sábado, 20 de abril de 2013

Tão perto e tão longe ...


Dia desses me fizeram uma pergunta e confesso que me bati pra responder, me perguntaram o que é e o que significa o amor para mim. Eu não imaginava que teria dificuldades pra responder essa pergunta justamente pelo fato de minha vida toda ter sido em torno desse nobre sentimento.

Eu respondi que hoje o amor pra mim é algo que está tão perto e tão longe ao mesmo tempo, tenho vivido alguns amores em minha vida, amores familiares, amores com amigos (o qual eu ainda não havia experimentado com essa profundidade), mas o amor entre um casal tem se tornado algo cada vez mais utópico pra mim. Respondi justamente isso, que o bom do sentimento tem estado tão perto e tão longe ao mesmo tempo, eu nunca tive um momento em minha vida em que tivesse feito tanto por mim mesmo como tem sido ultimamente, e com isso eu imaginava que me tornaria uma pessoa mais interessante pra conquistar quem eu gosto, mas tenho observado algo completamente diferente.

Sim, existem pessoas que demonstram interesse por mim, e de forma alguma quero falar isso com a intenção de me promover o qualquer coisa semelhante, eu fico muito triste pelo fato de serem pessoas quem eu não escolhi, e eu não tenho dado chance de viver um amor com uma dessas pessoas porque, estar com alguém pensando em outra pessoa é algo pra mim totalmente repugnante, repreensível e desonesto. E eu não consigo me entregar plenamente enquanto não tirar isso da minha cabeça, enquanto não conseguir olhar para essa pessoa sem me desmontar, enquanto eu não conseguir parar de contar que faz mais de 230 dias ininterruptos que eu não feche os olhos e não veja seu rosto nitidamente em meus pensamentos, na esperança de acontecer algo que eu já tive inúmeras provas de que não irá acontecer.

Tão perto de mim estão algumas das mais sinceras e verdadeiras formas do amor, a amizade que tenho cultivados com algumas pessoas, o bem que minha família me faz (mesmo que volta e meia role alguns conflitos, família é sempre família e eu os amo incondicionalmente, e sinto o mesmo deles) o muito obrigado que escuto quando me pedem um conselho, quando pedem minha ajuda, ou quando alguém reconhece o que eu faço voluntariamente das formas mais simples e mais belas. Isso tem preenchido um bom pedaço do meu coração de maneira incrível, e eu espero que isso nunca mais acabe.

Mas tão longe de mim tem estado o amor da maneira que eu mais sinto falta. Aquele que faz a pessoa te mandar uma mensagem as 3 da manha dizendo “amanha quando você acordar quero que a primeira coisa que você pense seja no quanto te amo, ficarei aqui imaginando seu sorriso ao ler essa mensagem, beijo” ou aquele que me faz enviar um buque de flores num dia e horário qualquer com um cartão dizendo “eu não preciso de uma ocasião especial pra demonstrar o quanto te amo” e depois disso receber uma ligação apaixonada de alguém que está com aquele sorriso que vem depois do suspiro e te diz quase sussurrando “muito obrigado, eu também te amo”. Aquele amor que a gente sente quando fica contando as horas pra chegar o momento do dia em que iremos nos ver, dar um beijo, um abraço carinhoso, e eu sentar na sua frente e te perguntar como foi seu dia, como você está, E REALMENTE ESCUTAR O QUE VOCÊ ESTÁ DIZENDO (porque sim eu faço isso) e passar ali alguns dos momentos mais singelos e mais alegres que a vida ode oferecer.

Esse amor eu sinto, sinto intensamente, e infelizmente a vida não tem me dado a chance de externá-lo, de utilizá-lo com quem eu quero. Talvez seja isso um fruto que eu esteja colhendo de sementes que plantei no passado, talvez seja fruto de sementes plantadas recentemente, ou talvez eu não esteja sabendo conduzir minhas ações e meus sentimentos, ou talvez não seja nada disso e eu estou completamente equivocado. Sinceramente não sei, e confesso que já desisti de tentar entender, por algum tempo fiquei me perguntando se eu não merecia mais viver esse amor, e até comecei a aceitar a ideia de que irei viver a minha vida sozinho, solitário, escrevendo sobre mas não mais vivendo o amor. Hoje não me questiono mais, a dificuldade de compreender o incompreensível pode nos corroer por dentro e nunca nos levar a conclusão nenhuma.

Hoje quero apenas que a vida não permita que eu perca as formas de amor que estão por perto, quero que o amor com minha família e amigos preencha todos os espaços do meu coração e que a esses que estão perto de mim eu possa entregar genuinamente o que eu tenho de melhor, e que esse melhor seja suficiente para que esses amores não me abandonem, que eu os ame cada dia mais e que eles me amem reciprocamente.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Você merece ter um romântico apaixonado por você?


Sim eu precisava de um motivo pra voltar a escrever. Esse período que passei sem postar nada por aqui confesso que não foi só um apagão de ideias, foi um período em que meu romantismo e minha vontade de amar quase se esvaíram do eu coração, por causa de pessoas, por causa de minha insistência burra em algo que já tive provas mais que suficientes que nunca deixarão de ser exatamente como já são, não que isso seja um problema, pelo contrário, quem colocava o problema era eu, o que não me dá nem o direito de me decepcionar com outrem.

Mas agora minha vontade de escrever voltou, meu desejo de externar o mais nobre dos sentimentos se reacendeu da maneira mais louca e mais inusitada possível, tudo isso porque escutei de uma pessoa por quem nutri há alguns meses uma paixão covardemente não assumida por mim as seguintes palavras: “E o que a gente vai fazer com o que sentimos, vamos sentar em cima deixar acabar?” e desde esse dia tenho vivido de beijos roubados, libido ascendente, desejos manifesto em pequenas oportunidades e muito, muito fogo. Uma ardência que toma conta de todo meu corpo cada vez que paro pra pensar no quanto fui tolo lutando para tentar tirar de mim aquilo que pode ser um dia o único motivo pelo qual sentirei vontade de respirar.

