segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Calma - Paciência - Persistência - Equilíbrio


As palavras que devem reger os seus atos e atitudes quando se gosta de alguém são a calma, paciência, persistência e equilíbrio. Eu sei que dá vontade de imediatamente ir falando uma série de coisas, mostrando logo a que veio e o que quer, e por mais que estejamos nutridos de excelentes intenções, é de fundamental importância que sim, tenhamos muita calma se não quisermos estragar aquilo que poderia vir a ser uma linda história antes mesmo que ela comece.

A calma em seu sentido literal que conota a ausência de agitação, tranquilidade. E conseguirmos acalentar nossos ânimos e transpor isso em atitudes mostra segurança, e segurança é algo que uma pessoa madura e racional espera de outrem. Aventureiros procuram aventureiros, ou algumas vezes aventureiros procuram por pessoais calmas para poderem colocar sua vida num eixo um tanto menos turbulento. E o fato de ser calmo não quer dizer que você tenha que ser uma pessoa que não oferece emoção, precisamos ter calma na hora de nos manifestar quanto ao que sentimos e queremos, para não assustarmos ninguém e colocar tudo a perder, essa calma precisa nos deixar sóbrios quanto a nossa postura e conduta, mas lembre, não deixe a calma te transformar numa pessoa fria demais, amorfa, sem iniciativa e fada a rotina.

Já a paciência precisa ser aquela que você vai usar para não se precipitar, não colocar “a carroça na frente dos burros” e nem querer dar o segundo passo antes do primeiro. Como já citamos nesse mesmo texto, para não estragar uma historia antes de seu começo precisamos deixar aquele que é o melhor condutor e conselheiro agir. O tempo. Sim o tempo é o único capaz de ajudar de forma perfeita na condução do comportamento, atitude e rumos de qualquer relacionamento. O tempo é quem vai nos dizer os momentos certos de avançar, recuar, agir ou simplesmente esperar, esse é o motivo pelo qual devemos exercitar e tentar desenvolver esse dom (sim, eu acredito que a paciência é um dom). Quem nasceu com dom da paciência sabe usá-la de maneira perfeita, mas quem não a tem de desde o nascituro pode sim adquiri-la, confesso que é difícil, e em alguns casos beira o impossível, mas sim há como desenvolvê-la. Prometo que em breve coloco um texto citando a minha experiência com o desenvolvimento da paciência, estou trabalhando-a e está evoluindo, aos poucos, mas está.

Por fim falando sobre persistência e equilíbrio, e os deixei por último não por acaso. O equilíbrio pra mim serve principalmente para uma coisa em específico (com bem mais importância do que para outras coisas), nos fazer aprender a ouvir, esse também é um comportamento que precisamos desenvolver (ainda mais quando falamos bastante, como eu), se queremos um relacionamento que traga mais momentos felizes do que tristes então precisamos conhecer a pessoa que amamos, e escutá-la é um belo começo. O equilíbrio entra no sentido mais frio e analítico que se pode imaginar, porque quando começamos a conhecer profundamente uma pessoa, descobrimos suas falhas, seus problemas, suas esquisitices e suas opiniões conflitantes com a que temos, é nesse momento que precisamos aprender a avaliar se o que a pessoa nos oferece de bom, é suficientemente melhor do que os defeitos que ela traz, pra sabermos se vale a pena cultivar por ela o mais nobre dos sentimentos, o amor, que tem uma linha muito tênue entre nos deixar extremamente feliz ou extremamente desapontados.

Pode parecer forte usar termos como “analisar friamente” ou “avaliar” quando estamos falando de um sentimento tão emocional quanto o amor, mas se nós mostrarmos maturidade suficiente pra desenvolver essas analises de maneira tranquila, calma e racional, transmitimos segurança, que é exatamente o que uma pessoa que “vale a pena” merece e espera de você. Então reflita sobre isso, se você quer entregar seu melhor para alguém que ama ou está aprendendo a amar então a (o) escute, a (o) conheça, pense naquilo que você vai receber no que você está disposto a entregar, se levando isso tudo em conta você decidir que essa é uma pessoa que pode te oferecer a reciprocidade que você necessita receber então não se prive, nem deixe de tentar, pode ser que mesmo assim dê errado, ou dure pouco, mas se isso acontecer, você terá a plena consciência de que fez o certo, que jogou limpo e principalmente, que tem amor próprio. Acredite dificilmente alguém vá amar uma pessoa que não se ama.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Raciocínio irracional


Ontem eu estava conversando a respeito da proporcionalidade de dar e receber amor, carinho e sentimentos reciprocamente com alguém que julgamos especial.

Pois bem, existe uma irracionalidade famigerada que me levou a concluir que hoje em dia pra podermos ser verdadeiramente felizes em um relacionamento a nossa entrega tem que ser inversamente proporcional ao quanto gostamos da pessoa. Como eu falei, sim é um pensamento irracional e com tendências auto-sabotadoras, mas vamos parar pra refletir um pouco a respeito e digam se concordam ou não.

Quando gostamos verdadeiramente de alguém tendemos a baixar nossa guarda, nos entregar sem restrições e ficamos até meio bobos, pensando mil coisas que poderíamos fazer para proporcionar um pouco de sorrisos e alegrias a quem amamos. Isso tudo porque, intrinsecamente queremos é reciprocidade, por mais que falemos que quando amamos não esperamos nada em troca, e isso de fato pode ser verdade, sabemos que lá no fundo queremos que essa pessoa devolva pra você o mesmo sentimento em atitudes que vão nos proporcionar entender que somos amados de igual forma. Não quer dizer que precisemos receber exatamente os mesmos gestos que damos, até porque o ser humano é diferente entre si mesmo semelhante, e por isso cada um age de uma forma, mas sim, esperamos receber a mesma intensidade de sentimento.

