terça-feira, 17 de junho de 2014

Sobre chegar aos 30 anos...

Eu achei que fosse esboçar algum tipo de desconforto ou sensação de que o pleno da juventude foi perdida. Estava ligeiramente enganado!
Engraçado como aumentou a sensação de que as coisas passaram a ficar ainda melhor. Pode parecer besteira eu sei, mas eu tive uma sensação tão boa desde o dia do meu aniversario que fica até difícil externar em palavras. Mesmo assim vou tentar.

Sinto de que alguma coisa melhorou muito em mim, a maturidade principalmente, não que nós dependamos de idade para nos tornarmos pessoas maduras, mas é muito intensa a sensação de que passei a viver um momento em minha vida em que as coisas vão acontecer com mais eloquência e menos alienação do que estavam até então.

Passei anos da minha vida sendo julgado por ser muito sonhador e não tiro parte da razão desses que o fizeram, pena que isso aconteceu na mesma intensidade com que algumas pessoas se afastaram de mim, e não tiveram a oportunidade de avaliar os motivos dos meus sonhos e nem os propósitos da minha busca.

Passei boa parte dos meus primeiros 30 anos tentando me inserir em grupos, tribos e todo tipo de aglomerado com o único objetivo de me fazer aceito, erroneamente eu queria me fazer aceito por todos, sem distinção. Demorou pra perceber que isso sim era uma besteira, mas como julgar um jovem que aos 11 anos começa a tentar desbravar o mundo sem quase nada de orientação e ainda menos experiência de vida? Sim, porque desde essa época eu já achava que faria coisas grandes, que deixaria minha marca no mundo, mas eu não tinha a menor ideia do que e como fazer.

A busca pelo conhecimento, acompanhada da minha semi-infinita curiosidade, abriu meus olhos e minha mente, me fez descobrir o quanto é divertido e interessante olhar sob diferentes perspectivas o mesmo horizonte, que mudando o ângulo, prisma ou seja lá como quiser chamar, descobrimos coisas novas, ocultas, diferentes e inusitadas.

Li obras de muitos filósofos que me provocou reflexões um tanto conclusivas, diziam que o conhecimento liberta, que a cultura é que faz o ser humano verdadeiramente livre, e confesso que acreditei nisso sem questionar por algum tempo, hoje já discordo parcialmente disso. A partir do momento em que adquirimos conhecimento, o mesmo passa a nos abrir os olhos, começamos a enxergar que vivemos em uma sociedade onde o “monstro sist.” (como Raul Seixas gostava de chamar) nos impõe todo tipo de padrão e condicionamento, no tocante a tudo. Consumo, subsistência, sobrevivência, atitudes e até decisões, sim, até as decisões (sejam elas tomadas por conservadores ou pelos mais revoltadinhos) hoje em dia são completamente previsíveis, baseadas naquilo que o sistema quer que pensemos. E quanto maior a bagagem cultural que venho adquirindo, mais me sinto aprisionado, também me sinto culpado por nunca ter tomado nenhuma atitude de fato importante pra mudar isso. Quem sabe meu ponto de vista mude com o tempo, mas hoje me sinto assim, quanto mais conheço, menos sei, por algumas vezes até cheguei a fazer questionamentos do tipo, “a ignorância não seria uma benção?” Mas me convenci pelas forças das circunstancias de que isso sim era um erro.

Passei muito tempo incompreendido, me senti excluído porque não conseguia encontrar pessoas que se quer quisessem discorrer sobre esse tipo de assunto comigo (esse abordado no paragrafo anterior), e como qualquer outro cordeirinho me calei, omiti meus pensamentos e ideias.

Encontrei nos palcos de teatro uma ferramenta bem forte para dizer o que penso, mas, para minha previsível constatação, até o teatro hoje é corrompido pelo sistema. Se você não faz espetáculos fracos, de linguagem simplista, que façam as pessoas simplesmente rirem sem pensar muito (ou quase nada) você passa fome, não ganha o suficiente nem pra sobreviver dignamente. Temos leis de incentivo, mas nem tão eficientes assim, ela nem é possível de ser aplicada a todos os que de fato merecem, temos uma iniciativa privada que, tem vontade de incentivar a arte, mas essas empresas estão em um país de economia instável, o que não permite um planejamento em que se possa contar com um investimento em arte, que não retorna nada a não ser o bem maior feito pelo enriquecimento da cultura. Essas coisas realmente complicam as vidas nos palcos, mas quando tenho a oportunidade de fazer arte pura e simplesmente por amor, ai eu tento de alguma forma por pra fora todo amor que sinto, toda vontade que tenho de fazer algo grande, e realmente quero fazer coisas grandes, deixar minha marquinha no mundo, ser lembrado.

30 anos, puxa vida! Chegar a essa idade pensando que você ainda está em um processo de reconstrução de vida (especialmente financeira) me trás dois sentimentos ao mesmo tempo. O primeiro deles é o alívio, de que realmente aprendi alguma coisa durante as últimas 3 décadas, que será útil na estrada que se apresenta, que me fará tomar decisões mais equilibradas, e principalmente, me fará permanecer sereno, mesmo que eu me depare com situações semelhantes as piores que já vivi. O outro sentimento é uma certa frustração, é, sou um homem parcialmente frustrado (não, não estou depressivo, nem pessimista demais, estou sendo realista sob uma sinceridade muito difícil de assumir), a origem principal dessa frustração eu encontro no mesmo lugar para onde olho e encontro as coisas boas que aconteceram em minha vida, confuso né? Eu sei, mas é exatamente isso. As vitórias e as derrotas que tive fazem parte de uma coisa só, da minha vida. Os grades e inesquecíveis feitos sempre aconteceram em datas tão próximas que as vezes até me confundo quanto a exatidão da época. Se isso é bom ou ruim? Sinceramente não sei, as vezes eu acho que não, porque nunca tive muito tempo de digerir todas as informações de um fato importante quando em pouquíssimo tempo já aconteceu outro.

 Um exemplo disso foi em 1995, meu avô faleceu no inicio do ano, e no mesmo ano eu comecei a trabalhar (sim, aos 11 anos). Eu ainda não tinha assimilado direito a ideia de que um dos três pilares de sustentação da minha vida tinha acabado de falecer e já comecei minha vida profissional. Sair de casa 3 anos depois que comecei a trabalhar também foi uma coisa de fato importante na minha vida, que aconteceu de maneira muito precoce, não soa tão estranho falar que saiu de casa 3 anos depois de começar a trabalhar, mas quando isso acontece aos 14 anos de idade, aí sim dá pra ter ideia do tamanho da encrenca em que eu estava me enfiando.

Assim seguiu minha vida, coisas muito boas e muito ruins acontecendo praticamente ao mesmo tempo. O lado bom disso é que constantemente fui “forçado” a provar minha capacidade de resiliência, tive que aprender as coisas rapidamente, me adaptar rapidamente, fazer rapidamente. Nem sempre consegui fazer com qualidade, mas sim, sempre fiz. Não sou o tipo de pessoa que simplesmente cruza os braços, de alguma forma sempre tento ser participativo, sou dos que põe a mão na massa.

Quanto as decisões, não sei dizer se tomei mais decisões certas ou erradas, mas sou capaz de dizer com abundância de detalhes qual a consequência que teve em minha vida cada uma das decisões que tomei. Tomei muitas decisões erradas, perdi dinheiro, perdi amigos, afastei pessoas de mim (algumas de propósito mesmo), desanimei, perdi a esperança algumas vezes, mas mesmo sem esperança nunca deixei de tentar concertar as coisas. Também cometi o mesmo erro 2, 3 até 4 vezes, sei lá, eu já errei muito na minha vida. 

Assumir isso não vai me impedir de errar mais, só vai me deixar mais lúcido quando eu pensar em fazer algo.
Também fiz muitas coisas boas já. Ajudei pessoas, já consegui devolver a esperança para algumas pessoas apenas com uma conversa, já ajudei famílias de presidiários, já visitei doentes terminais tentando fazer essas pessoas rirem um pouco só que seja, já tirei roupa do corpo para dar a alguém que passava frio, já promovi funcionários que estiveram em minhas equipes (já demiti pessoas também, o que é muito difícil de fazer por sinal), ajudei pessoas que estavam iniciando suas vidas profissionais a se tornarem profissionais bem sucedidos (e alguns estão bem melhores do que eu inclusive, tiveram menos escolhas erradas e cresceram mais rápido, e eu sou absolutamente feliz em vê-los assim), trabalhei em grandes multinacionais, em empresas pequenas, familiares, promissoras, decadentes, sim já mudei bastante de emprego e hoje em dia não me preocupo mais se isso é bom ou ruim para o meu currículo, sinto muito orgulho quando olho pra traz e vejo o tanto que já caminhei.