Eu sou péssimo com julgamentos, e o titulo desse texto pode dar a entender que serei didático e contundente ao dizer quem merece ou não ter em sua vida alguém romântico, mas não, não farei isso porque toda generalização é burra, especialmente quando falamos do ser humano, daquele que é tão complexo em sua concepção, tão exclusivo por natureza e tanto deseja inserir-se em grupos para poder facilitar sua definição por parte de quem quer relacionar-se com o mesmo. Mas não vou terminar esse texto sem falar a respeito do que tenho aprendido nesses primeiros meses de 2013.

Quando eu me interesso por alguém, e por essa pessoa começo a cultivar nobres sentimentos, eu tenho a péssima mania de achar que qualquer traço de comportamento benévolo ou cordialidade no tratamento tende a ser uma discreta tentativa de mostrar reciprocidade e que se eu intensificar o que faço, passo a ter chances do sentimento de outrem assemelhar-se ao meu e com isso começarmos a viver uma historia juntos. O que demoro a me dar conta é que ninguém vai ser recíproco a algo que não sabe do que se trata, e que se a pessoa possui o mínimo de educação ela não vai me tratar mau ou ser grosseira comigo, porque não é esse o tratamento que eu dispenso a ninguém, especialmente se estou começando a amar. Outra armadilha que eu armo pra mim mesmo e sempre caio é fazer mil planos sem nem ao menos escutar um sim, ai quando tenho a brilhante ideia de externar meu sentimento a pessoa se assusta, se afasta, tece uma infinidade de elogios a mim e os conclui dizendo que adoraria sentir o mesmo, mas não é o caso no momento.

Eu não tenho se quer o direito de reclamar disso porque é esse o fruto que colho pela semente que planto com minhas próprias ações e falta de “time”. Vocês não imaginam o inferno que passei até conseguir esfriar a cabeça e concluir que quem tem que resolver isso sou eu, e que ninguém mais além de mim tem a menor culpa por eu estar solteiro a mais de um ano (meu recorde acreditem). Passado esse “inferno auto-promovido” eu levantei os olhos e comecei a olhar e volta, e a vida foi tão boa comigo que me deu a chance de reparar um erro, um erro que eu havia cometido há alguns meses com alguém que, se eu não tivesse sido covarde naquela época, eu não teria causado uma turbulência na vida dela agora, mas mesmo causando preocupações homéricas a ela nesse momento, a vida tem me dado a chance de reparar um erro, e amar alguém que merece ser amada por alguém que trate o amor como ele merece ser tratado.

Infelizmente ainda não posso dizer quem é essa pessoa por alguns motivos bem específicos, mas posso dizer com toda segurança que ela merece ter em sua vida alguém romântico, não to dizendo que eu sou esse cara, nem que sou exemplo de alguma coisa, porque não sou, mas se a vida permitir que essa turbulência passe e deixar eu ficar com ela como eu quero, farei tudo que puder pra proporcionar a ela o que de melhor um sentimento tão nobre como o amor pode  trazer. Ela tem feito em mim muito mais do que o despertar de um desejo ou o nascimento de um sentimento, ela tem sido a responsável por eu continuar acreditando que duas pessoas românticas podem se encontrar e podem oferecer reciprocidade sem achar que se tornarão chatas, pegajosas, grudentas, sufocantes ou qualquer outro desses rótulos que ganham aqueles que não têm medo de assumir seu sentimento.

Nós não temos noção do quanto podemos fazer alguém feliz até encontrar alguém que não tem medo de assumir o que sente, e damos a sorte dessa pessoa sentir por nós o mesmo que sentimos por ela. Por isso que eu sou totalmente contra aqueles joguinhos, aquele monte de coisas que precisamos fazer pra despertar o interesse de alguém, que não são nossas, que não tem nosso DNA, nossa assinatura,  que acabam com nossa espontaneidade, que fazem aquele que amamos se interessar por alguém que não existe. Pra mim um relacionamento começa quando um começa a gostar do outro, se aproxima, e mostra quem é, suas qualidades e possivelmente alguns defeitos, se com isso a pessoa também se interessar ai tem chance de acontecer algo, se não, pule fora, porque se você não souber jogar você vai sofrer.


Todas as pessoas que eu conheço e que um dia já se machucaram com o amor nos dão ótimos conselhos, elas são capazes de nos dar um cartilha com os melhores e mais sábios métodos de se conquistar alguém sem se machucar, sendo frio e até um tanto calculista. Mas se seguirmos todos eles deixamos de ser nós mesmos, e com isso perdemos a chance de ter com alguém que gostamos o amor em sua forma mais genuína. Não sou dono de nenhuma verdade, especialmente as verdades sobre o amor, porque verdade absoluta não existe, o que estou escrevendo é baseado no que passei, no que sofri, no que chorei, no que senti, apenas isso.

Quero terminar esse texto dizendo um sincero MUITO OBRIGADO, a essa pessoa que tem trazido sorrisos tão fortes aos meus dias, que tem me feito tão feliz, a quem eu espero entregar esse sentimento da mesma forma que ele tem acontecido em mim. E que o amor nunca morra, que sempre surjam novos motivos para amar e amar mais.

terça-feira, 5 de março de 2013

Poesia de Fernando Pessoa

Olá amores, meu novo texto está quase saindo, antes finalizá-lo e publicá-lo quero mostrar-lhes um poema de Fernando Pessoa que tem servido de inspiração pra mim muitas vezes... Atualmente inclusive !



O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

"Fernando Pessoa"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Coceira de "frieira"


Eu gosto muito de conversar com as pessoas, especialmente com meus amigos porque sempre acabo aprendendo com eles, com o que falo, com o que escuto e com as discussões. Esses últimos dias têm me servido para fazer algumas analogias, e uma delas é a do título desse post.