E é exatamente nesse contexto que mora o perigo, se não tomamos cuidado em equilibrar as ações e atitudes, acabamos por nos tornar chatos, grudentos, sufocamos a pessoa que amamos e acabamos munindo quem amamos de ressentimentos a nosso respeito, e fazemos nascer no coração daquela pessoa que só queremos o bem, um asco, mesmo que conscientemente ela queira ter amar, o seu subconsciente anseia por um pouco de espaço, e a faz enjoar de você, a não gostar mais tanto assim dos seus mimos e agrados, e acaba tentando se afastar aos poucos.

Outro fato importante é que nenhum relacionamento sobrevive sem um pouco de saudade, sem que a pessoa não fique com aquela vontade de ver o outro, para matar a saudade, dar um abraço apertado, perguntar como as coisas tem ido, novidade sabe, os relacionamentos mais saudáveis que eu já assisti foram relacionamentos que viviam em novidade.

Se quisermos receber amor, carinho e entrega precisamos estimular esse desejo na pessoa, e acredite, nada fortalece mais o calor de uma relação do que o desejo de conquistar, ou reconquistar a pessoa todos os dias. A partir do momento que ela perceber que não precisa mais te reconquistar, chamar sua atenção ou lhe ser recíproca para receber sempre mais, as coisas inevitavelmente vão começar a esfriar e o afastamento vai ser tornar uma questão de tempo. Ainda mais se tratando dos tempos mais atuais onde o divorcio e a separação são de fácil execução, antigamente quando um relacionamento se tornava frigido e insosso o casal permanecia junto muito mais por imposição da família e da sociedade do que por vontade própria, mas atualmente isso acontece de maneira bem menos complicada, por isso devemos cuidar com ainda mais atenção, dedicação e inteligência de quem amamos.

Quando falamos sobre atitudes que tomamos quando não gostamos tanto assim de alguém entra o outro lado irracional do assunto tratado aqui. Em alguns momentos da nossa vida acabamos por dar chances a pessoas de quem não gostamos tanto assim, porque estamos sozinhos, carentes, porque embora não gostemos, achamos a pessoa interessante e pensamos que, quem sabe esse nosso lado que não a acha dispensável acaba nos fazendo gostar, e tentamos. Mas se o amor não nasce, e não começam a surgir sentimentos verdadeiramente especiais, começamos a ter atitudes que, embora pareçam coisas normais, elas se tornam atitudes frias e desprovidas de carinho uma vez que quem as recebe é que está esperando algo mais, e ao invés disso afastar a pessoa, pelo contrário, vai a deixando cada vez mais interessada e mais próxima a você. Um pouco por amor próprio, pela pessoa ser orgulhosa e não admitir não ser interessante, um pouco por birra mesmo, por ela achar que vai conseguir te dobrar e despertar sentimentos em você, ou às vezes por falta de amor próprio, por carência exacerbada, por teimosia... Enfim, isso não importa tanto assim, o que importa é que geralmente quando tentamos nos afastar de alguém, quando não fazemos isso falando com clareza, sendo direto e transparente, causamos o efeito contrario, deixamos o tempo passar, e quando vamos tentar concertar já é tarde demais, somos rotulados como frios, cruéis e insensíveis.

A conclusão que eu tiro desse bla bla bla todo é que, nada me faz acreditar que não vale a pena ser transparente, absolutamente nada me convence de que mentir é um bom caminho a se seguir. E mulheres, uma dica importante pra vocês, homem não sabe ler as entrelinhas, homem tem dificuldades extremas em escutar uma coisa e deduzir outra, geralmente processamos não quando escutamos não, e processamos sim quando escutamos sim, simples assim. Então vai a dica para ambos os sexos, sejam transparentes, sejam verdadeiros, aproveitem o lado bom do amor, colham bons frutos dos seus relacionamentos, plantem boas sementes, sejam simplistas e aprendam a valorizar as coisas simples da vida, as chances de você ter um amor verdadeiro são grandes.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

If i Fell...


Desejo um fim de semana apaixonante a todos! Prestem atenção na letra dessa canção, emocionante, forte, intensa, tocante.

Ótimo fim de semana amores!

Peguei essa musica na time line do Facebook do meu brother Pedro Henrique do Nascimento

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Conselhos para 2013

Um dos clichês mais famosos que existem nos diz que se conselho fosse bom não se dava, e sim vendia. E geralmente quem o fala dá o conselho mesmo assim. Pois é assim que eu começo o primeiro post de 2013, tentando fazer com que as boas e más experiências de 2012 nos sirvam como lições valiosas para que nesse ano erremos menos, aproveitemos melhor nossas oportunidades e saibamos traçar com mais clareza o que queremos.

O primeiro conselho de um homem romântico vocês imaginam o que deva ser não é? Sim, deixe o amor entrar na sua vida, tenha um romance, não precisa ser necessariamente com um terceiro, mas ame. Ame sua profissão, ame suas ocupações, ame suas leituras, ame sua própria vida, seu corpo, sua mente, seus animais de estimação, sua família, sua casa, ame alguém que te ama de volta, dê e receba amor. Quando estamos amando corremos o risco de ficarmos mais vulneráveis sim, mas ao mesmo tempo enxergamos as vida com mais leveza, com menos malícia, com menos maledicência, com mais cores e mais poesia, isso nos faz raciocinar melhor, nos torna mais produtivos e menos estressados. Então ame e se deixe amar nesse ano.