Não, não tenho a sensação de que já andei mais do que ainda vou andar. Pelo contrário, me faz um bem inenarrável perceber a quantidade de coisas que já aconteceram comigo e, independente do tamanho em que esteja o meu “castelo” sei que os fundamentos dele estão muito bem feitos, a direção para onde continuarei minha construção também pouco importa. Minha vida tem sido repleta de acontecimentos e é exatamente assim que eu quero que continue, tenho me permitido viver, e continuarei. É claro que tentando construir uma vida mais estável, até porque eu quero (e muito) ser pai, quero ter minha família, minha esposa, meus filhos, meu apartamento e um cachorro, quero viver dignamente para poder dar a minha família o acesso a educação de qualidade, de maneira que, se possível, um pouco mais cedo do que eu, eles aprendam a pensar por si próprios, aprendam a tomar suas decisões, aprendam com tudo que acontecer em suas vidas, e a vivam plenamente.

Pra concluir, chego aos 30 anos com uma boa pitada de saudosismo, sou profundamente grato pela vida que vivi até aqui. O que esperar dos próximos 30? Não sei, quero simplesmente viver. Viver plenamente, viver amplamente, viver apaixonadamente, fazer algo de bom pra mim, para minha família, para a sociedade a qual pertenço, para o mundo. Projetos? Sim, tenho alguns. Estou estudando  com o objetivo de passar em algum concurso público, espero conseguir voltar para a universidade em 2015, dessa vez para estudar psicologia, e se tudo caminhar como tem caminhado vou procurar dar alguns passos adiante em meu relacionamento, até porque (como já disse anteriormente) pretendo ter minha família, e tenho visto nesse meu relacionamento atual chances reais disso acontecer, porque não é só amor envolvido, é tudo. É a sensação de que tenho convivido com uma pessoa absolutamente humana, que assim como eu erra, acerta, ama a arte, estuda, adora fazer coisas novas e experimentar a vida, e tudo isso sem uma pessoa absolutamente madura e responsável.


Se você leu meu texto, muito obrigado, de coração! Se quiser dizer algo pra mim sinta-se a vontade. Elogie, critique, concorde, discorde, diga se você se identificou com algo, se mexeu com você, se não fez nada, se achou uma porcaria... fique a vontade, e muito obrigado novamente. Que venham mais 30 anos para que possam ser simplesmente vividos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Sabor... O Doce Sabor.

No começo desse ano eu escrevi, tanto aqui no blog quanto no meu facebook sobre coisas boas que vem acontecendo em minha vida, e as coisas tem se apresentado assim desde então. É realmente maravilhoso estar passando por tantas coisas boas como tem sido, mas confesso que quando estou triste ou chateado com alguma coisa me inspiro mais pra escrever. A tristeza me faz reclamar, e quando eu estou reclamando sou muito mais habilidoso com as palavras do que quando estou feliz, tudo isso por um simples motivo. Quando estou feliz quero apenas viver, desfrutar o momento em sua plenitude, sem necessariamente ficar fazendo grandes análises sobre o que tem acontecido, quero apenas aproveitar tal momento e estendê-lo tanto quanto conseguir.

Mas no meio disso tudo eu acabo ficando com saudades de escrever, especialmente quando recebo mensagens carinhosas das pessoas perguntando por que não tenho postado nada. É uma alegria impar saber que dividir as coisas que acontecem em minha vida causa algo de bom em outras pessoas, por isso cá estou buscando inspiração nas coisas boas que tenho vivido.

Tenho visto coisas e vivido outras que eu sinceramente desejo que todas as pessoas ainda tenham a chance de viver. Tá certo que quando nosso coração está amando, fica muito mais fácil enxergar o colorido do mundo, mas hoje foi um dia que, há instantes atrás quando eu voltava pra casa, pensando sobre isso (no quanto ficamos bobos e afloramos até uma certa inocência quando nos apaixonamos), me dei conta do quanto nossa vida melhora quando optamos por olhar, até mesmo as coisas ruins, por um ponto de vista mais leve.

Passamos tanto tempo preocupados com o que vamos vestir, o que comer, como falar, como fazer, pra que fazer que muitas vezes deixamos passar completamente desapercebidas as coisas simples e belas da vida. E amar, não é só estar envolvido afetivamente com alguém, nós podemos amar nosso trabalho, nossas conquistas, nossos tropeços, nossos pulos e até nossas cagadas, porque é só quando amamos que conseguimos ter sensibilidade o suficiente para perceber que em meio ao caos que vivemos existem coisas boas.

Eu lembro que a única promessa que fiz a mim mesmo quando começou o ano foi que esse ano eu agiria diferente, seria menos critico comigo mesmo, e isso independente de situação financeira, de estabilidade ou não na vida profissional, independente se em casa as coisas iriam bem ou não, independente se eu começaria a gostar de alguém ao ponto de querer iniciar um namoro ou não, tudo isso porque existem coisas realmente importantes e valiosas que merecem nossa atenção, que estão acima de bens, dinheiro ou pessoas.

Confesso que me irrito um pouco com aqueles filósofos de frases de para-choques de caminhão, que falam que seu coração não tem apego as coisas desse mundo porque valorizam algo maior. Algo que eles mesmos não sabem o que é! Rebeldes sem causa são uma doença na sociedade, e o antídoto é a educação.  Quantas vezes você já parou pra pensar (de verdade) naquilo que realmente importa pra você? A que conclusão chegou? Difícil responder não é?

Recentemente tive a oportunidade de passar um bom tempo meditando sobre isso e a única conclusão que cheguei é a de que eu já mudei minhas prioridades algumas dezenas de vezes ao longo dos meus quase 30 anos. Houve o momento em que estudar era minha única preocupação, outro momento em que aprender a beijar era o que eu mais queria, ai veio a preocupação com o trabalho, e ser um bom profissional passou a ser minha obcessão. E sem hipocrisia, sim eu assumo que a busca por coisas materiais já esteve acima da busca por coisas de valor não mensurável. Sim eu já priorizei mais o trabalho do que a família, eu já priorizei mais um relacionamento do que a minha própria vida, eu já olhei só para o meu umbigo e esqueci que existe um mundo ao meu redor. Não vejo problema algum e até me orgulho de saber que hoje eu tenho plena consciência de que quando eu quero algo a minha dedicação é integral, a diferença é que hoje eu tento ser mais equilibrado justamente por ter desenvolvido certa consciência.

E sabe que eu acredito ser esse o segredo de eu estar saboreando com tanto entusiasmo a minha vida esse ano. A empresa onde eu trabalho tem problemas como qualquer outro lugar teria, mas eu amo trabalhar lá, conheci novos amigos, bons profissionais com quem tenho aprendido e tenho visto meu trabalho dar frutos. Eu amo o teatro ainda mais! Tive experiências absolutamente incríveis nesse inicio de 2014 e tenho certeza que vou aprender ainda mais sobre a arte em mim para poder fazer melhor o que tanto amo, que é estar no palco. Pela minha família eu tenho, e sempre vou ter um amor incondicional tendo ela muitos, poucos ou nenhum problema. E além disso eu ainda tive a sorte de conhecer uma pessoa que, da maneira mais simples, singela e sincera tem feito meu coração bater forte. Uma pessoa linda, meiga, simples, serena, está sempre com um baita sorriso estampado no rosto, de bem com a vida, tem problemas e defeitos como qualquer um, mas é uma pessoa que me faz querer estar ao seu lado tanto tempo quanto eu conseguir, me faz querer acordar todos os dias, olhar em seus olhos e dizer: “eu te amo hoje mais que ontem” e passar boa parte do meu dia pensando no que posso fazer de diferente para que ao final do dia nos amemos ainda mais (se é que é possível). Pode chamar de piegas, de babão, do que quiser, mas sim, estou sentindo tudo isso e não estou nem um pouco afim de lutar contra isso, pode ser que um dia eu me machuque, me arrependa e bla bla bla,mas agora, nesse momento, quero viver isso da melhor maneira possível, amando e sendo amado com carinho, lealdade, dedicação e sinceridade.


Então, pra quem queria saber por onde anda o romântico, ele está aqui, amando, sendo amado, feliz e vivendo sua vida com muita alegria e entusiasmo. Tente parar de olhar só o lado ruim das coisas, veja as chances que sua vida tem lhe dado, até porque, eu não conheço (e acredito que você também não) nenhum pessimista bem sucedido. O otimismo faz você encontrar forças até quando você achar que ela já se esgotou. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sensações

Dizem que os olhos são o espelho da alma, o que podemos enxergar ao olhar nos olhos de alguém? E se gostamos desse alguém? Uma troca de olhares pode mostrar nossas vulnerabilidades? Eu acho que o olhar é uma das ferramentas mais interessantes que temos a nosso favor. Ele tem a singular capacidade de dizer muito sem pronunciar uma palavra sequer. Sente e se faz sentir.