A maturidade vai nos fazendo ficar cada vez mais receosos em nos entregar a um amor, e se não dosarmos isso direito chega a um ponto em que sentimos saudades de uma paixão ao mesmo tempo que sentimos medo dela. Sim eu também acho isso tudo incoerente, mas todas essas coisas são importantes para a construção do que e quem somos. Precisamos passar por isso, precisamos amar, ser amados, alegrar-nos e até sofrer, sem isso só teremos conselhos furados e palavras vazias.

O amor algumas vezes se torna em nossa vida uma coceira de frieira, é daquela frieira que dá entre os dedos do pé que estou falando (desculpem, não sei o nome científico e nem o nome que se dá em outras regiões do Brasil). Essa coceira é aquela que, quando sentimos vontade de coçar imediatamente pensamos que, se realmente coçarmos, no dia seguinte aquela ferida vai estar maior, mais profunda e dolorida, mas o prazer que sentimos no momento em que estamos coçando, nos faz até esquecer por um momento o quanto estará doendo no dia seguinte, chegamos a fazer aquela cara que nosso cachorrinho faz quando recebe cafuné de tão boa que é.

Quantas vezes nossos relacionamentos não acontecem exatamente assim? Mesmo tendo N motivos para acreditar que aquela pessoa mais cedo ou mais tarde te fará sofrer, você permanece ao seu lado, simplesmente porque o bem que ela te faz naquele momento em que te abraça, te beija, passa por você e te faz sentir seu cheiro, ou simplesmente te telefona ou envia uma mensagem faz você tirar os pés do chão por alguns instantes e se sentir flutuando, de tanta alegria e prazer.

Por mais que você saiba que esse relacionamento é potencialmente prejudicial á sua sanidade e equilíbrio, você o vive. E não estou dizendo que isso está errado, pelo contrário, nossa vida foi feita para ser vivida, precisamos vivê-la, precisamos viver experiências, passar por inúmeras situações para que isso nos ajude a ser pessoas melhores.

É lógico que o desejo daqueles que nos amam, especialmente dos nossos pais, é que sempre sigamos seus sábios (e não estou sendo irônico) conselhos, mas onde estaria a graça da vida se fossemos engessados e algemados em um mundinho perfeito? Errar nos faz fixar muito melhor o aprendizado do que o acerto. Precisamos errar, somos seres humanos e não podemos achar que seremos perfeitos. Não devemos é insistir no erro, isso pode inclusive nos matar, matar nosso corpo e nossa alma (o que eu acho o pior de tudo).

Insistir no erro é o mesmo que cercear o seu próprio direito de sorrir, é tão trágico quanto. Errando ou acertando, tente aprender com as suas experiências, tire o que elas tem de melhor pra lhe oferecer, e viva! Viva intensamente aquilo que é seu, que foi dado a você, e que só você pode fazer ser boa ou ruim. A sua vida!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Homeopatias cotidianas – O amor na dose certa.


Se existisse uma fórmula secreta ou um remédio que pudéssemos tomar e com isso saber como amar e como nos relacionar com outrem, pode apostar que eu seria o primeiro a dividir tal informação, mas também não quero desanimar nem desmotivar ninguém com tal negativa. Os únicos capazes de realmente nos fazerem aprender a amar são a vida e o tempo.

É engraçado quando paramos para pensar que esses dois elementos (se é que assim podemos chamá-los) nos ensinam de forma completamente diferente, cada pessoa têm sua própria noção de tempo e suas próprias lições de vidas, e mesmo que elas apresentem certa semelhança e tenha uma tendência forte de convergir no mesmo objetivo, elas ainda sim guardam suas particularidades quanto ao seu desenho na vida de cada indivíduo.

Esse é apenas um dos fatos que torna o ser humano único e diferente, poderíamos usar um bom pedaço de texto para falar a respeito as outras individualidades alheias, mas vou deixar isso para outro texto. O objeto desse texto é outro, e vamos a ele.

Essa volta que dei foi pra encontrar uma maneira mais simples de falar sobre determinadas atitudes e posturas que devemos ter e tomar quando nos dispomos a entregar e receber algo de alguém. Seja em uma reação afetiva, familiar, amizade ou qualquer outra que seja semelhante. Eu acho que já perdi as contas de quantas vezes repeti aqui no blog o quão acho os excessos prejudiciais, em todos os sentidos, ainda mais agora que estou tendo a oportunidade de dosar as coisas e, pela primeira vez em 28 anos, estou conseguido.

A tentativa de encontrar o equilíbrio das ações pode nos levar a exaustão, e sim, nos faz pensar por muitas vezes que nós nunca conseguiremos fazer  as coisas da maneira certa, mas posso afirmar que vale e muito a pena os exercícios de paciência e persistência, mas só nos damos conta disso quando começamos a desfrutar da reciprocidade e entrega de alguém de fato especial.

Mas vale a pena atentar ao fato de que não podemos exagerar nem pra mais e nem pra menos, esse é o ponto principal desse assunto. Quando nos entregamos demais assustamos, nos precipitamos e desperdiçamos oportunidades ótimas, com pessoas maravilhosas, por aplicarmos doses enormes de sentimento. Por mais que essas grandes doses sejam carregadas de boas intenções e sentimentos nobres, tal exagero causa desconfortos pelo simples fato de fazer a exceção se tornar uma regra. A surpresa, o elogio e o algo mais têm que ser diferencias, para que toda vez que você fizer eles realmente sejam especiais e tenham sentido, por isso que até a rotina tem sua importância num relacionamento, porque a quebra da mesma é sempre um fato que causa renovações de ânimos, sentimentos e propósitos.

Da mesma forma o inverso também se aplica, entrega e atitudes de menos é extremamente prejudicial e desaconselhado quando se deseja um relacionamento longevo, falta de atitudes, de palavras e de reciprocidade geralmente estão associadas com falta de interesse. E se você se expressa pouco por timidez ou por ser uma pessoa retraída então busque formas diferentes, se não consegue falar então faça, se não consegue fazer, escreva, enfim, existem muitas maneiras de  demonstrar o que sente, e se a pessoa que você ama te conhece, ela saberá identificar sua maneira de expressão e vai sim valorizar e ser recíproca (o).