O segundo conselho diz respeito as relações de confiança que podemos e devemos estabelecer. A vida de uma maneira ou de outra sempre nos ensina o quanto podemos ou devemos confiar nas pessoas ao nosso redor. Quando estamos dando um voto de confiança pra alguém temos que cuidar um cuidado sobre humano para não nos permitir ser levados apenas pela emoção. Palavras bonitas e um discurso afinado tem sua eficiência comprovada, mas quando decidirmos confiar em alguém precisamos ser cautelosos, quem já sofreu com decepções (especialmente de quem amava muito) vai entender perfeitamente o que estou querendo dizer. Isso também não quer dizer que você não possa ou não deva mais confiar em ninguém, pelo contrário, se permita aproximar de pessoas que podem anular seus traumas, com cautela, sim, mas não deixe passar as oportunidades que a vida lhe der, pode ser que você conheça o amor de sua vida nos próximos meses ou dias.

O terceiro e último conselho que eu deixo é que voc~es tenham objetivos muito claros em suas vidas, e lutem para alcança-los com todas as suas forças, defenda-os como uma mãe defende seus filhos, não se corrompa, não esmoreça, não desanime (porque você vai encontrar no meio do caminho muitos motivos pra isso) fixe teus olhos onde você quer chegar e ande, corra, escale, lute, insista, persista, você vai ter pequenos tropeços e vai cogitar a hipótese de desistir, e geralmente isso acontece quando se está muito perto de chegar. Então pense nisso, se você pensar em desistir é porque está mais próximo que nunca de chegar lá, então se reerga e continue. O prazer da vitória nos faz sentir que valeu a pena cada pedra , cada espinho e cada dificuldade encontrada no caminho. Se deixe sentir o gostinho da vitória, e que 2013 seja o seu ano, o nosso ano! Que sejamos felizes!

Feliz 2013 românticos!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desabafo - leia se tiver paciência


Às vezes me sinto brincando de gato e rato, onde sou aquele gato burro, que tem os melhores planos, as melhores estratégias, o melhor método e a pior eficiência. Sim porque tenho me convencido cada vez mais que, quanto mais tentamos aprender sobre as coisas do coração, menos elas se mostram claras pra nós.

E a despeito de eu ter vivido tantas situações embaraçosas durante 2012, o ano está terminando bem longe da sensação de “finalmente aprendi a lição”. Muito pelo contrário! A sensação é de que estou cada vez mais longe de ter aprendido algo que me de inteligência emocional suficiente pra conduzir um relacionamento proporcionando tranquilidade, equilíbrio, segurança e cumplicidade.

Não eu não me tornei uma pessoa fria e sem sentimentos, sinto meu coração em um turbilhão de sensações que têm me feito querer amar mais, querer mais desejar mais, querer alguém, querer cuidar de alguém, mas eu falava para minha irmã dia desses, que tenho a sensação de que perdi completamente o “time” de tudo que diz respeito às etapas desde o conhecer até as ultimas consequências que se pode chegar.

Quem sabe foi por causa do meu divorcio (há 3 anos e pouco atrás) ou por causa do meu último namoro, situações onde vivi o céu e o inferno, onde amei muito, onde fui muito amado, onde sofri muito, onde também fiz sofrer, e ter passado por duas experiências tão significativas em minha trajetória recente quem sabe me tenha feito querer pular certas etapas, e são essas justamente as etapas que eu mais gosto! Confuso não acha? É, eu também.

Essa coisa do conhecer, descobrir quem é a pessoa, primeiro entender quem ela é pra depois deixar seu coração ser tomado por um sentimento tem acontecido completamente fora de ordem comigo, e eu acredito em alguns fatores que têm feito isso acontecer sempre, tal como um ciclo vicioso. Primeiro deles, eu sou uma pessoa que dificilmente fará outrem olhar pra mim e ficar sem ar, embora eu não seja deformado, eu estou pouco acima do meu peso, e mesmo tendo emagrecido 36 kg nos últimos 10 meses eu ainda tenho quase 20 kg pra eliminar, e por mais que a maioria das mulheres não admita isso, todos sabem que homem gordinho é como pantufa, é até gostosinho de usar em casa, mas da uma vergonha de andar na rua que só. Tudo bem, isso não é regra, parece exagero demais, bla bla bla... Já sei disso, mas eu vejo nos olhos da pessoa quando isso acontece.

Outro motivo que tem influenciado isso é o meu talento inquestionável e quase que extraordinário de me tornar amigo de pessoas de quem começo a gostar, isso é um fator que complica muito minha vida. Vou explicar passo a passo. Eu olho alguém, me interesso por esse alguém, sou apresentado a esse alguém por um amigo ou por forças das circunstâncias, tento uma aproximação, começo a conversar sobre assuntos diversos e dos mais variados (e quem me conhece sabe que converso sobre absolutamente tudo) a pessoa começa a gostar da minha cia porque eu não sou raso, sou bem humorado, a faço rir, conto a minha vida e abro margem par ela lhe contar a sua, ai quando ela começa a abrir seu coração pra mim já é contando que está sofrendo pelo ex, ou que ainda não se livrou de ressentimentos antigos, e que adora a minha cia e por isso se sente a vontade em conversar comigo, e ai eu já perdi o “time” outra vez e com isso a chance de ter alguma coisa com ela alem de amizade, porque quando eu falo que gosto ai ela já me fala que não consegue me enxergar com esses olhos, que achava que eu também só a via como amigo se decepciona comigo, mas mesmo assim fala que nada vai mudar, e fica fria, ou some, ou não me responde, ou começa a ter conversas monossilábicas comigo.