Quantas vezes já ouvimos ou até mesmo pronunciamos frases como: “olhe nos meus olhos e sinta...”,”seu olhar me diz..”,” seus olhos me mostram...” e tantas outras... todas demonstrando sensações e eu posso dizer que as sinto, nunca tive problema algum em demonstrar o que sinto, mesmo sabem que existem seres humanos que se aproveitam do que sabem a nosso respeito para nos fazerem mau, eu não costumo esconder meus sentimentos.

Quando olhei nos seus olhos: senti pulsos quase frenéticos de milhões de palavras que queriam sair pelos meus lábios e lhe dizer tudo que eu estava sentindo ali, olhando nos seus olhos. Eu era capaz de sentir seus batimentos cardíacos através da sua íris, e com isso sentia que havia reciprocidade, havia uma troca de afeto, carinho, respeito e lealdade que está acima de qualquer formalidade ou convenção que precisemos obedecer nesse momento a fim de manter vivo determinados princípios que nos serão úteis para a vida toda que temos pela frente. Seus olhos podiam me mostrar com clareza a alegria de um reencontro quase que ao acaso, nada planejado, mas aproveitado de uma maneira que só nós entendemos o quanto foi bom.

Quando toquei suas mãos: eu não tinha a capacidade de dizer com clareza qual a temperatura em que ela se encontrava, mas eu posso jurar que senti como se os nossos sentidos mais primitivos quisessem que aquelas mãos se entrelaçassem e assim permanecessem até que o ar nos faltasse. Um despretensioso acompanhando o que dizíamos volta e meia fazia com que nossas mãos se tocassem, e tocando-se, novamente eu podia sentir pela ponta dos seus dedos o calor do seu coração irradiando e pedindo o carinho, o gesto, a ação ou qualquer outra coisa que a fizesse perceber que eu também queria exatamente o que você quer.

Quando te abracei: Por alguns segundos eu pude fechar os olhos e nos imaginar em um lugar completamente diferente, singular e nosso, onde aquele abraço pudesse continuar sem nenhum tipo de preocupação com o tempo, com as pessoas ao redor, com o movimento das estrelas ou com a possibilidade de chuva, fechando os olhos e sentindo o seu coração perto do meu eu vi que nossos batimentos cardíacos quase que sincronizaram em um pulso descompassado, forte, quente, vibrante e apaixonado, como se eles aguardassem por aquele momento muito antes de nos conhecermos, como se eles quisessem ser um do outro desde o dia em que imaginaram a possibilidade de nos conhecermos.

Quando meus lábios tocaram os seus: foi como se o mundo tivesse parado de girar, como se nada ao nosso redor importasse, tive a sensação de olhar ao redor e não enxergar uma viva alma sequer, uma sensação de liberdade, de libertar um sentimento nobre que muitas vezes prendemos porque temos medo que estejamos criando um monstro que vai acabar nos devorando. Mas sim, nesse momento eu senti que tudo que valia pena estava ali, diante de mim, diante dos meus lábios que a queriam.


Quando te dei tchau: tentei não olhar pra traz, porque eu queria sair dali com essa sensação, e eu sabia que se olhasse pra traz voltaria correndo, a faria parar, eu te abraçaria, te beijaria novamente como se não houvesse amanha e a faria pagar mico no meio da praça... mas eu não olhei pra traz, e fiquei com a deliciosa sensação de “quero mais”.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Adeus ano velho...

Lembro que no fim do ano passado em um dia parecido como hoje (pouco antes do dia 30/12), eu estava na ilha de Superaguí, debaixo de uma chuva relativamente chata, mas acompanhado de amigos especialmente importantes pensando a respeito do ano de 2012, meu início no teatro e o quanto minha vida tinha mudado desde então. Foi um ano em que eu tive muitos problemas, mas, ao mesmo tempo as coisas boas acabaram compensando toda dificuldade que vivi durante ano em questão, e fizeram com que a balança pesasse mais para o bem.

Hoje a situação é diferente em muitos aspectos. Estou em casa, faz um calor fora do normal em Curitiba, estou feliz por ter passado dois dias de natal extremamente felizes, gratificantes e bem aproveitados com minha família e estou aproveitando pra fazer um balanço do que foi minha vida em 2013.

Eu não sou uma pessoa supersticiosa, mas acabei criando uma expectativa relativamente grande para 2013 em função justamente do numero 13. É o dia do meu aniversário, meu ultimo ano antes de fazer 30 anos, meu segundo ano aprendendo a fazer o que amo e certamente um ano em que as coisas começariam a tomar rumos profissionalmente falando. Confesso que criei a expectativa de encontrar um amor também, mas esse foi mais um ano frustrado nesse aspecto (até então).

De janeiro a abril eu vivi o teatro com uma intensidade muito acima do normal. O começo do ano veio com muitas oportunidades. Fazer duas peças no curso de férias do Lala, logo em seguida fazer 4 peças no Festival de Curitiba, sendo uma delas com a direção de um dos artistas que eu mais admiro desde a primeira vez que o vi no palco. Eu mergulhei de cabeça e as pessoas que estiveram ao meu lado durante esses processos viram o quanto eu queria fazer, o quanto me alegrava fazer aquilo, mas isso exigi de mim mais do que eu podia dar estando trabalhando em outra empresa, e as dificuldades para conciliar logo apareceram, e a minha ascensão no teatro se deu com a mesma velocidade com que comecei a ter dificuldades em meu outro ofício. E durante esse período veio minha primeira desilusão no sentido amoroso, na tentativa de retomar as investidas em um amor praticamente platônico que eu desenvolvi em 2012 eu acabei me machucando com as negativas, acabei me envolvendo com uma outra pessoa que ainda tinha uma situação não resolvida e eu acabei saindo dela antes de acabar complicando a minha vida e a dela.

Maio chegou cheio de surpresas, e elas se estenderam até agosto, acabei me aproximando de uma pessoa que eu já conhecia de vista, e de maneira relativamente inesperada começamos a nos envolver, começamos a namorar inclusive, mas o relacionamento acabou não tendo longevidade maior que 3 meses porque ambos tínhamos problemas sérios com o tempo disponível para empenhar um pelo outro, as necessidades profissionais de ambos acabou falando mais alto. Falta de amor? Não sei se foi isso,poderíamos ter tentado mais um pouco, mas eu acredito que as coisas acontecem como tem que acontecer, nada dura mais que o suficiente para se tornar inesquecível. Paralelo a isso minha vida no teatro continuou em franco desenvolvimento, algumas das peças que eu havia feito continuaram em cartaz, logo eu comecei a ser dirigido por um dos diretores mais brilhantes que estão no Teatro Lala hoje ( em duas peças diferentes) e também fui convidado a fazer parte do elenco de uma peça que sou fã há muitos anos, outro sonho realizado. Desde o começo do ano com a minha família as coisas permaneceram bem parecidas, com os mesmo problemas, as mesmas coisas boas, as mesmas pessoas com quem eu sempre pude e continuo podendo contar, e com a mesma distância de alguns.  Mas durante esse período tive que tomar uma decisão bem importante, o trabalho em uma das peças do teatro começou a exigir um tempo um pouco maior de mim e precisei sair da empresa onde estava para me dedicar somente ao teatro (o que foi ótimo por um lado, mas financeiramente desastroso).

Eis que chegou o último quadrimestre do ano, mais uma vez as coisas aconteceram de forma absolutamente fantásticas em relação ao teatro, comecei um processo com outro diretor absolutamente genial, que me proporcionou um trabalho que mexeu com minha vida em muitos sentidos, ao mesmo tempo em que fui convidado para fazer parte de uma outra peça, que tem me feito aprender muito sobre comédia, que me fez conhecer pessoas maravilhosas, amigos sinceros, pessoas a quem admirar e outras a quem amar. Permaneci com dedicação exclusiva ao teatro, o que continuou sendo um lindo sonho realizado, mas financeiramente inviável. Algumas contas atrasadas, a impossibilidade financeira de se quer dar um presente de natal para minha mãe, minha avó e minha irmã por exemplo, falta de condições de fazer um passeio, uma viagem ou qualquer coisa assim, e por mais superfulo que isso possa parecer para muitos, para alguém que tem a família em primeiro lugar como eu, isso me fez sofrer bastante. Eu sou o tipo de pessoa que se regozija ao ver o sorriso de alguém que ama acompanhado de um abraço e palavras de agradecimento mediante simples gestos.