O que não podemos é cometer excessos, não é à toa que nosso corpo e mente foram concebidos da maneira e formato como são, Deus foi muito especifico no que queria quando no fez com 1 boca, dois ouvidos e 4 membros (pernas e braços). Fale pouco, escute pelo menos o dobro do que fala, e faça muito, faça muito mais do que fala ou escuta. Nossas atitudes é que nos dizem quem somos, e nossas atitudes é que nos proporcionam a chance de tentar, acertar, errar e mais importante do que isso, aprender. Porque fazendo aprendemos e fixamos o aprendizado com muito mais eficiência. Então mãos a obra!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Calma - Paciência - Persistência - Equilíbrio


As palavras que devem reger os seus atos e atitudes quando se gosta de alguém são a calma, paciência, persistência e equilíbrio. Eu sei que dá vontade de imediatamente ir falando uma série de coisas, mostrando logo a que veio e o que quer, e por mais que estejamos nutridos de excelentes intenções, é de fundamental importância que sim, tenhamos muita calma se não quisermos estragar aquilo que poderia vir a ser uma linda história antes mesmo que ela comece.

A calma em seu sentido literal que conota a ausência de agitação, tranquilidade. E conseguirmos acalentar nossos ânimos e transpor isso em atitudes mostra segurança, e segurança é algo que uma pessoa madura e racional espera de outrem. Aventureiros procuram aventureiros, ou algumas vezes aventureiros procuram por pessoais calmas para poderem colocar sua vida num eixo um tanto menos turbulento. E o fato de ser calmo não quer dizer que você tenha que ser uma pessoa que não oferece emoção, precisamos ter calma na hora de nos manifestar quanto ao que sentimos e queremos, para não assustarmos ninguém e colocar tudo a perder, essa calma precisa nos deixar sóbrios quanto a nossa postura e conduta, mas lembre, não deixe a calma te transformar numa pessoa fria demais, amorfa, sem iniciativa e fada a rotina.

Já a paciência precisa ser aquela que você vai usar para não se precipitar, não colocar “a carroça na frente dos burros” e nem querer dar o segundo passo antes do primeiro. Como já citamos nesse mesmo texto, para não estragar uma historia antes de seu começo precisamos deixar aquele que é o melhor condutor e conselheiro agir. O tempo. Sim o tempo é o único capaz de ajudar de forma perfeita na condução do comportamento, atitude e rumos de qualquer relacionamento. O tempo é quem vai nos dizer os momentos certos de avançar, recuar, agir ou simplesmente esperar, esse é o motivo pelo qual devemos exercitar e tentar desenvolver esse dom (sim, eu acredito que a paciência é um dom). Quem nasceu com dom da paciência sabe usá-la de maneira perfeita, mas quem não a tem de desde o nascituro pode sim adquiri-la, confesso que é difícil, e em alguns casos beira o impossível, mas sim há como desenvolvê-la. Prometo que em breve coloco um texto citando a minha experiência com o desenvolvimento da paciência, estou trabalhando-a e está evoluindo, aos poucos, mas está.

Por fim falando sobre persistência e equilíbrio, e os deixei por último não por acaso. O equilíbrio pra mim serve principalmente para uma coisa em específico (com bem mais importância do que para outras coisas), nos fazer aprender a ouvir, esse também é um comportamento que precisamos desenvolver (ainda mais quando falamos bastante, como eu), se queremos um relacionamento que traga mais momentos felizes do que tristes então precisamos conhecer a pessoa que amamos, e escutá-la é um belo começo. O equilíbrio entra no sentido mais frio e analítico que se pode imaginar, porque quando começamos a conhecer profundamente uma pessoa, descobrimos suas falhas, seus problemas, suas esquisitices e suas opiniões conflitantes com a que temos, é nesse momento que precisamos aprender a avaliar se o que a pessoa nos oferece de bom, é suficientemente melhor do que os defeitos que ela traz, pra sabermos se vale a pena cultivar por ela o mais nobre dos sentimentos, o amor, que tem uma linha muito tênue entre nos deixar extremamente feliz ou extremamente desapontados.

Pode parecer forte usar termos como “analisar friamente” ou “avaliar” quando estamos falando de um sentimento tão emocional quanto o amor, mas se nós mostrarmos maturidade suficiente pra desenvolver essas analises de maneira tranquila, calma e racional, transmitimos segurança, que é exatamente o que uma pessoa que “vale a pena” merece e espera de você. Então reflita sobre isso, se você quer entregar seu melhor para alguém que ama ou está aprendendo a amar então a (o) escute, a (o) conheça, pense naquilo que você vai receber no que você está disposto a entregar, se levando isso tudo em conta você decidir que essa é uma pessoa que pode te oferecer a reciprocidade que você necessita receber então não se prive, nem deixe de tentar, pode ser que mesmo assim dê errado, ou dure pouco, mas se isso acontecer, você terá a plena consciência de que fez o certo, que jogou limpo e principalmente, que tem amor próprio. Acredite dificilmente alguém vá amar uma pessoa que não se ama.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Raciocínio irracional


Ontem eu estava conversando a respeito da proporcionalidade de dar e receber amor, carinho e sentimentos reciprocamente com alguém que julgamos especial.

Pois bem, existe uma irracionalidade famigerada que me levou a concluir que hoje em dia pra podermos ser verdadeiramente felizes em um relacionamento a nossa entrega tem que ser inversamente proporcional ao quanto gostamos da pessoa. Como eu falei, sim é um pensamento irracional e com tendências auto-sabotadoras, mas vamos parar pra refletir um pouco a respeito e digam se concordam ou não.