Uma preocupação que sempre tive desde a minha adolescência foi de não ser uma pessoa rasa e superficial, enfiei a cara nos estudos, cursos, faculdades e pós pra poder aprender, ter conteúdo, bagagem, cultura, ter o que conversar, não ser uma pessoa que não sabe o que oferecer ou alguém com quem não dá pra conversar por mais de 5 minutos, e isso que deveria ser um diferencial tem me atrapalhado muito, porque quase 100% das mulheres que tenho conhecido já têm um pré-conceito formado em sua cabeça de que homem é isso ou aquilo,e pouco importa se essa pessoa que está ali na sua frente, tendo coragem de se abrir, se declarar e falar pra você o que sente, passou por uma história de vida diferente ou não, pouco importa seu passado, o que você já fez, o que te fez ser como é, o que você aprendeu com seus pais, com sua família, com a vida, porque mesmo que você tenha vivido em marte, homem é tudo igual, e nada é capaz de tirar da cabeça de uma mulher magoada que o próximo só quer brincar som seu sentimento assim como aquele FDP do seu ex fez contigo. Por isso ela não se permite uma chance de voltar a amar, especialmente quando essa pessoa, que está a sua frente se declarando, é sincera (eu no caso), quando a pessoa, sem rodeios nem intermediários, fala o que quer e sente, nesse momento surge aqueles pensamentos e ressentimentos falando ao seu ouvido de forma demoníaca que “está me pressionando”, “deixe as coisas fluírem naturalmente”,” deixa o tempo fazer”, “não vamos forçar uma mudança no curso natural das coisas” ou todo esse mimimi parecido com isso.

Eu confesso que sei que assusto quando falo o que sinto, isso porque eu não sei mergulhar só com os braços, ou eu mergulho até o fundo ou eu nem chego perto da borda, quem convive comigo no teatro sabe do que to falando, e o Raphael Basso do teatro é o mesmo Raphael Basso do sentimento, não existem duas pessoas aqui dentro, o que existe é um ser, que não consegue se entregar pela metade, que não sabe fazer rodeios, e que cansou de escutar que é a pessoa certa na hora errada, que cansou de ser o amiguinho de todos e todos os dias voltar pra casa sozinho, não ter pra quem ligar, não ter alguém pra dividir o resto da noite, não ter pra quem fazer um jantar especial, não ter alguém pra dizer um boa noite sussurrando, com os olhos quase fechados e escutar um “boa noite, eu te amo” e dormir sorrindo. Sim, eu cansei de conversas monossilábicas, cansei de enviar sms e não ter resposta, cansei de correr atrás, cansei de ser tratado com indiferença quando na é esse o tratamento que eu dou, cansei de tentar amar alguém, cansei de procurar. Eu estou escrevendo isso chorando muito, porque toda vez que eu converso sobre isso com qualquer amiga ou amigo meu escuto que eu não tenho que mudar, que tenho que ser como sou porque essa e a minha beleza e bla bla bla, só que mesmo que eu conte o que passo, ninguém sente o que to sentido agora, ninguém sabe o quanto ta pesando cada lagrima que ta escorrendo. E tudo isso porque eu não consegui olhar nos olhos de ninguém esse ano, dizer “eu te amo” e escutar o mesmo “eu te amo” com a mesma intensidade, verdade e reciprocidade.

Tudo bem, não tem como mandar no coração de ninguém, não tem como interferirmos no que alguém sente ou deixa de sentir, e eu sei que das chances que tive de me relacionar com alguém esse ano, todas se desfizeram por minha culpa, porque eu assusto, porque eu falo, porque eu não escondo o que sinto, e isso tem suas consequências e elas na maioria das vezes não são como queríamos (no meu caso nenhuma).  Mas será que estou tão errado assim em querer dividir com alguém as alegrias que estou tendo nos outros aspectos da minha vida esse ano? Será que é querer muito ter alguém que caminhe comigo, lado alado, me dando força quando eu preciso, ou só falando “meu amor, estou aqui, conte comigo”? É pedir muito isso? Pois estou começando a achar isso uma missão quase impossível. To virando PhD na arte de querer quem não me quer.

Há algum tempo atrás, uma amiga muito especial que eu tenho me disse que eu tenho que ter um caso de amor com minha vida e me apaixonar pela arte que há em mim, eu não sei por que ainda insisti em não dar ouvidos a esse conselho, era o que eu deveria estar fazendo há tempos, mas a sensação de chegar todos os dias em casa e não ter alguém com quem dividir minhas agruras da vida cotidiana me faz muita falta. Esse sou eu, infelizmente nem tão forte ou tão sábio quanto eu precisaria ser.

Quero terminar esse texto pedindo desculpas, se você conseguiu ler até aqui obrigado por aguentar as pentelhações desse bonachão aqui, mas eu precisava mesmo desabafar. E se você leu, me faz um favor, me manda uma mensagem, pode ser aqui nos comentário, ou no face, ou por sms ou no twt onde você quiser, mas me fala em uma frase o que te deu vontade de falar pra mim lendo esse monte de mimimi, se eu não receber mensagem nenhuma não tem problema, hoje eu exercitei minha capacidade de ser prolixo exaustivamente. Mas se leu até aqui me da um sinal. E obrigado!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Amores e Reencontros


Quando começa a tocar aquela musica, você está olhando fixamente para a foto daquela pessoa que te faz voltar a sentir calafrios, aqueles que pulsam em um lugar sobre seu diafragma e fazem todo o seu peito palpitar. Sim, essa mesma sensação que você reencontrou depois de anos, depois de achar que não seria mais capaz de voltar a ter sentimentos puros, depois de você quase ter perdido a fé no ser humano, no ser que te faz amar e depois te vira as costas e te faz sentir essas palpitações já citadas só que de outra maneira, em uma batida dolorosa, que palpita machucando seu peito.

Reencontrar o sentimento que te faz sorrir a toa, reencontrar aquele motivo simples que te faz suspirar no meio do dia, naquele momento em que você está concentrado em outra coisa, e a imagem daquele sorriso e o gosto gostoso daquele beijo roubado passam de relance pela sua fronte, e a gente para o que está fazendo e suspira, com aquele sorriso discreto no canto da boca, nossa boca, que nos faz lembrar daquele gosto suave, o gosto do beijo que você roubou e quando chegou em casa tratou de passar o rosto sobre seu travesseiro pra ver que aquele cheiro ficava por ali, pra voe dormir com aquela lembrança.

