meu ponto de vista. Tenho escutado muitas pessoas falando que o romantismo só passa a existir em alguém quando essa pessoa quer compensar alguma deficiência que possui, seja no âmbito físico ou psíquico. Por exemplo, o homem se torna romântico porque é feio, ou porque é gordinho (por favor, esse é só um dos milhões de exemplos que existem), e se torna romântico para compensar a baixa autoestima, pela série de complexos que contraiu para si, pelos “traumas” que o acompanham desde que passou por um período sofrendo bullyng, preconceito, ou qualquer outra coisa parecida.

Quando esse é o motivo que torna uma pessoa romântica, a chance dela (e) não ser uma boa parceira de “cama” é relativamente alta. Uma pessoa que tem baixa autoestima sente-se muito insegura quanto a relacionamentos, tem vergonha de si mesma e passa por poucas experiências sexuais. Isso não é necessariamente um problema, mas a falta de “bagagem” no quesito cama pode fazer a pessoa sentir-se insegura, o que causa uma frustração, e ai repito o que já disse em outro texto: “Uma pessoa frustrada não causa admiração em ninguém”. Se a pessoa não se sente a vontade consigo mesma, não vai conseguir se entregar plenamente, não vai conseguir fazer a pessoa suspirar, não vai se preocupar em prestar atenção no parceiro na hora da cama pra conhecê-la (lo) e saber o que a satisfaz. Porque cada pessoa funciona de uma maneira diferente, e em hipótese alguma podemos achar que o que já foi feito pra um vai ter sucesso garantido com outro.

Por isso que muitas mulheres gostam de ter os românticos como amigos. Se um romântico começa a se aproximar com intenções claras de relacionamento imediatamente surgem questionamentos como: “ah, ele dever ser ‘devagar’ demais na cama...” “eu quero alguém que me tire o fôlego na hora da cama, não alguém que me peça por favor para abrir as pernas...” “ eu gosto de homem que me trate bem, seja carinhoso, mas na hora H tenha algo mais”. Esses questionamentos podem não acontecerem explicitamente na cabeça da maioria das mulheres, mas intrinsecamente se não for isso, são coisas muito parecidas que ventilam os pensamentos daquelas que são alvos dos românticos.

Tenho pra mim que um homem de verdade precisa tratar uma mulher durante o dia como uma dama, por mais piegas que seja, tem que se tratar com educação e cavalheirismo. Abrir porta do carro, andar de mãos dadas, levar para passear no parque e dar uma rosa, mandar flores, uma carta romântica (carta escrita nada de email), levar a bons restaurantes, fazer um programinha diferente e bem especial volta e meia. Mas na hora da cama, tem que ser atento suficiente para entender o que a satisfaz, o que o clima do momento pede, e o qual a melhor maneira de conduzir o momento.

Isso também não tem regra, tem mulher que gosta de algo mais selvagem, tem mulher que gosta de algo mais carinhoso, tem mulher que gosta de ouvir, outras que gostam de falar durante o ato , tem gente que se contenta com o trivial, e tem gente que gosta de inventar, criativamente. Cada um funciona e se estimula de maneira diferente, muito parecidas mas diferente, e quer seja com uma relação mais branda ou naquela que ambos ficam sem ar, sua parceira (o) vai perceber quando vocês está se dedicando para agradá-la (lo), ela vai perceber quando você não está pensando apenas na sua satisfação pessoal, mas está querendo que ambos desfrutem do momento com a mesma intensidade.

Por isso, mais do que ser um homem romântico, você precisa ser homem de verdade, e não deixar que uma questão física que lhe tira do “padrão de beleza” imposto pela sociedade, ou um trauma qualquer do seu passado estrague a sua segurança e sua autoestima. Por mais complexa que seja a cabeça de uma mulher (e isso não é um problema) tudo que ela espera num homem, é segurança. Ela quer te admirar, ela quer ter orgulho de andar na rua com você, ela quer poder contar para as amigas e para a família que ela tem um homem e tanto consigo, ela quer saber que pode contar contigo sempre, e ela quer ser surpreendida, ela quer alguém que tente conquistá-la, todo dia. Seja esse homem, que a pessoa que você ama vai ser recíproca sem que você precise cobrar nada.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

DÊ TEMPO AO TEMPO



O lado bom de assumir o próprio romantismo é que por inúmeras vezes somos convidados a conversar com nossos amigos sobre assuntos do coração. Quando nossos amigos dividem conosco assuntos que não se sentem a vontade de conversar nem com os pais, isso nos enche de satisfação, pelo simples motivo de que isso é um sinal muito evidente de confiança e amizade plena, o que pra mim é a base de qualquer relacionamento.