Quando gostamos verdadeiramente de alguém tendemos a baixar nossa guarda, nos entregar sem restrições e ficamos até meio bobos, pensando mil coisas que poderíamos fazer para proporcionar um pouco de sorrisos e alegrias a quem amamos. Isso tudo porque, intrinsecamente queremos é reciprocidade, por mais que falemos que quando amamos não esperamos nada em troca, e isso de fato pode ser verdade, sabemos que lá no fundo queremos que essa pessoa devolva pra você o mesmo sentimento em atitudes que vão nos proporcionar entender que somos amados de igual forma. Não quer dizer que precisemos receber exatamente os mesmos gestos que damos, até porque o ser humano é diferente entre si mesmo semelhante, e por isso cada um age de uma forma, mas sim, esperamos receber a mesma intensidade de sentimento.

E é exatamente nesse contexto que mora o perigo, se não tomamos cuidado em equilibrar as ações e atitudes, acabamos por nos tornar chatos, grudentos, sufocamos a pessoa que amamos e acabamos munindo quem amamos de ressentimentos a nosso respeito, e fazemos nascer no coração daquela pessoa que só queremos o bem, um asco, mesmo que conscientemente ela queira ter amar, o seu subconsciente anseia por um pouco de espaço, e a faz enjoar de você, a não gostar mais tanto assim dos seus mimos e agrados, e acaba tentando se afastar aos poucos.

Outro fato importante é que nenhum relacionamento sobrevive sem um pouco de saudade, sem que a pessoa não fique com aquela vontade de ver o outro, para matar a saudade, dar um abraço apertado, perguntar como as coisas tem ido, novidade sabe, os relacionamentos mais saudáveis que eu já assisti foram relacionamentos que viviam em novidade.

Se quisermos receber amor, carinho e entrega precisamos estimular esse desejo na pessoa, e acredite, nada fortalece mais o calor de uma relação do que o desejo de conquistar, ou reconquistar a pessoa todos os dias. A partir do momento que ela perceber que não precisa mais te reconquistar, chamar sua atenção ou lhe ser recíproca para receber sempre mais, as coisas inevitavelmente vão começar a esfriar e o afastamento vai ser tornar uma questão de tempo. Ainda mais se tratando dos tempos mais atuais onde o divorcio e a separação são de fácil execução, antigamente quando um relacionamento se tornava frigido e insosso o casal permanecia junto muito mais por imposição da família e da sociedade do que por vontade própria, mas atualmente isso acontece de maneira bem menos complicada, por isso devemos cuidar com ainda mais atenção, dedicação e inteligência de quem amamos.

Quando falamos sobre atitudes que tomamos quando não gostamos tanto assim de alguém entra o outro lado irracional do assunto tratado aqui. Em alguns momentos da nossa vida acabamos por dar chances a pessoas de quem não gostamos tanto assim, porque estamos sozinhos, carentes, porque embora não gostemos, achamos a pessoa interessante e pensamos que, quem sabe esse nosso lado que não a acha dispensável acaba nos fazendo gostar, e tentamos. Mas se o amor não nasce, e não começam a surgir sentimentos verdadeiramente especiais, começamos a ter atitudes que, embora pareçam coisas normais, elas se tornam atitudes frias e desprovidas de carinho uma vez que quem as recebe é que está esperando algo mais, e ao invés disso afastar a pessoa, pelo contrário, vai a deixando cada vez mais interessada e mais próxima a você. Um pouco por amor próprio, pela pessoa ser orgulhosa e não admitir não ser interessante, um pouco por birra mesmo, por ela achar que vai conseguir te dobrar e despertar sentimentos em você, ou às vezes por falta de amor próprio, por carência exacerbada, por teimosia... Enfim, isso não importa tanto assim, o que importa é que geralmente quando tentamos nos afastar de alguém, quando não fazemos isso falando com clareza, sendo direto e transparente, causamos o efeito contrario, deixamos o tempo passar, e quando vamos tentar concertar já é tarde demais, somos rotulados como frios, cruéis e insensíveis.

A conclusão que eu tiro desse bla bla bla todo é que, nada me faz acreditar que não vale a pena ser transparente, absolutamente nada me convence de que mentir é um bom caminho a se seguir. E mulheres, uma dica importante pra vocês, homem não sabe ler as entrelinhas, homem tem dificuldades extremas em escutar uma coisa e deduzir outra, geralmente processamos não quando escutamos não, e processamos sim quando escutamos sim, simples assim. Então vai a dica para ambos os sexos, sejam transparentes, sejam verdadeiros, aproveitem o lado bom do amor, colham bons frutos dos seus relacionamentos, plantem boas sementes, sejam simplistas e aprendam a valorizar as coisas simples da vida, as chances de você ter um amor verdadeiro são grandes.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

If i Fell...


Desejo um fim de semana apaixonante a todos! Prestem atenção na letra dessa canção, emocionante, forte, intensa, tocante.

Ótimo fim de semana amores!

Peguei essa musica na time line do Facebook do meu brother Pedro Henrique do Nascimento

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Conselhos para 2013

Um dos clichês mais famosos que existem nos diz que se conselho fosse bom não se dava, e sim vendia. E geralmente quem o fala dá o conselho mesmo assim. Pois é assim que eu começo o primeiro post de 2013, tentando fazer com que as boas e más experiências de 2012 nos sirvam como lições valiosas para que nesse ano erremos menos, aproveitemos melhor nossas oportunidades e saibamos traçar com mais clareza o que queremos.

O primeiro conselho de um homem romântico vocês imaginam o que deva ser não é? Sim, deixe o amor entrar na sua vida, tenha um romance, não precisa ser necessariamente com um terceiro, mas ame. Ame sua profissão, ame suas ocupações, ame suas leituras, ame sua própria vida, seu corpo, sua mente, seus animais de estimação, sua família, sua casa, ame alguém que te ama de volta, dê e receba amor. Quando estamos amando corremos o risco de ficarmos mais vulneráveis sim, mas ao mesmo tempo enxergamos as vida com mais leveza, com menos malícia, com menos maledicência, com mais cores e mais poesia, isso nos faz raciocinar melhor, nos torna mais produtivos e menos estressados. Então ame e se deixe amar nesse ano.