Quando toca aquela musica que te faz parar tudo que está fazendo e começar a escrever, e durante esse momento em que você lembra das sensações, da textura do toque, do sorriso fácil e daqueles olhos, AHHH aqueles olhos que eu tenho vontade de olhar durante horas a fil, aqueles olhos por onde tenho vontade de entrar e desvendar cada mistério, descobrir seus segredos e embarcar no mundo que ele enxerga. Ahhh aqueles olhos que me fazem ir dormir e acordar pensando quanto tempo vai levar pra eu poder vê-los, pra eu poder perceber que eles olham pra mim com a mesma vontade, e com a mesma certeza.

Uma musica que me traz sentimentos e sensações de reencontros, ou um simples encontro, aquele mesmo que é capaz de fazer você parar de enxergar tudo que está a sua volta, aquele que faz você se imaginar dentro de um filme, a musica que faz você imaginar a cena do reencontro escutando a musica, a musica... ah musica, arma poderosa que tem o dom de nos fazer fechar os olhos e embarcar pra longe, pros braços da dona daquele gosto gostoso e daqueles olhos, que você quer rever, qu você quer tocar, que você quer sentir, que você quer simplesmente amar.

E pra quem quer saber, a musica que eu escutava no momento que escrevia esse texto a musica está nesse link http://www.youtube.com/watch?v=lrF814OnFQ4&feature=plcp , e a pessoa que me inspirou foi a primeira a ler esse texto. de quem eu ouvi um suave e encantador " não sei o que dizer ...  foi lindo " . Te amo viu

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Seduce my mind and you can have my body! But not...


Seria lindo se fosse essa a sequência lógica de uma conquista, mas tenho presenciado cada vez mais paixonites por acéfalos do que em outros tempos nem tão distantes assim. A impressão que tenho é que a inteligência, boa educação, cordialidade e todos os outros atributos parecidos têm se tornado sinônimo de propensão a um relacionamento chato, cheio de cobranças, muito racionalismo e pouco sentimento.

Um sentimento forte que pode ganhar corpo e se tornar ainda mais intenso, uma vez que se tenha uma convivência harmônica, coesa, em que ambos possam expressar sua opinião e debaterem a respeito de qualquer assunto sem que isso cause algum tipo de desconforto ou acusação (porque duas pessoas inteligentes saberiam fazer isso sem nenhum tipo de crise de ciúmes, ou insinuações maldosas e desnecessárias), tem dado lugar ao frenesi do instinto mais selvagem que o ser humano pode ter, em querer apenas ter alguns momentos de intimidade e depois simplesmente virar as costas para ela sem o menor pudor por si mesmo e pelo outro. Como se o homem (ser humano) fosse um ser irracional, desprovido de sentimento, pensamento ou qualquer outra coisa assim.

Se a aparência física for interessante pouco importa o que tem por dentro, por mais retrógrado que possa parecer esse comentário, é uma realidade da qual eu sinceramente estou farto.  Parece que deixou de ser bom você ser inteligente, ter senso de humor, mostrar que tem opinião própria sobre assuntos alhures. Parece que o que mais importa hoje em um relacionamento é só um bom sexo de vez em quando, pouco contato durante a semana, seja pessoalmente ou por telefone (pra evitar a rotina) pouca conversa, e uma certa dose de adrenalina, de fazer coisas inusitadas, e até mesmo proibidas. Acho válido, mas isso tudo perde o sentido quando o único assunto que se aborda é o porque  que você tá de papo com a fulana no facebook, ou porque você fica olhando pra beltrana quando ela está por perto, e qualquer outra futilidade relacionada a falta do que conversar com a pessoa.

Isso acontece porque a nossa geração desenvolveu um mecanismo curioso de relacionamento, 8 ou 80 literalmente, ou casa rápido ou simplesmente se fecha para relacionamentos de verdade. É óbvio que toda generalização é burra e o que vou falar aqui não se aplica a muita gente, mas eu tenho visto aos baldes pessoas que deixaram de se permitir amar simplesmente porque conheceram um traste, que parecia valer a pena, se envolveram, perderam o relacionamento por motivos diversos e sofreram com isso. Agora me responda com toda a sua sinceridade, desde quando você passou a ter obrigação de acertar sempre em suas escolhas? Outra coisa, o fato de ter errado uma vez quer dizer que você vai errar sempre? Por causa de alguém que te fez sofrer você nunca mais vai deixar alguém se aproximar de você com a intenção de tentar te fazer feliz? E porque você sofreu em um relacionamento quer dizer que você perdeu com isso as chances de ser feliz em toda a sua vida afetiva?

Pois é, todos passamos por experiências que nos fazem amadurecer, e sempre contamos para os outros sobre nossas façanhas e enchemos a boca pra falar o quanto sofremos e fomos fortes  suficiente para sair daquela situação, mas eu mesmo me questiono sobre isso, é realmente força eu me fechar? Minha força consiste no fato de eu abandonar minha coragem e minha ousadia? Nossos pais especialmente sempre nos falam que nos dão conselho porque tem experiência e não querem que a gente sofra o que eles sofreram, mas convenhamos, o que nós queremos contar para nossos filhos? Que demos ouvidos a 100% do que diziam nossos pais e não experimentamos a vida? Não tentamos e por isso não erramos nem acertamos? É isso que queremos? Mostrar para a próxima geração que fomos covardes e assistimos a vida passar diante dos nossos olhos?


Quero encerrar esse texto imaginando que estou olhando dentro dos seus olhos e dizendo pra você, que essa pessoa que agora está pedindo pra entrar na sua vida, provavelmente não tenha nada haver com seu passado, e é ainda mais provável que ela mereça uma chance! Se permita viver, se permita sentir, se permita... se permita! Se deixe apaixonar por alguém com quem você goste de conversar, vai chegar uma hora que é só isso que você vai poder fazer. Tenha suas próprias experiências e as viva intensamente, amanhã vai ser tarde demais.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dizendo não dizer


Dizendo que o mundo está estranho, não dizemos que os mais estranhos de todos somos nós mesmo. Ai a nossa vida vira de cabeça pra baixo e comodamente começamos a apontar culpados, culpar sistemas e meios, apontar o dedo tentando responder porquês, mas isso nos angustia ainda mais porque a resposta começa de dentro pra fora.