Mas eu fiz uma coisa muito errada esse ano, eu passei muito mais tempo enfatizando os problemas que eu tive do que reconhecendo as coisas boas que me aconteceram, e isso me fez passar o ano de 2013 chorando muito mais do que sorrindo. É claro que eu esperava que esse ano me trouxesse plenitude de realizações, afinal é uma lei universal que colhamos tudo que plantarmos, mas isso não aconteceu, as coisas maravilhosas que me aconteceram profissionalmente não me trouxeram condições mínimas se quer para sobreviver dos meus próprios rendimentos, e a expectativa de alguns de que eu fizesse de graça um trabalho para o qual eu estudei muito para saber fazer bem me frustrou ainda mais, me fez deixar de admirar e de acreditar em alguns e logicamente me fez rever conceitos e prioridades.

Esse último semestre também trouxe surpresas para o meu coração, passar a admirar alguém e querer muito esse alguém acabou me fazendo parar pra pensar em coisas que eu estava fazendo que estavam me deixando amargo. Eu sei que tenho problemas, e que muitos deles não vão se resolver de hoje pra’manhã,  mas eles não podem fazer eu deixar de ver e reconhecer as coisas boas que acontecem comigo dia após dia comigo, não podem tirar o brilho dos meus olhos nem a minha vontade de sorrir, e é sempre quando estamos com o coração inflamado que começamos a perceber essas coisas.

Eu tenho um lado muito racional, e esse lado passou o ano inteiro me cobrando, me dizendo que eu fiz escolhas erradas, que eu plantei sementes boas em terra ruim, que eu fiz demais por quem não estava disposto a retribuir na mesma medida. Isso pode até fazer sentido, mas eu nunca começo a fazer algo pensando só na recompensa que eu posso eventualmente receber, e mesmo que eu não seja recompensado ou que o retorno pareça injusto de certa forma, eu sei que vou poder deitar minha cabeça no travesseiro com a consciência limpa, sabendo que fiz a coisa certa.

E 2014? Bem... diferente do último réveillon eu não vou me prometer nada, também não vou criar grandes expectativas. Vou apenas fazer de tudo para que eu continue plantando sementes boas, escolher melhor as terras onde plantá-las, e torcer para que meu coração possa enfim conseguir amar e ser amado como ele precisa.

A vocês que me concederam a honra de acompanhar meus textos e, cada um do seu jeito, estiveram comigo, eu deixo aqui meu muito obrigado. De todo meu coração! Saber que dividir o que penso e sinto com vocês pôde ter sido útil de qualquer forma me faz um ser humano mais feliz. Se alguém quiser dividir isso comigo saiba que sou todo ouvidos.


Que 2014 traga muito amor e muitas realizações a vocês, que vocês nunca deixem de acreditar no amor de verdade. Ele existe, não tenha medo de se entregar, nem de se envolver, o que você sofreu no seu passado não vai te impedir de ser feliz hoje se você assim desejar. Feliz ano novo!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Use your mind, save your heart!

E aí volta e meia vem a vida e nos surpreende novamente. Mas dessa vez posso dize que tem o feito de maneira diferente e deveras especial.

É incrível como soluções simples estão sempre muito próximas a nós, mas nós sempre teimamos em procurá-las nos lugares mais distantes. Quantas não foram as vezes que eu presenciei pessoas morrerem de sede no deserto, procurando um oásis no horizonte sendo que havia um poço ao seu lado. E quanto não foi o tempo que eu perdi observando pessoas fazerem isso sem buscar da maneira certa minha própria água.

Sempre que agimos com ansiedade e imprudência, acabamos por tomar atitudes que sabotam nossos próprios anseios, e andam contra aquilo que realmente queremos. Se queremos muito alguma coisa e agimos somente por impulso e sem nenhum tipo de planejamento no que se faz, travamos uma batalha que prejudica uma única pessoa. Nós mesmos! Sim, porque quando isso acontece imediatamente o nosso consciente tenta nos ajudar nos dando bons conselhos, nos mandando manter a calma, enquanto nosso subconsciente nos prejudica, minando nossos pensamentos com coisas do tipo: vai logo, não perca sua chance, pode ser tarde demais se vc esperar muito...
 
Por isso eu peço um favor, encarecidamente. Não se deixe levar somente pelos seus instintos mais primitivos. Você é dotado de um cérebro que possui uma linda capacidade chamada RACIOCÍNIO. E a partir do momento que você aliar sua capacidade de pensar, raciocinar, com o seu coração ai você aprenderá a controlá-lo. Não to dizendo com isso que você vai se tornar uma pessoa fria, calculista e premeditada, quem acompanha meus textos sabe que eu sou um defensor ávido das causas do coração, e sim, acredito no amor, acredito no envolvimento, acredito na reciprocidade e que duas pessoas podem colocar seus mundos em um só e serem felizes juntos. Mas não se consegue isso agindo somente com o coração.

Sejamos práticos, vamos aos exemplos: O seu coração vai começar a bater mais forte quando você olhar para aquela pessoa que te desperta interesse, essa “arritmia” que lhe acontece geralmente vem acompanhada de alguns conselhos besta dados por seu coração , do tipo: ”Vai lá, chega junto, fala o que você sente, faça isso agora, imediatamente, antes que seja tarde demais”. Esse conselho não é de todo ruim, mas como eu havia falado acima, se você colocar um pouco de raciocínio nisso, você vai ver que sim, você vai acabar falando pra essa pessoa que lhe acelera os batimento sobre o que sente, mas de forma sensata, no momento certo, depois de se aproximar, de perceber se há reciprocidade, depois de algumas trocas de olhares, de alguns toques ( e o toque é muito importante, porque esse sim deixa o coração totalmente descompassado).

Agir da maneira certa e no momento certo vai transmitir uma imagem de segurança, consciência e de profundo interesse. O que pode existir de mais romântico do que você saber que alguém conteve seus impulsos tolos porque estava pensando em você? Em não te assustar, em conseguir ser pra você o amor que você precisava! Serio mesmo, é lindo quando sabemos que tem alguém que gosta de nós se dispõe a corrigir seus comportamentos errôneos somente para conseguir nos amar e com isso acabar recebendo o mesmo de nós.


Eu sempre acreditei (baseado nas minhas próprias experiências) que um relacionamento passa a ter chances de dar certo quando ambos lutam para aliar mente e coração. Não to dizendo que devemos ser diferente de nós mesmo, que precisamos ser alguém que não somos, muito pelo contrário, se conseguirmos colocar sensatez em nossos sentimentos temos grandes chances de entregar a quem amamos aquilo que temos de melhor. Por isso eu termino esse texto repetindo seu título. Use sua mente, salve seu coração! J

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Esperança ... ?

Tenho andado aturdido com as coisas que vem acontecendo na minha vida. Infelizmente só tenho me dado conta do quanto minha cabeça está nesse estado quando tento escrever, faz algum tempo que eu começo a discorrer sobre qualquer assunto e me perco no meio do assunto, sintomas quase que disléxicos, e isso tem acontecido com certa frequência infelizmente.

Acho que a razão disso sejam as confusões onde minha mente está inserida, minha vida na arte passando por momentos de crescimento, ao mesmo tempo em que passa por instabilidades, momentos de crise e evolução fundidos em um só e acontecendo exatamente no mesmo instante.
No que diz respeito ao meu coração, ai a coisa complica um pouco mais, seria muito injusto da minha parte dizer que esse período que já completa quase dois anos desde o ultimo relacionamento longo que tive não encontrei ninguém interessante. Pelo contrario, por vezes (poucas vezes) cheguei a ter envolvimentos afetivos com pessoas incríveis, que me trouxeram momentos lindos, mas com nenhuma dessas pessoas consegui engrenar um relacionamento, acho que pelo motivo de que nenhuma dessas pessoas conseguiu mexer mesmo com meu coração. Sei que a culpa pode ser (e talvez tenha sido mesmo) minha, eu poderia ter me permitido mais, tentado, insistido, deixado coisas acontecerem, mas não me senti a vontade para tal, não me senti tocado de fato.

Acho que talvez seja porque eu vivo a margem de um inconsciente coletivo que diz que, alguém da minha idade e pertencente a classe social que eu pertenço tem a “obrigação” de estar com a vida financeira bem encaminhada, casado (ou próximo disso) pensando em ter filhos e etc etc etc...  Porque isso é tão certo ao ponto de qualquer coisa que aconteça diferente disso merecer repúdio e julgamentos? Onde está o verdadeiro livre arbítrio se não podemos escolher o que de fato queremos para nossa vida?

