segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Autocontrole ou Frieza?

Eu acho engraçado quando vamos conversar a respeito de relacionamento com as pessoas, e os assuntos acabam sempre convergindo em torno de conselhos como: se cuide, vá com calma, priorize a sua vida, tome cuidado com decepções dentre tantos outros conselhos um tanto quanto clichê. Ok, os conselhos não são ruins, mas preciso dizer a vocês com toda sinceridade que não há a menor chance de alguém poder tirar conclusões sobre qualquer assunto que ela viva suas próprias experiências.

Eu digo isso com tanta veemência porque estamos falando da vida real, não da ficção. Aqui nesse plano onde vivemos nós precisamos sim experimentar a vida para não vivê-la de maneira frustrada. Hoje em dia convivo com muitas pessoas que na tentativa de serem exemplos de força, autodomínio e essas coisas parecidas com isso, acabam por viver uma vida com relativa frigidez, o medo de se entregar a um amor que você ache que pode ser o amor de sua vida não vai trazer a você se não desconfianças, aquela convivência chata com o “mas se” (mas se eu tivesse tentado, mas se eu tivesse me entregue mais, mas se eu tivesse ousado).

Eu não quero dizer com isso que devemos sair baixando à guarda para qualquer rosto bonito que vemos como já falei no parágrafo anterior, aqui é o mundo real, e você não é uma princesa ou um príncipe da Disney que conheceu alguém hoje, vai fugir de casa com ele (a) e vão se casar e viver felizes para sempre. Se você fugir de casa com alguém que não conhece direito a chance de você viver uma vida instável e cheia de inseguranças é muito maior do que as chances de você ser feliz, mas se você começou a se relacionar com alguém, e esse alguém mexeu com você, te faz ficar ofegante pelo simples fato de estar perto de você, te proporciona mais momentos inesquecíveis do que momentos corriqueiros 9sim, até os amores inesquecíveis têm suas rotinas), então pense se não vale a pena arriscar escrever uma historia com essa pessoa, mas pense por você, viva as suas experiências e tire as suas próprias conclusões.

Uma professora que tive na faculdade sempre falava que “a ocasião é que faz o ladrão”, e eu acredito que esse ditado se aplica a muito mais coisas que isso, você só vai saber se tem chances de ser feliz ao lado de alguém se tentar, você só vai saber se consegue parar de sofrer quando um relacionamento acaba se você tiver um, você só vai saber se tem controle sobre o seu ciúme quando você, entendendo que seu amado (a) tem a vida, deixar que ele a viva estando tranquilo de que você confia nele a ponto de passar mais tempo pensando em como tornar os momentos que vocês têm juntado inesquecíveis do que stalkeando suas redes sociais, pensando “com ele está conversando que não fala comigo a cada 15 min.” ou quando o vê fazendo perguntas do tipo “onde você estava? Com quem? Por quê? Porque demorou?”. O cuidado com quem ama não precisa chegar a extremos desses, se você tem ciúmes a esse ponto lamento te informar que você VAI PERDER QUEM VOCÊ AMA PRA VOCÊ MESMO (A). Mas você só vai saber se tem controle sobre o seu ciúmes se você se entregar a alguém, genuinamente.

No titulo desse texto eu trouxe uma pergunta que tem permeado os meus pensamentos há algum tem já. Autocontrole ou frieza? É correto afirmar que uma pessoa que sabe se controlar é fria? É correto afirmar que uma pessoa fria tem muito mais chances de ser bem sucedida? Eu não sei responder essas perguntas, mas baseado em alguns acontecimentos da minha vida (uns recentes outros nem tanto) posso colocar aqui o meu parecer sobre esse assunto. Vamos lá.
1º - Saber controlar o próprio coração é um talento que quase ninguém tem, algumas acabam desenvolvendo essa habilidade com o passar dos anos, com as tentativas de se relacionar que elas passam, algumas pessoas acabam ficando muito fechadas, escolhem a cia dos amigos, mas passam longe do envolvimento afetivo, especialmente porque não querem passar por novas situações de sofrimento. Numa proporção muito maior que a dessas pessoas, estão aquelas que tentam, se entregam, sofre, choram por dias, mas quando se apaixonam por alguém tenta de novo. Sim! Tem muito mais gente que faz isso do que parece, existem muitas pessoas que se apegam com facilidade, se entregam sem pensar muito, sofrem horrores quando do término independente do motivo que o tenha originado, mas continuam tentando, porque cada vê que se lembra de como é bom amar e ser amado elas tentam reviver com outras pessoas esses bons momentos.