Dizendo que estamos perdidos em nos mesmos, não dizemos que nosso ego e nossa ansiedade é quem mais tem nos sabotado. Porque tudo que precisamos saber para tomar atitudes certas em momentos adequados nós escutamos, vemos e sentimos, mas não entendemos qual é o tempo certo, e desequilibrando um tripé essencial em nossa vida que deveria ser formado pela paciência, foco e persistência acabamos metendo os pés pelas mãos. O excesso de foco e falta de paciência nos faz perder o “time” das coisas, e transformar a persistência em  chatice, nos torna invasivos e desconexos com a pontualidade dos atos e fatos.

Dito está que colhemos tudo que plantamos, e temos uma capacidade inata de receber o retorno de tudo que fazemos, mas não dizemos nunca que queremos colher maus frutos, mesmo quando plantamos más sementes. Isso porque o ser humano mesmo não querendo sofrer, em dado momento ou dada circunstância da vida acaba desenvolvendo uma capacidade estranha de se auto sabotar, em algum aspecto da nossa vida sempre acabamos por fazer isso. Seja na indisciplina quanto ao trabalho, seja na capacidade relapsa de prestar atenção nos estudos, ou até mesmo na maneira conturbada de amar quem não nos ama, de querer quem não nos quer, de entrar na vida das pessoas na hora, época, circunstância e ambiente errados, e mesmo assim querer amar, querer sentir, aceitar sofrer, sujeitar-se a chorar.

Com isso quero dizer que mesmo quando machucamos nossa alma ainda assim encontramos forças de lugares estranhos, ocultos e inusitados para reerguer a cabeça e continuar tentando, isso porque sabemos quão monótona seria nossa vida se não errássemos, se levássemos ao pé da letra cada conselho que recebemos.  Cada vez que tentamos nos deparamos com duas circusntâncias, acertar ou errar. E quando erramos é quando mais aprendermos, mesmo doendo, mesmo sentindo, mesmo com um aperto tão grande no peito que nos faz esvair em lagrimas. Só o erro nos transforma, só nossos traumas nos fazem diferentes, se acertamos sempre perdemos a humildade e a vontade de tentar.

Diga para você mesmo que sim, você pode errar, mas não diga nunca que você gosta de sofrer. Um grande amiga me deu um conselho ontem de noite que eu faço questão de retransmiti-lo, porque é uma coisa simples mas que todos deveriam seguir.



Foco no trabalho, se apaixone pela arte dentro de você, aproveite a dor e crie, faça coisas lindas e melancólicas e se ficar uma merda, dê risada e pense: eu sou um “jaguara” mesmo, chore tudo que você tem pra chorar hoje, pra não guardar o choro depois, a gente tem que sorrir da própria desgraça pra conseguir sobreviver.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Não entenda, apenas sinta


Que conclusão pode-se tirar quando você passa seu dia tentando arrumar pretextos para simplesmente ouvir a voz de uma pessoa? E que tantas conclusões mais podemos tirar quando temos mesmo no meio de um furacão você só consegue ficar imaginando o rosto daquela pessoa ansiando o momento em que seus olhos voltarão a cruzar com os dela?

Certa vez ouvi falarem que o que move a humanidade não são as respostas, e sim as perguntas. E o que move o amor? O que move o sentimento? O que desperta o afeto? Qual a lógica? Qual a regra? Acho que nenhuma regra, ou pré-julgamento, ou pré-requisito, ou qualquer outra coisa seja lá o que for, nos dá uma definição do porque e quando nasce um sentimento.

É muito lindo e ainda mais gratificante quando queremos passar momentos em nossa vida observando detalhes em uma pessoa, detalhes da sua beleza, detalhes da sua personalidade, detalhes do seu comportamento, instinto, atitudes, do seu querer, tudo porque gostamos de sua companhia, ou porque gostamos de escutar o som quase rouco da sua voz quando acordando, a nos dar um simples bom dia. Você tem seu primeiro contato com a pessoa sem entender direito o porque, e quando se dá conta começa a ter conversas com ela que te deixam flutuando.

Ai vem aquele momento em que, após uma conversa que durou pouco mais de uma hora, você vira as costas para ir embora depois de ter tentado se despedir da pessoas três vezes, e ainda surgirem assuntos para você estender um pouco mais a conversa, e nesse momento que você está indo até o vento que bateu de leve no seu rosto vira pretexto pra você virar pra traz e olhar mais uma vez para aquela pessoa de quem você não queria tirar os olhos. Você pega em suas mãos o celular, começa a mexem em uma coisa qualquer, que você não precisava mexer aquele momento, só pra parecer que está com a cabeça em outro lugar e não mais ali, nos olhos daquela pessoa, naqueles olhos que tem uma cor e um desenho absolutamente únicos e que haviam acabado de te hipnotizar.

Andando firmemente em direção ao seu carro sem prestar atenção em nada, somente concentrado em não olhar pra traz pra não demonstrar fraqueza e não voltar correndo e querer abraçar e beijar com muito entusiasmo aquela pessoa, e você pisa em uma poça d’água que suja toda sua perna de água e lama, e nem assim fica bravo, apenas manda um sms para ela rindo da situação, mas em momento nenhum fala que foi por causa dela que você acabou de fazer tal trapalhada. E pouco tempo depois seu coração está com tanta saudade, que você não tira as mãos do celular esperando receber uma mensagem, e olhando para a tela que apaga, e você fica reacendendo, e você fica pensando em que desculpa vai arrumar pra poder olhar para aquele rosto novamente ainda hoje, pra poder olhar melhor para aqueles olhos, pra ver se dessa vez você consegue lhe roubar um beijo (porque beijo roubado é uma delícia).