Não, eu não quero ser um rebelde sem causa muito menos pregar ideologias vans e sem fundamento, quero apenas poder viver daquilo que escolhi viver e conseguir construir a minha vida conforme eu acho que me fará bem. Ao mesmo tempo que quero encontrar alguém que queira me amar pelo que eu sou, e não porque acha que eu posso oferecer estabilidade financeira, ou porque eu não a farei passar vergonha quando ela me apresentar aos seus pais.

O maior receio que eu tenho enfrentado ultimamente quando tento me aproximar de quem estou gostando começa pela realidade vivida por nós, são universos diferentes e que provavelmente não se encontrariam se ambos não tivessem uma paixão em comum. Sei que não tenho propriedade o suficiente para julgar e, com o meu julgamento definir se teríamos um relacionamento bom, ruim, curto, duradouro, enfim... eu não sei as respostas, mas as perguntas que me faço me deixam sempre muito receoso, e o fato de eu ainda ter alguns problemas com rejeição, não gozar de toda auto confiança de que preciso e, especialmente por não gostar de ouvir um não, ainda não falei a ela abertamente o que sinto ou o que quero, com isso não consigo ter a menor noção se existe reciprocidade, interesse, atração ou qualquer outra coisa parecida.

Passo o tempo tentando criar meios que me aproximem, inventando motivos aleatórios para ter o que conversar só pra ver se pesco qualquer informação que me dê o mínimo de segurança pra eu lhe falar abertamente.


Se isso está certo ou errado? Não sei, não sei mesmo! Mas por hora não vejo alternativa a não ser deixar o tempo fazer todos os reparos que precisam acontecer, e até que isso aconteça eu torço para que as coisas ao meu redor não acabem por me engolir, tirarem minha paz e minha vontade de aprender e acertar. A esperança que me trouxe até aqui é a mesma que permeia meus pensamentos, que me faz gostar da minha vida mesmo cheia de imperfeições e problemas porque sei que as coisas vão dar certo e que eu vou voltar a passar a maior parte do tempo sorrindo a chorar. Quem sabe seja essa esperança que me faça sonhar, sonhar o mesmo sonho repetidas noites, repetidas vezes. Avante!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Ela(e) que é difícil ou você que é um(a) pateta?

Hoje eu passei uma boa parte do meu dia pensando a respeito da diferença que existe hoje entre aquilo que alguns consideram uma conquista fácil e uma conquista difícil. O que vou escrever nesse texto são percepções minhas, não quer dizer que sejam verdades absolutas muito menos que se apliquem a todos em todas as situações, mas se você se identificar e, se acabar te ajudando em sua procura, ficarei feliz em saber.

A primeira coisa que eu acho errado é o fato das pessoas julgarem alguém pelo que acontece na primeira noite, se a pessoa cede aos encantos, fica com você, e de repente faz algo mais contigo já ganha um rótulo de pessoa fácil ou qualquer outro adjetivo ofensivo que conhecemos, da mesma forma que se a pessoa não cede aos seus “encantos” é porque ela é difícil, muito séria, decente e blá blá blá. GENTE, PAREM COM ISSO! Você acha mesmo que tem a capacidade de julgar alguém e rotulá-la pelo que aconteceu no seu primeiro encontro? Sinto dizer que você está equivocado!

O fato da pessoa não ter tido o interesse de ficar com você no primeiro encontro pode ter ocorrido por uma infinidade de motivos, dentre eles: Ela pode não ter gostado tanto assim de você ao ponto de ficar com você, mas pode ter gostado da sua conversa, da sua cia e simplesmente não quer dizer isso para não estragar o inicio de uma possível amizade. Ela não está errada em não querer dizer isso francamente, você é quem precisa ter essa percepção e entender qual é o seu lugar. Isso também não quer dizer que você vá desistir, porque sim, você pode acabar conquistando essa pessoa com o tempo, com a convivência e com a tua disposição.

A pessoa ter se interessado por você, ter ficado com você, e as vezes até ter transado com você logo no primeiro encontro não é sinal de que ela é fácil, desfrutável, vulnerável ou algo assim, não se esqueça que estamos falando do ser humano, e eu insisto numa teoria de que toda generalização é burra. É inegável o fato de que existem pessoas que sim, tem índole e caráter questionáveis, mas não podemos generalizar, e muito menos julgar alguém antes de conhecê-la melhor. Todos nós temos os momentos em que queremos curtir, queremos aproveitar a vida e as oportunidades que ela nos dá, e terão outros dias em que iremos querer apenas o cantinho confortável do nosso colchão em frente a nossa televisão ou ao nosso computador, são apenas momentos.

Geralmente os rótulos que temos assistido o inconsciente coletivo impor à nossa sociedade são oriundos de imposições moralistas que vem do século passado, pouco evoluídas, e que se agarram a um falso moralismo vivido por gerações passadas onde sim, se vivia uma vida promiscua, ao mesmo tempo em que essas pessoas praticamente se auto-canonizavam na tentativa de vender uma imagem de puritano, quando no fundo vivia vidas paralelas e não assumidas. Homens que tinham 2 ou 3 famílias tentavam impor limites aos seus filhos como esse: se andassem de mãos dadas com alguém que gostam vivariam motivo de fofoca. Esse é o comportamento que originou tanta falsidade e hipocrisia que vemos hoje em dia, pessoas querendo jogar pedras no telhado dos outros e esquecendo que seu telhado é de vidro. Então se você quer se relacionar com alguém, limpe sua mente, não rotule ninguém, e se permita aproximar-se e conhecer pessoas, especialmente se você ainda não provou da experiência de amar e ser amado de verdade.

Quando queremos nos relacionar com alguém com um pouco mais de seriedade é imprescindível que tenhamos calma. Sim, calma! Uma conquista se torna difícil e improvável de ser bem sucedida quando somos ansiosos. A ansiedade nos faz tomar atitudes precipitadas, ai acabamos enquadrados na velha máxima de que colhemos o que plantamos, se plantarmos mau, os frutos serão ruins invariavelmente.

O principal fator complicador na conquista é você mesmo. Sim você! Não se assuste com o que to dizendo aqui. Aquela pessoa que você tanto quer não é tão difícil quanto você acha, com certeza a conquista está  difícil porque você não está sabendo como conduzir suas atitudes. Se você está fazendo tudo errado a primeira coisa que você vai pensar ao ler isso é: “isso é besteira, eu sou uma pessoa incrível, ele(a) que não tá enxergando, por isso não me dá uma chance”. Eu já disse isso pra mim mesmo algumas vezes quando não consegui alguém, e sei que isso acontece aos montes. Você não está errado(a), eu acredito que você realmente seja uma pessoa que vale a pena, mas quem você gosta precisa saber disso, e não é impondo nada, ou tentando ser explicito demais que você vai conseguir isso, a ansiedade sempre vai trabalhar contra você, então se controle e tente não fazer coisas que vão dar a quem você gosta uma visão diferente do que você realmente é. Vou dar algumas dicas:

1º Stalkear a pessoa, curtir todas as fotos dela no facebook, intagram, ou qualquer outra rede social não vai fazer a pessoa pensar: “olha que lindo, ele ta vendo o que eu faço” NÃO! Pelo contrario, isso causa uma sensação incomoda de que a pessoa está sendo vigiada, está perdendo espaço e privacidade, e sim, isso afasta as pessoas.

2º Não mande recados! Não peça pra ninguém fazer o que você tem que fazer, por mais que alguns amigos queiram te ajudar, queiram que você dê certo com essa pessoa que você gosta, seus amigos não podem fazer o que você tem que fazer, se está na hora de dizer a pessoa que você gosta dela, faça você mesmo, se você escutar um não, paciência. Pelo menos a pessoa vai ver que você teve culhão de chegar nela e fazer o que tinha que ser feito, sem se esconder atrás dos seus amigos. Isso é atitude de gente segura, e dificilmente alguém vai se interessar por alguém inseguro, acredite em mim.

3º As redes sociais não são um mundo paralelo. Se você age com a pessoa no facebook como se estivesse em Nárnia, isso também vai afastar a pessoa de você. Seja o mesmo independente do ambiente, mostre personalidade e seja sempre você mesmo, você não precisa tentar ser alguém que você não é, se a pessoa não se interessar por você exatamente como você é então esse relacionamento está destinado ao fracasso. Isso é fato, porque se a pessoa se apaixonar por alguém diferente do que você é, quando ela te conhecer  de verdade ela vai te cobrar e jogar na sua cara que você mudou, está diferente, não é mais o mesmo, etc.