2º - Se você não consegue seguir todos os conselhos dos seus amigos não se sinta culpado, seus amigos verdadeiros querem o seu bem e muitas vezes serão duros co você, te falando a verdade (que sempre dói), mas se você não conseguir levar a ferro e fogo esses conselhos ai vão algumas recomendações: se seu “amigo” se afastar de você por ver você não seguindo o conselho, deixe-o ir, ele não é seu amigo de verdade; nunca se diminua nem julgue-se menor por estar fazendo algo diferente do que ouviu, suas conclusões devem ser tiradas a partir das suas próprias experiências; tome cuidado com os “conselhos” que recebe gente negativa demais, que só pensa no pior e se vende como “o realista” o “racional” tende a se tornar uma pessoas que não serve pra se ter um relacionamento longo, pense que tudo tem que ser equilibrado, a razão e a emoção precisam estar presentes, cada qual em sua dose certa; e mais uma coisa, a vida é uma roda gigante, amanha quem pode estar precisando de ajuda pra resolver suas agruras sentimentais é essa mesma pessoa que parece ser tão forte no que te aconselha.

3º- Quando você for tomar qualquer decisão na sua vida, tente sempre parar e pensar antes de levar isso adiante, tudo tem dois lados, o bônus e o ônus, meça-os! Se pra você se tornar muito bom em algo voe tiver que abrir mão de outro, pense muito bem no que vai escolher, na importância que cada um tem na sua vida. Não existe nada pior do que a sensação de como seria a minha vida se eu tivesse feito assim, assado, se eu tivesse tentado assim ou assado.
E saiba que mesmo que você tenha tomado uma decisão e isso envolva renuncias, você pode estar errado e precisar concertar, sim porque se tivéssemos previsões precisas do nosso futuro não teria tanta graça, até errar é bom algumas vezes, tente não se frustrar tanto com os erros, eles acontecem e são necessários, nos humaniza nos faz lembrar que somos seres humanos e que precisamos nos cuidar e tentar aprender sempre.

Dito isso eu me despeço, e prometo que vou escrever com mais frequência a partir de agora. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Conselhos de um romântico apaixonado para o Dia dos Namorados

Na qualidade de homem romântico eu não poderia deixar passar em branco o dia dos namorados sem escrever nada não é mesmo?

Sou bem sincero em dizer que até bem pouco tempo atrás eu entraria no blog hoje para dar conselhos aos casais apaixonados, ou para falar a respeito de coisas que permearam meu passado, ou até mesmo pra fazer um contraponto a esse clima que está no ar e prestar minhas homenagens as pessoas que estão mais uma vez passando esse dia solteiros. Mas muito melhor que isso tudo eu quero falar a respeito de algo que está acontecendo comigo, no meu coração e na minha vida.

A vida sempre dá um jeito de nos surpreender, e dessa vez ela me agraciou com a possibilidade de começar a escrever uma historia com alguém que, a primeira vez que tive contato, já houve um interesse, mas não uma aproximação de fato. Hoje eu entendo que a não aproximação naquela época foi providencial, haja vista que nossas vidas passavam por situações que provavelmente dificultaria o que tem acontecido agora, e nisso eu pude comprovar que as coisas de fato só acontecem como tem que acontecer, e da maneira que tem que acontecer.

Algum tempo depois tivemos a oportunidade de conversar, e nessa conversa nos conhecermos um pouco mais, e nesse dia eu já pude perceber que sim, ela mexeu mesmo comigo, e me fez voltar a sentir algumas das coisas que pareciam estar adormecidas dentro de mim, sentimentos que eu estava usando apenas para escrever, produzir, fazer arte, enfim eu estava usando pra tudo que diz respeito a felicidade alheia de certa forma, menos para a minha própria felicidade.

Eu até cheguei a questionar por algum momento se valia a pena cultivar tais sentimentos, haja vista que ao fim de grandes amores houveram grandes frustrações, e me machucaram ao ponto de eu quase deixar de acreditar no amor, e eu só digo que quase deixei de acreditar porque, quando a vida resolveu colocar em minha vida alguém para amar, ela o fez da maneira mais singela e mais verdadeira possível.