Você vai dormir pensando em como seria maravilhoso que aqueles olhos fossem a última imagem do seu dia, e ainda melhor se você acordasse com aquela voz rouca sussurrando em seu ouvido, trazendo a você toda a motivação de que você precisa para seguir em frente, mesmo com a vida virada do avesso. Você coloca um belo sorriso no rosto e segue, com a imagem daqueles olhos permeando seus pensamentos, sim aqueles olhos que, quando elogiados produzem nos lábios um sorriso envergonhado, mas lindo, gracioso, encantador, hipnótico.

E assim o seu ciclo novamente se inicia, quem sabe? Ou não? Ou sim? Não sei, mas tente. Se não der certo, fique com a lembrança do quanto te fez bem tentar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tão Perto e Tão Longe


Uma sensação estranha de parecer conhecer uma pessoa há uns 20 anos, e você conversa com ela a menos de 20 dias. A possibilidade de confabular sobre assuntos alhures durante o tempo que você estiver acordado é uma dádiva alcançada graças aos tempos de redes sócias e internet. De outra maneira levaríamos muito mais tempo para conhecer as pessoas e descobrir nossas semelhanças e diferenças. Mas graças ao avanço das tecnologias de comunicação podemos desenvolver laços afetivos muito mais rápido.

Isso não quer dizer que sentimos menos necessidade de estarmos perto da pessoa, pelo contrario! Nos dá ainda mais vontade de vê-la e revê-la pra poder trazer pra vida real os laços que têm sido criados no ambiente virtual. Nada substitui um toque, um abraço, o olho no olho, uma conversa num banco de praça ou numa mesa de bar, a chance de você poder tocar na pessoa, de poder perceber reações, de escutar uma palavra dita sem a possibilidade da correção ortográfica do Microsoft Word, aquela palavra que nos faz rir inesperadamente de um assunto que estava sério, e muda completamente o rumo da prosa. Sim, os contatos virtuais só potencializam a vontade de desenvolver uma amizade e um contato ainda mais forte pessoalmente.

Trona-se ainda mais estranha essa sensação quando desenvolvemos um afeto tão grande por uma pessoa que tivemos a chance de ver pessoalmente uma vez só, há pouco mais de 20 dias, e desde então você sente uma necessidade eminente de conversar com essa pessoa, se passa um dia sem dizer oi, sem ficar pelo menos 20 minutos contando como foi seu dia e escutando o mesmo dela, fica um buraco no seu dia.

São coisas assim que nos fazem refletir o quanto somos capazes de nos apegar ao ser humano, são essas as situações que nos convencem das maneiras mais inusitadas de que o ser humano não nasceu pra viver sozinho, de que precisamos um do outro, de que temos a necessidade de conversar, de nos relacionar com as pessoas das mais diversas maneiras.

A cada dia fico mais espantado com o quanto podemos aprender com as pessoas, e é ainda mais incrível saber que sim, podemos aprender com pessoas que não obedecem nenhuma convenção, regra, biotipo, estereótipos ou qualquer outra conotação que remeta necessariamente a um professor, mestre, monge guru ou sei lá mais o que. Podemos aprender com pessoas mais velhas, mais novas, mais altas, mais baixas, pessoas bonitas, pessoas não tão bonitas, pessoas felizes, pessoas infelizes, podemos aprender com pessoas!

Tenho vivido isso intensamente nesses últimos dias, como uma pessoa 10 anos mais nova que a gente pode nos ensinar (mesmo que involuntariamente) lições de coragem, ousadia, alegria, preocupação, responsabilidade, instabilidade, vulnerabilidade, carência, dependência, enfim... Há uma infinidade de coisas que tenho aprendido, tudo porque conversamos, tudo porque temos a oportunidade de trocar ideias, porque temos humildade de parar para escutar. Esse é o maior exercício para desenvolver o romantismo, escutar, com humildade e ateção, escutar para aprender, escutar para conhecer, escutar para entender, escutar pra colher sorrisos.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Certeza do Incerto ?!


Certeza eu tenho de que meu primeiro pensamento desse dia foi a respeito das voltas que o mundo dá, acabamos de chegar à metade da manhã e sou surpreendido com palavras que me deixam simplesmente ofegante. Mas essa truculência na respiração é a ultima reação que meu corpo poderia esboçar, ela veio depois de alguns suspiros, olhar distante a imaginar a expressão desse alguém quando escrevia tais palavras, mãos tremulas suor frio, sensação de palpitações no peito, algumas vontades de sair correndo de onde eu estou e ir até o autor de tais palavras, segurar com os dedos em seu rosto, lhe agradecer olhando em seus olhos e lhe dar um beijo, um beijo que poderia durar todo tempo que meu fôlego aguentasse, até ficarem dormentes os lábios, até o pescoço ficar com câimbra, até as mãos já não saberem mais onde acariciar, até as pernas ficarem fracas e não aguentarem mais sustentar o corpo. Só um beijo assim ficaria próximo (eu disse próximo) de oferecer reciprocidade plena ao que acabei de ler.

Incerto é aquilo que essa corrente de pensamentos pode proporcionar! O nascimento de um sentimento dotado de tanta pureza, no meio de uma realidade perversa e voraz como a que vivemos vem acompanhado de muito medo, medo de doer novamente, medo de pisar em uma terra desconhecida, muito excitante, porém desconhecida. Essa terra pode nos oferecer um abismo, pode nos oferecer uma estrada, ela pode se mostrar de muitas formas, e pode mexer com as nossas mais sólidas estruturas.