O segundo conselho diz respeito as relações de confiança que podemos e devemos estabelecer. A vida de uma maneira ou de outra sempre nos ensina o quanto podemos ou devemos confiar nas pessoas ao nosso redor. Quando estamos dando um voto de confiança pra alguém temos que cuidar um cuidado sobre humano para não nos permitir ser levados apenas pela emoção. Palavras bonitas e um discurso afinado tem sua eficiência comprovada, mas quando decidirmos confiar em alguém precisamos ser cautelosos, quem já sofreu com decepções (especialmente de quem amava muito) vai entender perfeitamente o que estou querendo dizer. Isso também não quer dizer que você não possa ou não deva mais confiar em ninguém, pelo contrário, se permita aproximar de pessoas que podem anular seus traumas, com cautela, sim, mas não deixe passar as oportunidades que a vida lhe der, pode ser que você conheça o amor de sua vida nos próximos meses ou dias.

O terceiro e último conselho que eu deixo é que voc~es tenham objetivos muito claros em suas vidas, e lutem para alcança-los com todas as suas forças, defenda-os como uma mãe defende seus filhos, não se corrompa, não esmoreça, não desanime (porque você vai encontrar no meio do caminho muitos motivos pra isso) fixe teus olhos onde você quer chegar e ande, corra, escale, lute, insista, persista, você vai ter pequenos tropeços e vai cogitar a hipótese de desistir, e geralmente isso acontece quando se está muito perto de chegar. Então pense nisso, se você pensar em desistir é porque está mais próximo que nunca de chegar lá, então se reerga e continue. O prazer da vitória nos faz sentir que valeu a pena cada pedra , cada espinho e cada dificuldade encontrada no caminho. Se deixe sentir o gostinho da vitória, e que 2013 seja o seu ano, o nosso ano! Que sejamos felizes!

Feliz 2013 românticos!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desabafo - leia se tiver paciência


Às vezes me sinto brincando de gato e rato, onde sou aquele gato burro, que tem os melhores planos, as melhores estratégias, o melhor método e a pior eficiência. Sim porque tenho me convencido cada vez mais que, quanto mais tentamos aprender sobre as coisas do coração, menos elas se mostram claras pra nós.

E a despeito de eu ter vivido tantas situações embaraçosas durante 2012, o ano está terminando bem longe da sensação de “finalmente aprendi a lição”. Muito pelo contrário! A sensação é de que estou cada vez mais longe de ter aprendido algo que me de inteligência emocional suficiente pra conduzir um relacionamento proporcionando tranquilidade, equilíbrio, segurança e cumplicidade.

Não eu não me tornei uma pessoa fria e sem sentimentos, sinto meu coração em um turbilhão de sensações que têm me feito querer amar mais, querer mais desejar mais, querer alguém, querer cuidar de alguém, mas eu falava para minha irmã dia desses, que tenho a sensação de que perdi completamente o “time” de tudo que diz respeito às etapas desde o conhecer até as ultimas consequências que se pode chegar.

Quem sabe foi por causa do meu divorcio (há 3 anos e pouco atrás) ou por causa do meu último namoro, situações onde vivi o céu e o inferno, onde amei muito, onde fui muito amado, onde sofri muito, onde também fiz sofrer, e ter passado por duas experiências tão significativas em minha trajetória recente quem sabe me tenha feito querer pular certas etapas, e são essas justamente as etapas que eu mais gosto! Confuso não acha? É, eu também.

Essa coisa do conhecer, descobrir quem é a pessoa, primeiro entender quem ela é pra depois deixar seu coração ser tomado por um sentimento tem acontecido completamente fora de ordem comigo, e eu acredito em alguns fatores que têm feito isso acontecer sempre, tal como um ciclo vicioso. Primeiro deles, eu sou uma pessoa que dificilmente fará outrem olhar pra mim e ficar sem ar, embora eu não seja deformado, eu estou pouco acima do meu peso, e mesmo tendo emagrecido 36 kg nos últimos 10 meses eu ainda tenho quase 20 kg pra eliminar, e por mais que a maioria das mulheres não admita isso, todos sabem que homem gordinho é como pantufa, é até gostosinho de usar em casa, mas da uma vergonha de andar na rua que só. Tudo bem, isso não é regra, parece exagero demais, bla bla bla... Já sei disso, mas eu vejo nos olhos da pessoa quando isso acontece.

Outro motivo que tem influenciado isso é o meu talento inquestionável e quase que extraordinário de me tornar amigo de pessoas de quem começo a gostar, isso é um fator que complica muito minha vida. Vou explicar passo a passo. Eu olho alguém, me interesso por esse alguém, sou apresentado a esse alguém por um amigo ou por forças das circunstâncias, tento uma aproximação, começo a conversar sobre assuntos diversos e dos mais variados (e quem me conhece sabe que converso sobre absolutamente tudo) a pessoa começa a gostar da minha cia porque eu não sou raso, sou bem humorado, a faço rir, conto a minha vida e abro margem par ela lhe contar a sua, ai quando ela começa a abrir seu coração pra mim já é contando que está sofrendo pelo ex, ou que ainda não se livrou de ressentimentos antigos, e que adora a minha cia e por isso se sente a vontade em conversar comigo, e ai eu já perdi o “time” outra vez e com isso a chance de ter alguma coisa com ela alem de amizade, porque quando eu falo que gosto ai ela já me fala que não consegue me enxergar com esses olhos, que achava que eu também só a via como amigo se decepciona comigo, mas mesmo assim fala que nada vai mudar, e fica fria, ou some, ou não me responde, ou começa a ter conversas monossilábicas comigo.