Hoje meu coração está inflamado, e cheio de um sentimento que nasceu de uma maneira que todas as pessoas deveriam ter a chance de experimentar pelo menos uma vez na vida. Um sentimento que nasce da admiração, do respeito, da confiança e do encanto. Esse sentimento é totalmente diferente daquele que nasce só da atração física ou de meras necessidades fisiológicas, quando nos apaixonamos pelo que a pessoa é, pela sua essência, pelo seu conteúdo, pela sua maneira madura e forte de enxergar a vida, pela sua irreverente seriedade, pela sua paixão pelo que faz, por seus objetivos, é diferente de quando você se aproxima só porque a achou bonita, ou porque ela tem belos olhos, ou porque se enquadra em tolos padrões de beleza.

Essa diferença você só irá notar o dia que se deixar envolver com alguém pelo motivo certo, não pelas futilidades apresentadas pela mídia nem as superficialidades da sociedade atual, quando nos damos conta que muito mais importante que um corpo bonito é uma cabeça que pensa, é o caráter, a capacidade de pensar e tirar suas próprias conclusões, ai sim desenvolvemos uma admiração e atração pelo motivo certo. E quando damos a sorte de encontrar esse conteúdo admirável em uma pessoa  que também é linda, aí temos mais motivos para agradecer a Deus e a vida por ter nos dado uma chance de sermos felizes genuinamente.

Somente quando isso acontece é que algumas coisas passam a fazer sentido, e sim, só vai entender de fato sobre o que estou falando quem já teve ou está tendo a chance de amar e ser amado por alguém que reúne esses atributos que citei.


Então, se tem um conselho que um homem romântico pode deixar nesse dia dos namorados é: “Mis do que procurar uma pessoa que agrade os seus olhos, procure alguém que agrade o seu intelecto e o seu coração”. Só assim você vai ter a chance de experimentar o amor em su mais pura essência. Feliz dia dos namorados a todos os corações apaixonados.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Encaixe

Muitos estudantes de campos que envolvem as ciências exatas, quando elaborando seu projeto ou qualquer outra coisa do gênero buscam uma coesão simétrica e perfeita entre os elementos utilizados no mesmo, sendo um pouco mais simplista, buscam um encaixe perfeito.

Que não precisa ser necessariamente o encaixe de uma engrenagem ou de um mecanismo em especifico, pode ser um encaixe relacionado a decoração, cores utilizadas, plantas, pequenos objetos, ornamentos enfim, aquilo que quando qualquer pessoa olhar vai ter admiração e vai perceber facilmente que houve um encaixe.

Isso geralmente é percebido através de detalhes, e algumas pessoas que não tem sensibilidade para notar tais detalhes mesmo assim quando olham o “projeto finalizado” comentam que tem algo diferente, que chama atenção, mesmo que não saibam precisar com detalhes o que exatamente foi feito de tão bom.

Quando traçamos esse paralelo com os relacionamentos afetivos que o ser humano vive ao longo de toda a sua vida, eles se assemelham em muito aos projetos. Eles merecem e precisam de tanto estudo quanto qualquer outra coisa relacionada as ciências exatas, etc, porque disso dependemos para sermos felizes plenamente.

Em algum momento você vai perceber que a vida te proporcionou conhecer alguém que se encaixe contigo, com quem você goste de passar horas conversando, com quem você compartilhe emoções, sentimentos, afeição, anseios, projetos, sonhos... aquela pessoa que vai te dar um beijo com o qual você vai ficar dias fechando os olhos em N momentos do deu dia pra ver se consegue por um momento lembrar da textura daqueles lábios, do aroma que surgiu dos seus lábios se acariciando, do abraço e da mistura do perfume que ambos usam, aquilo que é só de vocês, aquilo que te fez abrir os olhos depois do beijo e dizer: “Nossa, encaixou perfeitamente”.

Quando a vida te proporcionar algo assim não tenha medo de tomar fazer o que for preciso pra viver esse “encaixe”, mesmo que isso implique em você tomar decisões relativamente difíceis, mesmo que isso exija de você uma postura que é até um tanto incompreendida pelo seus amigos e pessoas próximas a você. Nunca tenha medo e nem se prive de viver um sentimento forte. Porque quando você perceber que houve esse encaixe, você vai ter chances de viver algo lindo, que te proporcione momentos inesquecíveis.