4º Não tente mudar ninguém, você não precisa fazer isso, se quer educar alguém então tenha um filho, ele você vai poder educar da maneira que melhor lhe apraz. Agora a pessoa que você gosta já foi educada por alguém, aprendeu e desenvolveu seu caráter e personalidade, e essas são duas coisas que não mudam. O que pode mudar em uma pessoa é seu comportamento, mas só se a própria pessoa quiser mudar, se ela mesma não quiser, nós, de fora, não podemos fazer nada a não ser torcer pra que ela queira mudar, ou então colocar a mão na consciência e  partir pra outra.


É como eu disse no começo do texto, isso é o meu ponto de vista, o que eu acho, não e nenhuma verdade absoluta, e pode ser que em algum momento eu mesmo tenha conclusões diferentes a respeito desses assuntos. Não sei. Mas se o que eu escrevo puder de certa forma ajudar alguém e não deixar passar pelas frustrações que passei já terá valido a pena. Um ultimo conselho pro momento. Viva, e tire suas próprias conclusões!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O Diário de um Cavalheiro em sua Triste Figura

Hoje é um daqueles dias em que tudo que eu queria era poder dar um pouco de amor a alguém. Não necessariamente a um conjugue (mas poderia ser também), mas queria ter ao meu lado alguém com quem pudesse conversar, sem me preocupar com convenções impostas pelas pressões sociais, nem com o que estou vestindo, em como está eu cabelo, se estou em pé, sentado, deitado, enfim... existem alguns momentos em que passamos por dias de uma necessidade um pouco maior de ter alguém por perto, e hoje é o meu dia.

Tenho tanto a falar, tanta coisa que preciso externar, e faz tanto tempo que não consigo fazer isso que acho que não saberia nem por onde começar, até o blog tem sentido minha falta, tenho publicado pouco aqui porque tem tanta coisa que preciso dizer e escrever que confesso estar um tanto perdido. E acreditem! Isso tem acontecido porque tá faltando alguém que me ouça.

Isso pode até parecer injusto sendo escrito dessa forma, porque eu tenho amigos confiáveis, conhecidos confiáveis, pessoas que gostam de mim e que certamente parariam pra me ouvir. Não sei explicar precisamente o motivo, quem sabe não seja um amigo que eu esteja precisando e sim um psicólogo, não sei , mas a cada dia vem crescendo de maneira exponencial uma angustia dentro do meu peito que em alguns momentos sinto que vai deixar de caber dentro de mim. Por isso vou aproveitar pra colocar pra fora a maioria das coisas que vem me angustiando. Aos trabalhos!

Sim! Eu sou piegas, e sei que esse é seguramente um dos motivos que dificulta minha vida em qualquer relacionamento. Sou romântico sim, sou carinhoso sim, sou atencioso sim, sou uma pessoa dedicada sim e gosto de ser assim, e se ainda não encontrei alguém que consiga conviver comigo sendo assim, isso não quer dizer que eu esteja certo ou errado, porque eu consigo sim equilibrar minhas pieguices de maneira que elas não me façam virar um chicletão, possessivo e ciumento. E se não acreditam nisso quando eu falo e não dão a chance de eu demonstrar, sorry, não vou passar uma vida tentando vestir uma mascara que não cabe no meu rosto.

Eu tento fingir que sou durão vez ou outra, que não me importo, tento evitar contato visual, não mandar mensagem, whats, não ligar e parecer indiferente, mas cada vez que fecho os olhos e lembro das coisas fantásticas que a vi fazendo, lembro da cor dos seus olhos (que tem uma cor singular, singela e incomparável), lembro do quanto te admiro pelas escolhas que fez quanto a sua profissão, quanto ao conhecimento que possui, aos idiomas que fala... Nisso me dou conta do quanto realmente sou piegas, porque é só eu pensar nisso que já me vem uma vontade quase incontrolável de falar com você, arrumar um pretexto qualquer pra estabelecer comunicação e acalentar meu coração por alguns segundos imaginando que você realmente está pensando em mim (pelo menos pra responder minha mensagem). Sim, isso é uma pieguice sem tamanho aliada a uma carência um tanto latente, mas como falei, sorry, esse sou eu querendo de alguma forma te mostrar que eu posso sim ser uma pessoa boa pra você, que vai te fazer bem, que será o melhor parceiro, amigo, companheiro, confidente e amante que você já teve (não sou pretensioso, mas sim confio no meu taco, e quando amo alguém, pode ter certeza que me empenharei o máximo pra ser o melhor que você já teve ), que vai te proporcionar momentos felizes e sim, vai lutar com todas as forças que tem pra preservar na sua tenra face a obra prima da criação divina, o seu sorriso (peguei pesado na pieguice, de propósito).

Mas, ao mesmo tempo em que penso nisso, entro em contradição comigo mesmo, porque hoje minha vida está localizada no olho de um furacão, muitos aspectos da minha vida estão bagunçados (o que não deveria estar acontecendo aos 29 anos, época em que eu deveria estar desfrutando de certa estabilidade, ou pelo menos tendenciado a tal), e essa bagunça exige que eu empregue todo o meu tempo em causa própria, não permitindo acrescentar fatores que me desviem do foco principal, um relacionamento sério por exemplo desviaria muito a minha atenção agora, e não estou conseguindo fazer isso. Fim de semana passado cometi um erro imperdoável com uma pessoa essencial na minha vida, de quem quero a amizade de alma que temos para o resto da vida, e fiz isso por causa da minha situação atual, mas tive muita sorte dela ser uma pessoa incrível e me perdoar. Diante disso eu não vejo como classificar a paixão que sinto por você de outra maneira a não ser platonicamente. Você sendo essa mulher incrível, centrada, bem sucedida, linda, talentosa e inteligente que é, meio que me obriga a reconhecer que não estou a sua altura, e que se quero chegar ao seu nível, preciso passar por esse período em que advogo só em causa própria. Corro o risco de nunca ter você, assim como tenho chances de em breve começar a escrever ao seu lado uma história linda. São todas possibilidades reais e tangíveis, ou apenas minha própria utopia, não sei ainda.

Eu tenho passado por uma pressão latente e crescente no que diz respeito aos rumos profissionais que tenho dado a minha vida. Fiz uma escolha que tem me custado caro, certamente é a decisão que mais me exigiu física e intelectualmente de toda a minha vida, e tem representado um marco pra mim pois, daqui pra frente eu escolhi viver disso, e como tudo na vida tem o bônus e o ônus, tenho pensado muito, planejado muito e chorado muito. Ainda não consigo ter uma noção de tempo que vou levar pra colocar minha vida em ordem, muito menos quanto tempo vou levar pra colher os frutos das sementes que tenho plantado, mas eu tenho falado pra mim mesmo todos os dias: Eu vou fazer dar certo! E tenho vivido essa certeza intensamente. Pode ser que eu esteja fazendo a maior besteira da minha vida, mas eu só vou saber disso se tentar, e já que aqui estamos, agora vou até as ultimas consequências, mesmo que isso me custe ainda mais caro.


Muito do que escrevi sei que parece desconecto, coisas que pertencem a contextos diferentes, e sei que você que está lendo isso agora tem toda razão em chegar a essa conclusão. Por mais que os assuntos pertençam a contextos distintos, o contexto central onde isso tudo está inserido se chama “MINHA VIDA”. Tudo que está aqui diz respeito a mim, e esse monte de informações importantes e que precisam de atenção, são as informações que permeiam os meus pensamentos, que muitas e muitas noites não me deixam dormir, e mesmo quando consigo dormir, os sonhos dificilmente saem desses temas. Realidade, ilusão, utopia, quixoteanismo? Não sei, mesmo com  essa necessidade eminente de dar um resposta ao mundo que me cerca, continuo vivendo, com sangue pulsando nas veias e um coração que, mesmo relutante, quer um amor de verdade, um amor pra viver e valer a pena.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Autocontrole ou Frieza?

Eu acho engraçado quando vamos conversar a respeito de relacionamento com as pessoas, e os assuntos acabam sempre convergindo em torno de conselhos como: se cuide, vá com calma, priorize a sua vida, tome cuidado com decepções dentre tantos outros conselhos um tanto quanto clichê. Ok, os conselhos não são ruins, mas preciso dizer a vocês com toda sinceridade que não há a menor chance de alguém poder tirar conclusões sobre qualquer assunto que ela viva suas próprias experiências.

Eu digo isso com tanta veemência porque estamos falando da vida real, não da ficção. Aqui nesse plano onde vivemos nós precisamos sim experimentar a vida para não vivê-la de maneira frustrada. Hoje em dia convivo com muitas pessoas que na tentativa de serem exemplos de força, autodomínio e essas coisas parecidas com isso, acabam por viver uma vida com relativa frigidez, o medo de se entregar a um amor que você ache que pode ser o amor de sua vida não vai trazer a você se não desconfianças, aquela convivência chata com o “mas se” (mas se eu tivesse tentado, mas se eu tivesse me entregue mais, mas se eu tivesse ousado).