Certeza é que não deveríamos nunca ser infiéis ao amor, o amor que tem a capacidade de nos tornar seres humanos melhores, o amor que pode nos fazer experimentar a sensação de flutuar, o amor que tem a capacidade de nos transportar para um mundo especialmente prazeroso, um mundo que cabe embaixo de um edredom, abraçado a quem tornou-se digno de receber de ti tal sentimento, um mundo que te faz ficar divagando por horas, e que pode te desconectar do seu corpo, te levando para uma dimensão onde as sensações são as mais intensas, insanas. Só o amor consegue trazer o intangível para a tangibilidade, só ele é capaz de te fazer experimentar na pele seus desejos mais utópicos, te fazer sonhar de olhos bem abertos.

Incertezas tomam conta dos corações machucados quando eles tentam amar novamente. Incertezas devoram a alma de quem se deu conta de que começou a amar involuntariamente, alguém de quem se tem medo. Medo que não corresponda, medo que corresponda demais, medo que essa pessoa te tire da sua zona de conforto, medo que essa pessoa te ame por um tempo, medo que essa pessoa se vá, medo que ela seja o amor de sua vida, medo de envelhecer ao seu lado, medo que seu sexo seja ruim, ou que seja bom demais, medo que você vicie no seu perfume, medo que você enjoe do seu cheiro, medo que as coisas percam o sentido na sua ausência, medo do inóspito, medo do impressionável, medo do seu próprio medo, ou simplesmente medo de que essa pessoa também tenha medo.

Certezas trazem segurança, a segurança que o colo dessa pessoa te oferece, segurança que você sentiu desde a primeira vez que a abraçou, e viciou em seu toque, e depois disso passou dias e dias lembrando-se do frenesi que a textura da sua pele lhe causava quando em contato com seu corpo, essa mesma segurança que te faz contar as horas pra poder reencontrá-la, e a falta dela na tristeza que te contagia quando você sabe que só vai revê-la na próxima segunda feira, a segurança que ela te transmite em cada palavra que te diz, em cada manifestação de afeto e carinho que seus atos, muitas vezes de maneira involuntária, te proporcionam.

Uma última coisa posso lhe dizer, com toda certeza, não se prive, não reprima seu impulso e seu desejo, se lance, se jogue, viva, fale abrace, beije, se entregue, goze a vida, felicite-se viva e estado de graça. Existem braços estendidos em sua direção, e sim, eles estão estendidos!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aqueles Momentos


Aqueles momentos em que você fica fazendo infindáveis cálculos para poder saber quando vai novamente ver aquela pessoa. Aquela pessoa que você conversou poucas vezes e que nessas poucas conversas foi capaz de te roubar o fôlego, foi capaz de te deixar sem jeito.

Aquele jeitinho que a gente fica olhando bobo e atônito para essa tal pessoa, sim essa mesma pessoa que tem um falar delicado, ao mesmo tempo consegue (com suas palavras) atingir lugares em sua mente que te fazem viajar, imaginando cenas, fazendo seu corpo ter reações inusitadas. As mãos começam a suar, o pescoço começa a mexer sua cabeça de forma quase desordenada te deixando com aspecto de preocupado, os pés já não ficam mais fincados no chão e começa a dobrar levemente os joelhos como se houvesse uma força, uma sutil força tentando te tirar do planeta.

Aqueles momentos em que os pensamentos já não estão mais aqui, esses espasmos produzidos involuntariamente já nos fazem sentir até a respiração ofegante, e quando finamente você se dá conta de que está tendo atitudes que te mostram da maneira mais vulnerável e sensível que você poderia estar, já não há mais o que fazer, a outra pessoa já percebeu, e sem saber o que fazer gente fica inseguro. Inseguro?! Sim, o nível de adrenalina no qual está submerso nosso coração nesse momento, nos faz apenas ficar olhando nos olhos daquela pessoa que você quer dar um beijo, um abraço, sentir de perto o cheiro do seu perfume, tocar em suas mãos e suavemente cruzando olhares dizer que esperou por aquele momento, e quer vivê-lo como se fora aquele o momento mais sublime de sua existência.

Aqueles momentos onde faltam as palavras certas pra dizer, isso porque você não sabe se quando dito receberá tal afeição reciprocamente, ou ouvirá aquela que são as palavras que você menos gostaria de ouvir, as palavras que podem fazer em um milésimo de segundo ruir todas as suas expectativas e anseios, aquela palavra que pode fazer você voltar a ficar desacreditado do amor e do afeto por mais alguns dias, meses ou anos.

Aqueles momentos em que você se lembra que não quer novamente machucar seu coração, que nem cicatrizado está do ultimo desamor, você recolhe-se em seu silêncio, sim você alimenta a sua alma com a troca de olhares, mesmo que inocente e desprovida de pretensões alhures, você fica feliz com o simples fato de vez ou outra estar por perto dessa pessoa, vez ou outra lhe dar um beijo no rosto acompanhado de um abraço, só pra sentir novamente seu cheiro, só pra poder colocar seu coração por perto, só pra poder estar perto dos seus olhos, aqueles olhos que pra você são a luz de mil estrelas, aquele olhar que te faz acreditar pó uns instantes que é por você que a lua se derrama pelo mar, aqueles olhos pra onde você gostaria de estar olhando quando voltasse a dizer Eu Te Amo.

Aqueles momentos em que surgem questionamentos intermináveis. É paixão? Amor? Afeto? Desejo? Carência? Pureza? Insegurança? Inocência? Não sei, talvez nunca saiba, talvez queira, talvez não, talvez seja só uma confusão, talvez você esteja desperdiçando a oportunidade de começar uma história com o amor de sua vida, talvez você tenha acabado de desperdiçar ou aproveitar uma oportunidade. Como saber? Use a única coisa que todos os seres humanos têm a sua disposição de igual forma, o Tempo, use o tempo, faça-o trabalhar pra você, e seja feliz.