Ontem estava conversando com uma amiga sobre o tempo, assunto potencialmente problemático para uma pessoa com traços fortes de ansiedade (como eu). Trata-se de um assunto muito delicado, e só conseguimos lidar da maneira certa com o tempo quando temos paciência e quando o amor que sentimos por uma pessoa nos faz passar por cima do próprio ego. E também quando nos mostramos dispostos a rever inclusive os nossos próprios planos.

Quando conhecemos alguém, e passamos a nos interessar por essa pessoa, entramos em um processo de “pesquisa”, manifestando tal interesse seja explicita ou moderadamente começamos a conversar um pouco mais com essa pessoa no intuito de conhecê-la. Conhecimento esse que vai nos mostrar se vale a pena continuar nas investidas para conquistá-la ou não. Esse é um momento muito importante, porque se os valores, princípios, atitudes e objetivos da pessoa não te agradam, ou não te complementam, a chance de perder o encanto é alta, e de fato acontecerá, seja por uma decisão imediatamente sensata, ou após algumas tentativas que (na maioria das vezes) acabam com frustrações (sobre isso falamos bastante no texto SEJA VOCÊ, POR VOCÊ... PRO SEU BEM).

Quando passamos a fase das apresentações e investigações entramos em um momento de fundamental importância, breve mas importante. Esse é o momento em que vamos entender se quem te interessa está no mesmo “Time” que você. Essa analise é muito menos importante quando o interesse é recíproco, se a pessoa por quem você está interessado(a) é recíproca no desejo, isso quer dizer que a chance de vocês iniciarem uma história em pouco tempo é bem grande. Mas isso nem sempre acontece, e com isso você vê que vai precisar despertar esse interesse na pessoa para que ela possa te corresponder. E é desse “Time” que eu to falando.

Não é uma hipótese descartada que você possa conhecer e se interessar por alguém que tenha acabado de viver uma historia com outra pessoa, e isso faz com que, em um primeiro momento ela queira um tempo para si, pra limpar seu coração, para colocar a cabeça no lugar e para decidir quanto tempo vai levar para abrir seu coração novamente.

Às vezes a pessoa até quer tentar novamente, mas não inicia essa tentativa imediatamente porque precisa cuidar de si própria, e não porque não quer nada contigo. Por mais que a pessoa conte, nós nunca conseguimos saber o que de fato aconteceu em seu último relacionamento, o que foi bom, o que foi ruim, o que aprendeu e o que precisa esquecer. Por isso quando estamos realmente dispostos a investir na conquista de alguém, precisamos ponderar se estamos dispostos a esperar esse tempo, e se a pessoa que te interessa perceber que você tem feito isso por carinho, consideração e porque realmente quer conquistar, você vai ganhar muitos pontos. Só toma cuidado pra não atropelar nada e perder a chance pra si próprio. Um ditado antigo nos fala que “ O nosso maior trunfo, pode ser o motivo da nossa ruína”, com isso quero dizer que sua aproximação, se mal feita, pode fazer a pessoa perder o encanto e o interesse por você.

Não a sufoque, não tire seu espaços, deixe-a respirar, deixe-a viver e fazer suas coisas com paciência, deixe que ela comece a corresponder suas investidas quando se sentir a vontade pra isso, mas não invada um espaço que ela ainda não quer te disponibilizar.

Da mesma forma não podemos desconsiderar o fato de que, você sabe de si ao ponto de entender se está disposto a esperar o tempo que a pessoa precisa ou não, hoje você está interessado, quer começar uma história, quer tentar, mas não sabe se amanha ou depois você ainda vai ter tal interesse nesse mesmo nível. Até porque o tempo, que pode unir, também pode distanciar, e como falei no ultimo texto, você não pode nunca se anular, ou deixar de se preocupar consigo mesmo e colocar um sentimento ou uma expectativa acima do zelo pela sua própria vida. Se na tentativa de conquistar alguém você se perder e deixar de cuidar de si mesmo, suas chances diminuem em muito, isso não é uma verdade absoluta, longe disso, mas temos visto dia após dia que o amor só traz longevidade para um relacionamento quando, vivendo uma vida em comum, nenhum dos dois abandona sua própria vida.