Mesmo que esses momentos sejam tão simples quanto ficar conversado dentro de um carro por horas, mesmo que esse momento seja você ficar sentado no sofá da casa de alguns amigos que beberam e te trolaram tanto que você não conseguia parar de rir, mesmo que esse momento seja você simplesmente acordar de manhã e olhar no seu celular uma mensagem dizendo Bom dia amor com um smile de um “panda” no fim da mensagem (porque a pessoa sabe que vc não dorme direito faz dias), esses simples momentos são capaz de te despertar o mais singelo suspiro, pelo simples fato de você lembrar que sim, tudo se encaixou.         Não desperdice sua chance de ser feliz!

sábado, 20 de abril de 2013

Tão perto e tão longe ...


Dia desses me fizeram uma pergunta e confesso que me bati pra responder, me perguntaram o que é e o que significa o amor para mim. Eu não imaginava que teria dificuldades pra responder essa pergunta justamente pelo fato de minha vida toda ter sido em torno desse nobre sentimento.

Eu respondi que hoje o amor pra mim é algo que está tão perto e tão longe ao mesmo tempo, tenho vivido alguns amores em minha vida, amores familiares, amores com amigos (o qual eu ainda não havia experimentado com essa profundidade), mas o amor entre um casal tem se tornado algo cada vez mais utópico pra mim. Respondi justamente isso, que o bom do sentimento tem estado tão perto e tão longe ao mesmo tempo, eu nunca tive um momento em minha vida em que tivesse feito tanto por mim mesmo como tem sido ultimamente, e com isso eu imaginava que me tornaria uma pessoa mais interessante pra conquistar quem eu gosto, mas tenho observado algo completamente diferente.

Sim, existem pessoas que demonstram interesse por mim, e de forma alguma quero falar isso com a intenção de me promover o qualquer coisa semelhante, eu fico muito triste pelo fato de serem pessoas quem eu não escolhi, e eu não tenho dado chance de viver um amor com uma dessas pessoas porque, estar com alguém pensando em outra pessoa é algo pra mim totalmente repugnante, repreensível e desonesto. E eu não consigo me entregar plenamente enquanto não tirar isso da minha cabeça, enquanto não conseguir olhar para essa pessoa sem me desmontar, enquanto eu não conseguir parar de contar que faz mais de 230 dias ininterruptos que eu não feche os olhos e não veja seu rosto nitidamente em meus pensamentos, na esperança de acontecer algo que eu já tive inúmeras provas de que não irá acontecer.

Tão perto de mim estão algumas das mais sinceras e verdadeiras formas do amor, a amizade que tenho cultivados com algumas pessoas, o bem que minha família me faz (mesmo que volta e meia role alguns conflitos, família é sempre família e eu os amo incondicionalmente, e sinto o mesmo deles) o muito obrigado que escuto quando me pedem um conselho, quando pedem minha ajuda, ou quando alguém reconhece o que eu faço voluntariamente das formas mais simples e mais belas. Isso tem preenchido um bom pedaço do meu coração de maneira incrível, e eu espero que isso nunca mais acabe.

Mas tão longe de mim tem estado o amor da maneira que eu mais sinto falta. Aquele que faz a pessoa te mandar uma mensagem as 3 da manha dizendo “amanha quando você acordar quero que a primeira coisa que você pense seja no quanto te amo, ficarei aqui imaginando seu sorriso ao ler essa mensagem, beijo” ou aquele que me faz enviar um buque de flores num dia e horário qualquer com um cartão dizendo “eu não preciso de uma ocasião especial pra demonstrar o quanto te amo” e depois disso receber uma ligação apaixonada de alguém que está com aquele sorriso que vem depois do suspiro e te diz quase sussurrando “muito obrigado, eu também te amo”. Aquele amor que a gente sente quando fica contando as horas pra chegar o momento do dia em que iremos nos ver, dar um beijo, um abraço carinhoso, e eu sentar na sua frente e te perguntar como foi seu dia, como você está, E REALMENTE ESCUTAR O QUE VOCÊ ESTÁ DIZENDO (porque sim eu faço isso) e passar ali alguns dos momentos mais singelos e mais alegres que a vida ode oferecer.