Uma preocupação que sempre tive desde a minha adolescência foi de não ser uma pessoa rasa e superficial, enfiei a cara nos estudos, cursos, faculdades e pós pra poder aprender, ter conteúdo, bagagem, cultura, ter o que conversar, não ser uma pessoa que não sabe o que oferecer ou alguém com quem não dá pra conversar por mais de 5 minutos, e isso que deveria ser um diferencial tem me atrapalhado muito, porque quase 100% das mulheres que tenho conhecido já têm um pré-conceito formado em sua cabeça de que homem é isso ou aquilo,e pouco importa se essa pessoa que está ali na sua frente, tendo coragem de se abrir, se declarar e falar pra você o que sente, passou por uma história de vida diferente ou não, pouco importa seu passado, o que você já fez, o que te fez ser como é, o que você aprendeu com seus pais, com sua família, com a vida, porque mesmo que você tenha vivido em marte, homem é tudo igual, e nada é capaz de tirar da cabeça de uma mulher magoada que o próximo só quer brincar som seu sentimento assim como aquele FDP do seu ex fez contigo. Por isso ela não se permite uma chance de voltar a amar, especialmente quando essa pessoa, que está a sua frente se declarando, é sincera (eu no caso), quando a pessoa, sem rodeios nem intermediários, fala o que quer e sente, nesse momento surge aqueles pensamentos e ressentimentos falando ao seu ouvido de forma demoníaca que “está me pressionando”, “deixe as coisas fluírem naturalmente”,” deixa o tempo fazer”, “não vamos forçar uma mudança no curso natural das coisas” ou todo esse mimimi parecido com isso.

Eu confesso que sei que assusto quando falo o que sinto, isso porque eu não sei mergulhar só com os braços, ou eu mergulho até o fundo ou eu nem chego perto da borda, quem convive comigo no teatro sabe do que to falando, e o Raphael Basso do teatro é o mesmo Raphael Basso do sentimento, não existem duas pessoas aqui dentro, o que existe é um ser, que não consegue se entregar pela metade, que não sabe fazer rodeios, e que cansou de escutar que é a pessoa certa na hora errada, que cansou de ser o amiguinho de todos e todos os dias voltar pra casa sozinho, não ter pra quem ligar, não ter alguém pra dividir o resto da noite, não ter pra quem fazer um jantar especial, não ter alguém pra dizer um boa noite sussurrando, com os olhos quase fechados e escutar um “boa noite, eu te amo” e dormir sorrindo. Sim, eu cansei de conversas monossilábicas, cansei de enviar sms e não ter resposta, cansei de correr atrás, cansei de ser tratado com indiferença quando na é esse o tratamento que eu dou, cansei de tentar amar alguém, cansei de procurar. Eu estou escrevendo isso chorando muito, porque toda vez que eu converso sobre isso com qualquer amiga ou amigo meu escuto que eu não tenho que mudar, que tenho que ser como sou porque essa e a minha beleza e bla bla bla, só que mesmo que eu conte o que passo, ninguém sente o que to sentido agora, ninguém sabe o quanto ta pesando cada lagrima que ta escorrendo. E tudo isso porque eu não consegui olhar nos olhos de ninguém esse ano, dizer “eu te amo” e escutar o mesmo “eu te amo” com a mesma intensidade, verdade e reciprocidade.

Tudo bem, não tem como mandar no coração de ninguém, não tem como interferirmos no que alguém sente ou deixa de sentir, e eu sei que das chances que tive de me relacionar com alguém esse ano, todas se desfizeram por minha culpa, porque eu assusto, porque eu falo, porque eu não escondo o que sinto, e isso tem suas consequências e elas na maioria das vezes não são como queríamos (no meu caso nenhuma).  Mas será que estou tão errado assim em querer dividir com alguém as alegrias que estou tendo nos outros aspectos da minha vida esse ano? Será que é querer muito ter alguém que caminhe comigo, lado alado, me dando força quando eu preciso, ou só falando “meu amor, estou aqui, conte comigo”? É pedir muito isso? Pois estou começando a achar isso uma missão quase impossível. To virando PhD na arte de querer quem não me quer.

Há algum tempo atrás, uma amiga muito especial que eu tenho me disse que eu tenho que ter um caso de amor com minha vida e me apaixonar pela arte que há em mim, eu não sei por que ainda insisti em não dar ouvidos a esse conselho, era o que eu deveria estar fazendo há tempos, mas a sensação de chegar todos os dias em casa e não ter alguém com quem dividir minhas agruras da vida cotidiana me faz muita falta. Esse sou eu, infelizmente nem tão forte ou tão sábio quanto eu precisaria ser.

Quero terminar esse texto pedindo desculpas, se você conseguiu ler até aqui obrigado por aguentar as pentelhações desse bonachão aqui, mas eu precisava mesmo desabafar. E se você leu, me faz um favor, me manda uma mensagem, pode ser aqui nos comentário, ou no face, ou por sms ou no twt onde você quiser, mas me fala em uma frase o que te deu vontade de falar pra mim lendo esse monte de mimimi, se eu não receber mensagem nenhuma não tem problema, hoje eu exercitei minha capacidade de ser prolixo exaustivamente. Mas se leu até aqui me da um sinal. E obrigado!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Amores e Reencontros


Quando começa a tocar aquela musica, você está olhando fixamente para a foto daquela pessoa que te faz voltar a sentir calafrios, aqueles que pulsam em um lugar sobre seu diafragma e fazem todo o seu peito palpitar. Sim, essa mesma sensação que você reencontrou depois de anos, depois de achar que não seria mais capaz de voltar a ter sentimentos puros, depois de você quase ter perdido a fé no ser humano, no ser que te faz amar e depois te vira as costas e te faz sentir essas palpitações já citadas só que de outra maneira, em uma batida dolorosa, que palpita machucando seu peito.

Reencontrar o sentimento que te faz sorrir a toa, reencontrar aquele motivo simples que te faz suspirar no meio do dia, naquele momento em que você está concentrado em outra coisa, e a imagem daquele sorriso e o gosto gostoso daquele beijo roubado passam de relance pela sua fronte, e a gente para o que está fazendo e suspira, com aquele sorriso discreto no canto da boca, nossa boca, que nos faz lembrar daquele gosto suave, o gosto do beijo que você roubou e quando chegou em casa tratou de passar o rosto sobre seu travesseiro pra ver que aquele cheiro ficava por ali, pra voe dormir com aquela lembrança.