Eu não quero dizer com isso que devemos sair baixando à guarda para qualquer rosto bonito que vemos como já falei no parágrafo anterior, aqui é o mundo real, e você não é uma princesa ou um príncipe da Disney que conheceu alguém hoje, vai fugir de casa com ele (a) e vão se casar e viver felizes para sempre. Se você fugir de casa com alguém que não conhece direito a chance de você viver uma vida instável e cheia de inseguranças é muito maior do que as chances de você ser feliz, mas se você começou a se relacionar com alguém, e esse alguém mexeu com você, te faz ficar ofegante pelo simples fato de estar perto de você, te proporciona mais momentos inesquecíveis do que momentos corriqueiros 9sim, até os amores inesquecíveis têm suas rotinas), então pense se não vale a pena arriscar escrever uma historia com essa pessoa, mas pense por você, viva as suas experiências e tire as suas próprias conclusões.

Uma professora que tive na faculdade sempre falava que “a ocasião é que faz o ladrão”, e eu acredito que esse ditado se aplica a muito mais coisas que isso, você só vai saber se tem chances de ser feliz ao lado de alguém se tentar, você só vai saber se consegue parar de sofrer quando um relacionamento acaba se você tiver um, você só vai saber se tem controle sobre o seu ciúme quando você, entendendo que seu amado (a) tem a vida, deixar que ele a viva estando tranquilo de que você confia nele a ponto de passar mais tempo pensando em como tornar os momentos que vocês têm juntado inesquecíveis do que stalkeando suas redes sociais, pensando “com ele está conversando que não fala comigo a cada 15 min.” ou quando o vê fazendo perguntas do tipo “onde você estava? Com quem? Por quê? Porque demorou?”. O cuidado com quem ama não precisa chegar a extremos desses, se você tem ciúmes a esse ponto lamento te informar que você VAI PERDER QUEM VOCÊ AMA PRA VOCÊ MESMO (A). Mas você só vai saber se tem controle sobre o seu ciúmes se você se entregar a alguém, genuinamente.

No titulo desse texto eu trouxe uma pergunta que tem permeado os meus pensamentos há algum tem já. Autocontrole ou frieza? É correto afirmar que uma pessoa que sabe se controlar é fria? É correto afirmar que uma pessoa fria tem muito mais chances de ser bem sucedida? Eu não sei responder essas perguntas, mas baseado em alguns acontecimentos da minha vida (uns recentes outros nem tanto) posso colocar aqui o meu parecer sobre esse assunto. Vamos lá.
1º - Saber controlar o próprio coração é um talento que quase ninguém tem, algumas acabam desenvolvendo essa habilidade com o passar dos anos, com as tentativas de se relacionar que elas passam, algumas pessoas acabam ficando muito fechadas, escolhem a cia dos amigos, mas passam longe do envolvimento afetivo, especialmente porque não querem passar por novas situações de sofrimento. Numa proporção muito maior que a dessas pessoas, estão aquelas que tentam, se entregam, sofre, choram por dias, mas quando se apaixonam por alguém tenta de novo. Sim! Tem muito mais gente que faz isso do que parece, existem muitas pessoas que se apegam com facilidade, se entregam sem pensar muito, sofrem horrores quando do término independente do motivo que o tenha originado, mas continuam tentando, porque cada vê que se lembra de como é bom amar e ser amado elas tentam reviver com outras pessoas esses bons momentos.


2º - Se você não consegue seguir todos os conselhos dos seus amigos não se sinta culpado, seus amigos verdadeiros querem o seu bem e muitas vezes serão duros co você, te falando a verdade (que sempre dói), mas se você não conseguir levar a ferro e fogo esses conselhos ai vão algumas recomendações: se seu “amigo” se afastar de você por ver você não seguindo o conselho, deixe-o ir, ele não é seu amigo de verdade; nunca se diminua nem julgue-se menor por estar fazendo algo diferente do que ouviu, suas conclusões devem ser tiradas a partir das suas próprias experiências; tome cuidado com os “conselhos” que recebe gente negativa demais, que só pensa no pior e se vende como “o realista” o “racional” tende a se tornar uma pessoas que não serve pra se ter um relacionamento longo, pense que tudo tem que ser equilibrado, a razão e a emoção precisam estar presentes, cada qual em sua dose certa; e mais uma coisa, a vida é uma roda gigante, amanha quem pode estar precisando de ajuda pra resolver suas agruras sentimentais é essa mesma pessoa que parece ser tão forte no que te aconselha.

3º- Quando você for tomar qualquer decisão na sua vida, tente sempre parar e pensar antes de levar isso adiante, tudo tem dois lados, o bônus e o ônus, meça-os! Se pra você se tornar muito bom em algo voe tiver que abrir mão de outro, pense muito bem no que vai escolher, na importância que cada um tem na sua vida. Não existe nada pior do que a sensação de como seria a minha vida se eu tivesse feito assim, assado, se eu tivesse tentado assim ou assado.
E saiba que mesmo que você tenha tomado uma decisão e isso envolva renuncias, você pode estar errado e precisar concertar, sim porque se tivéssemos previsões precisas do nosso futuro não teria tanta graça, até errar é bom algumas vezes, tente não se frustrar tanto com os erros, eles acontecem e são necessários, nos humaniza nos faz lembrar que somos seres humanos e que precisamos nos cuidar e tentar aprender sempre.

Dito isso eu me despeço, e prometo que vou escrever com mais frequência a partir de agora. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Conselhos de um romântico apaixonado para o Dia dos Namorados

Na qualidade de homem romântico eu não poderia deixar passar em branco o dia dos namorados sem escrever nada não é mesmo?

Sou bem sincero em dizer que até bem pouco tempo atrás eu entraria no blog hoje para dar conselhos aos casais apaixonados, ou para falar a respeito de coisas que permearam meu passado, ou até mesmo pra fazer um contraponto a esse clima que está no ar e prestar minhas homenagens as pessoas que estão mais uma vez passando esse dia solteiros. Mas muito melhor que isso tudo eu quero falar a respeito de algo que está acontecendo comigo, no meu coração e na minha vida.

A vida sempre dá um jeito de nos surpreender, e dessa vez ela me agraciou com a possibilidade de começar a escrever uma historia com alguém que, a primeira vez que tive contato, já houve um interesse, mas não uma aproximação de fato. Hoje eu entendo que a não aproximação naquela época foi providencial, haja vista que nossas vidas passavam por situações que provavelmente dificultaria o que tem acontecido agora, e nisso eu pude comprovar que as coisas de fato só acontecem como tem que acontecer, e da maneira que tem que acontecer.

Algum tempo depois tivemos a oportunidade de conversar, e nessa conversa nos conhecermos um pouco mais, e nesse dia eu já pude perceber que sim, ela mexeu mesmo comigo, e me fez voltar a sentir algumas das coisas que pareciam estar adormecidas dentro de mim, sentimentos que eu estava usando apenas para escrever, produzir, fazer arte, enfim eu estava usando pra tudo que diz respeito a felicidade alheia de certa forma, menos para a minha própria felicidade.

Eu até cheguei a questionar por algum momento se valia a pena cultivar tais sentimentos, haja vista que ao fim de grandes amores houveram grandes frustrações, e me machucaram ao ponto de eu quase deixar de acreditar no amor, e eu só digo que quase deixei de acreditar porque, quando a vida resolveu colocar em minha vida alguém para amar, ela o fez da maneira mais singela e mais verdadeira possível.

Hoje meu coração está inflamado, e cheio de um sentimento que nasceu de uma maneira que todas as pessoas deveriam ter a chance de experimentar pelo menos uma vez na vida. Um sentimento que nasce da admiração, do respeito, da confiança e do encanto. Esse sentimento é totalmente diferente daquele que nasce só da atração física ou de meras necessidades fisiológicas, quando nos apaixonamos pelo que a pessoa é, pela sua essência, pelo seu conteúdo, pela sua maneira madura e forte de enxergar a vida, pela sua irreverente seriedade, pela sua paixão pelo que faz, por seus objetivos, é diferente de quando você se aproxima só porque a achou bonita, ou porque ela tem belos olhos, ou porque se enquadra em tolos padrões de beleza.