Esse amor eu sinto, sinto intensamente, e infelizmente a vida não tem me dado a chance de externá-lo, de utilizá-lo com quem eu quero. Talvez seja isso um fruto que eu esteja colhendo de sementes que plantei no passado, talvez seja fruto de sementes plantadas recentemente, ou talvez eu não esteja sabendo conduzir minhas ações e meus sentimentos, ou talvez não seja nada disso e eu estou completamente equivocado. Sinceramente não sei, e confesso que já desisti de tentar entender, por algum tempo fiquei me perguntando se eu não merecia mais viver esse amor, e até comecei a aceitar a ideia de que irei viver a minha vida sozinho, solitário, escrevendo sobre mas não mais vivendo o amor. Hoje não me questiono mais, a dificuldade de compreender o incompreensível pode nos corroer por dentro e nunca nos levar a conclusão nenhuma.

Hoje quero apenas que a vida não permita que eu perca as formas de amor que estão por perto, quero que o amor com minha família e amigos preencha todos os espaços do meu coração e que a esses que estão perto de mim eu possa entregar genuinamente o que eu tenho de melhor, e que esse melhor seja suficiente para que esses amores não me abandonem, que eu os ame cada dia mais e que eles me amem reciprocamente.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Você merece ter um romântico apaixonado por você?


Sim eu precisava de um motivo pra voltar a escrever. Esse período que passei sem postar nada por aqui confesso que não foi só um apagão de ideias, foi um período em que meu romantismo e minha vontade de amar quase se esvaíram do eu coração, por causa de pessoas, por causa de minha insistência burra em algo que já tive provas mais que suficientes que nunca deixarão de ser exatamente como já são, não que isso seja um problema, pelo contrário, quem colocava o problema era eu, o que não me dá nem o direito de me decepcionar com outrem.

Mas agora minha vontade de escrever voltou, meu desejo de externar o mais nobre dos sentimentos se reacendeu da maneira mais louca e mais inusitada possível, tudo isso porque escutei de uma pessoa por quem nutri há alguns meses uma paixão covardemente não assumida por mim as seguintes palavras: “E o que a gente vai fazer com o que sentimos, vamos sentar em cima deixar acabar?” e desde esse dia tenho vivido de beijos roubados, libido ascendente, desejos manifesto em pequenas oportunidades e muito, muito fogo. Uma ardência que toma conta de todo meu corpo cada vez que paro pra pensar no quanto fui tolo lutando para tentar tirar de mim aquilo que pode ser um dia o único motivo pelo qual sentirei vontade de respirar.

Eu sou péssimo com julgamentos, e o titulo desse texto pode dar a entender que serei didático e contundente ao dizer quem merece ou não ter em sua vida alguém romântico, mas não, não farei isso porque toda generalização é burra, especialmente quando falamos do ser humano, daquele que é tão complexo em sua concepção, tão exclusivo por natureza e tanto deseja inserir-se em grupos para poder facilitar sua definição por parte de quem quer relacionar-se com o mesmo. Mas não vou terminar esse texto sem falar a respeito do que tenho aprendido nesses primeiros meses de 2013.

Quando eu me interesso por alguém, e por essa pessoa começo a cultivar nobres sentimentos, eu tenho a péssima mania de achar que qualquer traço de comportamento benévolo ou cordialidade no tratamento tende a ser uma discreta tentativa de mostrar reciprocidade e que se eu intensificar o que faço, passo a ter chances do sentimento de outrem assemelhar-se ao meu e com isso começarmos a viver uma historia juntos. O que demoro a me dar conta é que ninguém vai ser recíproco a algo que não sabe do que se trata, e que se a pessoa possui o mínimo de educação ela não vai me tratar mau ou ser grosseira comigo, porque não é esse o tratamento que eu dispenso a ninguém, especialmente se estou começando a amar. Outra armadilha que eu armo pra mim mesmo e sempre caio é fazer mil planos sem nem ao menos escutar um sim, ai quando tenho a brilhante ideia de externar meu sentimento a pessoa se assusta, se afasta, tece uma infinidade de elogios a mim e os conclui dizendo que adoraria sentir o mesmo, mas não é o caso no momento.

Eu não tenho se quer o direito de reclamar disso porque é esse o fruto que colho pela semente que planto com minhas próprias ações e falta de “time”. Vocês não imaginam o inferno que passei até conseguir esfriar a cabeça e concluir que quem tem que resolver isso sou eu, e que ninguém mais além de mim tem a menor culpa por eu estar solteiro a mais de um ano (meu recorde acreditem). Passado esse “inferno auto-promovido” eu levantei os olhos e comecei a olhar e volta, e a vida foi tão boa comigo que me deu a chance de reparar um erro, um erro que eu havia cometido há alguns meses com alguém que, se eu não tivesse sido covarde naquela época, eu não teria causado uma turbulência na vida dela agora, mas mesmo causando preocupações homéricas a ela nesse momento, a vida tem me dado a chance de reparar um erro, e amar alguém que merece ser amada por alguém que trate o amor como ele merece ser tratado.