Quando toca aquela musica que te faz parar tudo que está fazendo e começar a escrever, e durante esse momento em que você lembra das sensações, da textura do toque, do sorriso fácil e daqueles olhos, AHHH aqueles olhos que eu tenho vontade de olhar durante horas a fil, aqueles olhos por onde tenho vontade de entrar e desvendar cada mistério, descobrir seus segredos e embarcar no mundo que ele enxerga. Ahhh aqueles olhos que me fazem ir dormir e acordar pensando quanto tempo vai levar pra eu poder vê-los, pra eu poder perceber que eles olham pra mim com a mesma vontade, e com a mesma certeza.

Uma musica que me traz sentimentos e sensações de reencontros, ou um simples encontro, aquele mesmo que é capaz de fazer você parar de enxergar tudo que está a sua volta, aquele que faz você se imaginar dentro de um filme, a musica que faz você imaginar a cena do reencontro escutando a musica, a musica... ah musica, arma poderosa que tem o dom de nos fazer fechar os olhos e embarcar pra longe, pros braços da dona daquele gosto gostoso e daqueles olhos, que você quer rever, qu você quer tocar, que você quer sentir, que você quer simplesmente amar.

E pra quem quer saber, a musica que eu escutava no momento que escrevia esse texto a musica está nesse link http://www.youtube.com/watch?v=lrF814OnFQ4&feature=plcp , e a pessoa que me inspirou foi a primeira a ler esse texto. de quem eu ouvi um suave e encantador " não sei o que dizer ...  foi lindo " . Te amo viu

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Seduce my mind and you can have my body! But not...


Seria lindo se fosse essa a sequência lógica de uma conquista, mas tenho presenciado cada vez mais paixonites por acéfalos do que em outros tempos nem tão distantes assim. A impressão que tenho é que a inteligência, boa educação, cordialidade e todos os outros atributos parecidos têm se tornado sinônimo de propensão a um relacionamento chato, cheio de cobranças, muito racionalismo e pouco sentimento.

Um sentimento forte que pode ganhar corpo e se tornar ainda mais intenso, uma vez que se tenha uma convivência harmônica, coesa, em que ambos possam expressar sua opinião e debaterem a respeito de qualquer assunto sem que isso cause algum tipo de desconforto ou acusação (porque duas pessoas inteligentes saberiam fazer isso sem nenhum tipo de crise de ciúmes, ou insinuações maldosas e desnecessárias), tem dado lugar ao frenesi do instinto mais selvagem que o ser humano pode ter, em querer apenas ter alguns momentos de intimidade e depois simplesmente virar as costas para ela sem o menor pudor por si mesmo e pelo outro. Como se o homem (ser humano) fosse um ser irracional, desprovido de sentimento, pensamento ou qualquer outra coisa assim.

Se a aparência física for interessante pouco importa o que tem por dentro, por mais retrógrado que possa parecer esse comentário, é uma realidade da qual eu sinceramente estou farto.  Parece que deixou de ser bom você ser inteligente, ter senso de humor, mostrar que tem opinião própria sobre assuntos alhures. Parece que o que mais importa hoje em um relacionamento é só um bom sexo de vez em quando, pouco contato durante a semana, seja pessoalmente ou por telefone (pra evitar a rotina) pouca conversa, e uma certa dose de adrenalina, de fazer coisas inusitadas, e até mesmo proibidas. Acho válido, mas isso tudo perde o sentido quando o único assunto que se aborda é o porque  que você tá de papo com a fulana no facebook, ou porque você fica olhando pra beltrana quando ela está por perto, e qualquer outra futilidade relacionada a falta do que conversar com a pessoa.

Isso acontece porque a nossa geração desenvolveu um mecanismo curioso de relacionamento, 8 ou 80 literalmente, ou casa rápido ou simplesmente se fecha para relacionamentos de verdade. É óbvio que toda generalização é burra e o que vou falar aqui não se aplica a muita gente, mas eu tenho visto aos baldes pessoas que deixaram de se permitir amar simplesmente porque conheceram um traste, que parecia valer a pena, se envolveram, perderam o relacionamento por motivos diversos e sofreram com isso. Agora me responda com toda a sua sinceridade, desde quando você passou a ter obrigação de acertar sempre em suas escolhas? Outra coisa, o fato de ter errado uma vez quer dizer que você vai errar sempre? Por causa de alguém que te fez sofrer você nunca mais vai deixar alguém se aproximar de você com a intenção de tentar te fazer feliz? E porque você sofreu em um relacionamento quer dizer que você perdeu com isso as chances de ser feliz em toda a sua vida afetiva?

Pois é, todos passamos por experiências que nos fazem amadurecer, e sempre contamos para os outros sobre nossas façanhas e enchemos a boca pra falar o quanto sofremos e fomos fortes  suficiente para sair daquela situação, mas eu mesmo me questiono sobre isso, é realmente força eu me fechar? Minha força consiste no fato de eu abandonar minha coragem e minha ousadia? Nossos pais especialmente sempre nos falam que nos dão conselho porque tem experiência e não querem que a gente sofra o que eles sofreram, mas convenhamos, o que nós queremos contar para nossos filhos? Que demos ouvidos a 100% do que diziam nossos pais e não experimentamos a vida? Não tentamos e por isso não erramos nem acertamos? É isso que queremos? Mostrar para a próxima geração que fomos covardes e assistimos a vida passar diante dos nossos olhos?


Quero encerrar esse texto imaginando que estou olhando dentro dos seus olhos e dizendo pra você, que essa pessoa que agora está pedindo pra entrar na sua vida, provavelmente não tenha nada haver com seu passado, e é ainda mais provável que ela mereça uma chance! Se permita viver, se permita sentir, se permita... se permita! Se deixe apaixonar por alguém com quem você goste de conversar, vai chegar uma hora que é só isso que você vai poder fazer. Tenha suas próprias experiências e as viva intensamente, amanhã vai ser tarde demais.