Essa diferença você só irá notar o dia que se deixar envolver com alguém pelo motivo certo, não pelas futilidades apresentadas pela mídia nem as superficialidades da sociedade atual, quando nos damos conta que muito mais importante que um corpo bonito é uma cabeça que pensa, é o caráter, a capacidade de pensar e tirar suas próprias conclusões, ai sim desenvolvemos uma admiração e atração pelo motivo certo. E quando damos a sorte de encontrar esse conteúdo admirável em uma pessoa  que também é linda, aí temos mais motivos para agradecer a Deus e a vida por ter nos dado uma chance de sermos felizes genuinamente.

Somente quando isso acontece é que algumas coisas passam a fazer sentido, e sim, só vai entender de fato sobre o que estou falando quem já teve ou está tendo a chance de amar e ser amado por alguém que reúne esses atributos que citei.


Então, se tem um conselho que um homem romântico pode deixar nesse dia dos namorados é: “Mis do que procurar uma pessoa que agrade os seus olhos, procure alguém que agrade o seu intelecto e o seu coração”. Só assim você vai ter a chance de experimentar o amor em su mais pura essência. Feliz dia dos namorados a todos os corações apaixonados.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Encaixe

Muitos estudantes de campos que envolvem as ciências exatas, quando elaborando seu projeto ou qualquer outra coisa do gênero buscam uma coesão simétrica e perfeita entre os elementos utilizados no mesmo, sendo um pouco mais simplista, buscam um encaixe perfeito.

Que não precisa ser necessariamente o encaixe de uma engrenagem ou de um mecanismo em especifico, pode ser um encaixe relacionado a decoração, cores utilizadas, plantas, pequenos objetos, ornamentos enfim, aquilo que quando qualquer pessoa olhar vai ter admiração e vai perceber facilmente que houve um encaixe.

Isso geralmente é percebido através de detalhes, e algumas pessoas que não tem sensibilidade para notar tais detalhes mesmo assim quando olham o “projeto finalizado” comentam que tem algo diferente, que chama atenção, mesmo que não saibam precisar com detalhes o que exatamente foi feito de tão bom.

Quando traçamos esse paralelo com os relacionamentos afetivos que o ser humano vive ao longo de toda a sua vida, eles se assemelham em muito aos projetos. Eles merecem e precisam de tanto estudo quanto qualquer outra coisa relacionada as ciências exatas, etc, porque disso dependemos para sermos felizes plenamente.

Em algum momento você vai perceber que a vida te proporcionou conhecer alguém que se encaixe contigo, com quem você goste de passar horas conversando, com quem você compartilhe emoções, sentimentos, afeição, anseios, projetos, sonhos... aquela pessoa que vai te dar um beijo com o qual você vai ficar dias fechando os olhos em N momentos do deu dia pra ver se consegue por um momento lembrar da textura daqueles lábios, do aroma que surgiu dos seus lábios se acariciando, do abraço e da mistura do perfume que ambos usam, aquilo que é só de vocês, aquilo que te fez abrir os olhos depois do beijo e dizer: “Nossa, encaixou perfeitamente”.

Quando a vida te proporcionar algo assim não tenha medo de tomar fazer o que for preciso pra viver esse “encaixe”, mesmo que isso implique em você tomar decisões relativamente difíceis, mesmo que isso exija de você uma postura que é até um tanto incompreendida pelo seus amigos e pessoas próximas a você. Nunca tenha medo e nem se prive de viver um sentimento forte. Porque quando você perceber que houve esse encaixe, você vai ter chances de viver algo lindo, que te proporcione momentos inesquecíveis.



Mesmo que esses momentos sejam tão simples quanto ficar conversado dentro de um carro por horas, mesmo que esse momento seja você ficar sentado no sofá da casa de alguns amigos que beberam e te trolaram tanto que você não conseguia parar de rir, mesmo que esse momento seja você simplesmente acordar de manhã e olhar no seu celular uma mensagem dizendo Bom dia amor com um smile de um “panda” no fim da mensagem (porque a pessoa sabe que vc não dorme direito faz dias), esses simples momentos são capaz de te despertar o mais singelo suspiro, pelo simples fato de você lembrar que sim, tudo se encaixou.         Não desperdice sua chance de ser feliz!

sábado, 20 de abril de 2013

Tão perto e tão longe ...


Dia desses me fizeram uma pergunta e confesso que me bati pra responder, me perguntaram o que é e o que significa o amor para mim. Eu não imaginava que teria dificuldades pra responder essa pergunta justamente pelo fato de minha vida toda ter sido em torno desse nobre sentimento.

Eu respondi que hoje o amor pra mim é algo que está tão perto e tão longe ao mesmo tempo, tenho vivido alguns amores em minha vida, amores familiares, amores com amigos (o qual eu ainda não havia experimentado com essa profundidade), mas o amor entre um casal tem se tornado algo cada vez mais utópico pra mim. Respondi justamente isso, que o bom do sentimento tem estado tão perto e tão longe ao mesmo tempo, eu nunca tive um momento em minha vida em que tivesse feito tanto por mim mesmo como tem sido ultimamente, e com isso eu imaginava que me tornaria uma pessoa mais interessante pra conquistar quem eu gosto, mas tenho observado algo completamente diferente.

Sim, existem pessoas que demonstram interesse por mim, e de forma alguma quero falar isso com a intenção de me promover o qualquer coisa semelhante, eu fico muito triste pelo fato de serem pessoas quem eu não escolhi, e eu não tenho dado chance de viver um amor com uma dessas pessoas porque, estar com alguém pensando em outra pessoa é algo pra mim totalmente repugnante, repreensível e desonesto. E eu não consigo me entregar plenamente enquanto não tirar isso da minha cabeça, enquanto não conseguir olhar para essa pessoa sem me desmontar, enquanto eu não conseguir parar de contar que faz mais de 230 dias ininterruptos que eu não feche os olhos e não veja seu rosto nitidamente em meus pensamentos, na esperança de acontecer algo que eu já tive inúmeras provas de que não irá acontecer.

Tão perto de mim estão algumas das mais sinceras e verdadeiras formas do amor, a amizade que tenho cultivados com algumas pessoas, o bem que minha família me faz (mesmo que volta e meia role alguns conflitos, família é sempre família e eu os amo incondicionalmente, e sinto o mesmo deles) o muito obrigado que escuto quando me pedem um conselho, quando pedem minha ajuda, ou quando alguém reconhece o que eu faço voluntariamente das formas mais simples e mais belas. Isso tem preenchido um bom pedaço do meu coração de maneira incrível, e eu espero que isso nunca mais acabe.

Mas tão longe de mim tem estado o amor da maneira que eu mais sinto falta. Aquele que faz a pessoa te mandar uma mensagem as 3 da manha dizendo “amanha quando você acordar quero que a primeira coisa que você pense seja no quanto te amo, ficarei aqui imaginando seu sorriso ao ler essa mensagem, beijo” ou aquele que me faz enviar um buque de flores num dia e horário qualquer com um cartão dizendo “eu não preciso de uma ocasião especial pra demonstrar o quanto te amo” e depois disso receber uma ligação apaixonada de alguém que está com aquele sorriso que vem depois do suspiro e te diz quase sussurrando “muito obrigado, eu também te amo”. Aquele amor que a gente sente quando fica contando as horas pra chegar o momento do dia em que iremos nos ver, dar um beijo, um abraço carinhoso, e eu sentar na sua frente e te perguntar como foi seu dia, como você está, E REALMENTE ESCUTAR O QUE VOCÊ ESTÁ DIZENDO (porque sim eu faço isso) e passar ali alguns dos momentos mais singelos e mais alegres que a vida ode oferecer.

Esse amor eu sinto, sinto intensamente, e infelizmente a vida não tem me dado a chance de externá-lo, de utilizá-lo com quem eu quero. Talvez seja isso um fruto que eu esteja colhendo de sementes que plantei no passado, talvez seja fruto de sementes plantadas recentemente, ou talvez eu não esteja sabendo conduzir minhas ações e meus sentimentos, ou talvez não seja nada disso e eu estou completamente equivocado. Sinceramente não sei, e confesso que já desisti de tentar entender, por algum tempo fiquei me perguntando se eu não merecia mais viver esse amor, e até comecei a aceitar a ideia de que irei viver a minha vida sozinho, solitário, escrevendo sobre mas não mais vivendo o amor. Hoje não me questiono mais, a dificuldade de compreender o incompreensível pode nos corroer por dentro e nunca nos levar a conclusão nenhuma.

Hoje quero apenas que a vida não permita que eu perca as formas de amor que estão por perto, quero que o amor com minha família e amigos preencha todos os espaços do meu coração e que a esses que estão perto de mim eu possa entregar genuinamente o que eu tenho de melhor, e que esse melhor seja suficiente para que esses amores não me abandonem, que eu os ame cada dia mais e que eles me amem reciprocamente.