Infelizmente ainda não posso dizer quem é essa pessoa por alguns motivos bem específicos, mas posso dizer com toda segurança que ela merece ter em sua vida alguém romântico, não to dizendo que eu sou esse cara, nem que sou exemplo de alguma coisa, porque não sou, mas se a vida permitir que essa turbulência passe e deixar eu ficar com ela como eu quero, farei tudo que puder pra proporcionar a ela o que de melhor um sentimento tão nobre como o amor pode  trazer. Ela tem feito em mim muito mais do que o despertar de um desejo ou o nascimento de um sentimento, ela tem sido a responsável por eu continuar acreditando que duas pessoas românticas podem se encontrar e podem oferecer reciprocidade sem achar que se tornarão chatas, pegajosas, grudentas, sufocantes ou qualquer outro desses rótulos que ganham aqueles que não têm medo de assumir seu sentimento.

Nós não temos noção do quanto podemos fazer alguém feliz até encontrar alguém que não tem medo de assumir o que sente, e damos a sorte dessa pessoa sentir por nós o mesmo que sentimos por ela. Por isso que eu sou totalmente contra aqueles joguinhos, aquele monte de coisas que precisamos fazer pra despertar o interesse de alguém, que não são nossas, que não tem nosso DNA, nossa assinatura,  que acabam com nossa espontaneidade, que fazem aquele que amamos se interessar por alguém que não existe. Pra mim um relacionamento começa quando um começa a gostar do outro, se aproxima, e mostra quem é, suas qualidades e possivelmente alguns defeitos, se com isso a pessoa também se interessar ai tem chance de acontecer algo, se não, pule fora, porque se você não souber jogar você vai sofrer.


Todas as pessoas que eu conheço e que um dia já se machucaram com o amor nos dão ótimos conselhos, elas são capazes de nos dar um cartilha com os melhores e mais sábios métodos de se conquistar alguém sem se machucar, sendo frio e até um tanto calculista. Mas se seguirmos todos eles deixamos de ser nós mesmos, e com isso perdemos a chance de ter com alguém que gostamos o amor em sua forma mais genuína. Não sou dono de nenhuma verdade, especialmente as verdades sobre o amor, porque verdade absoluta não existe, o que estou escrevendo é baseado no que passei, no que sofri, no que chorei, no que senti, apenas isso.

Quero terminar esse texto dizendo um sincero MUITO OBRIGADO, a essa pessoa que tem trazido sorrisos tão fortes aos meus dias, que tem me feito tão feliz, a quem eu espero entregar esse sentimento da mesma forma que ele tem acontecido em mim. E que o amor nunca morra, que sempre surjam novos motivos para amar e amar mais.

terça-feira, 5 de março de 2013

Poesia de Fernando Pessoa

Olá amores, meu novo texto está quase saindo, antes finalizá-lo e publicá-lo quero mostrar-lhes um poema de Fernando Pessoa que tem servido de inspiração pra mim muitas vezes... Atualmente inclusive !



O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

"Fernando Pessoa"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Coceira de "frieira"


Eu gosto muito de conversar com as pessoas, especialmente com meus amigos porque sempre acabo aprendendo com eles, com o que falo, com o que escuto e com as discussões. Esses últimos dias têm me servido para fazer algumas analogias, e uma delas é a do título desse post.

A maturidade vai nos fazendo ficar cada vez mais receosos em nos entregar a um amor, e se não dosarmos isso direito chega a um ponto em que sentimos saudades de uma paixão ao mesmo tempo que sentimos medo dela. Sim eu também acho isso tudo incoerente, mas todas essas coisas são importantes para a construção do que e quem somos. Precisamos passar por isso, precisamos amar, ser amados, alegrar-nos e até sofrer, sem isso só teremos conselhos furados e palavras vazias.

O amor algumas vezes se torna em nossa vida uma coceira de frieira, é daquela frieira que dá entre os dedos do pé que estou falando (desculpem, não sei o nome científico e nem o nome que se dá em outras regiões do Brasil). Essa coceira é aquela que, quando sentimos vontade de coçar imediatamente pensamos que, se realmente coçarmos, no dia seguinte aquela ferida vai estar maior, mais profunda e dolorida, mas o prazer que sentimos no momento em que estamos coçando, nos faz até esquecer por um momento o quanto estará doendo no dia seguinte, chegamos a fazer aquela cara que nosso cachorrinho faz quando recebe cafuné de tão boa que é.

Quantas vezes nossos relacionamentos não acontecem exatamente assim? Mesmo tendo N motivos para acreditar que aquela pessoa mais cedo ou mais tarde te fará sofrer, você permanece ao seu lado, simplesmente porque o bem que ela te faz naquele momento em que te abraça, te beija, passa por você e te faz sentir seu cheiro, ou simplesmente te telefona ou envia uma mensagem faz você tirar os pés do chão por alguns instantes e se sentir flutuando, de tanta alegria e prazer.

Por mais que você saiba que esse relacionamento é potencialmente prejudicial á sua sanidade e equilíbrio, você o vive. E não estou dizendo que isso está errado, pelo contrário, nossa vida foi feita para ser vivida, precisamos vivê-la, precisamos viver experiências, passar por inúmeras situações para que isso nos ajude a ser pessoas melhores.

É lógico que o desejo daqueles que nos amam, especialmente dos nossos pais, é que sempre sigamos seus sábios (e não estou sendo irônico) conselhos, mas onde estaria a graça da vida se fossemos engessados e algemados em um mundinho perfeito? Errar nos faz fixar muito melhor o aprendizado do que o acerto. Precisamos errar, somos seres humanos e não podemos achar que seremos perfeitos. Não devemos é insistir no erro, isso pode inclusive nos matar, matar nosso corpo e nossa alma (o que eu acho o pior de tudo).

Insistir no erro é o mesmo que cercear o seu próprio direito de sorrir, é tão trágico quanto. Errando ou acertando, tente aprender com as suas experiências, tire o que elas tem de melhor pra lhe oferecer, e viva! Viva intensamente aquilo que é seu, que foi dado a você, e que só você pode fazer ser boa ou ruim. A sua vida!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Homeopatias cotidianas – O amor na dose certa.


Se existisse uma fórmula secreta ou um remédio que pudéssemos tomar e com isso saber como amar e como nos relacionar com outrem, pode apostar que eu seria o primeiro a dividir tal informação, mas também não quero desanimar nem desmotivar ninguém com tal negativa. Os únicos capazes de realmente nos fazerem aprender a amar são a vida e o tempo.

É engraçado quando paramos para pensar que esses dois elementos (se é que assim podemos chamá-los) nos ensinam de forma completamente diferente, cada pessoa têm sua própria noção de tempo e suas próprias lições de vidas, e mesmo que elas apresentem certa semelhança e tenha uma tendência forte de convergir no mesmo objetivo, elas ainda sim guardam suas particularidades quanto ao seu desenho na vida de cada indivíduo.

Esse é apenas um dos fatos que torna o ser humano único e diferente, poderíamos usar um bom pedaço de texto para falar a respeito as outras individualidades alheias, mas vou deixar isso para outro texto. O objeto desse texto é outro, e vamos a ele.

Essa volta que dei foi pra encontrar uma maneira mais simples de falar sobre determinadas atitudes e posturas que devemos ter e tomar quando nos dispomos a entregar e receber algo de alguém. Seja em uma reação afetiva, familiar, amizade ou qualquer outra que seja semelhante. Eu acho que já perdi as contas de quantas vezes repeti aqui no blog o quão acho os excessos prejudiciais, em todos os sentidos, ainda mais agora que estou tendo a oportunidade de dosar as coisas e, pela primeira vez em 28 anos, estou conseguido.

A tentativa de encontrar o equilíbrio das ações pode nos levar a exaustão, e sim, nos faz pensar por muitas vezes que nós nunca conseguiremos fazer  as coisas da maneira certa, mas posso afirmar que vale e muito a pena os exercícios de paciência e persistência, mas só nos damos conta disso quando começamos a desfrutar da reciprocidade e entrega de alguém de fato especial.

Mas vale a pena atentar ao fato de que não podemos exagerar nem pra mais e nem pra menos, esse é o ponto principal desse assunto. Quando nos entregamos demais assustamos, nos precipitamos e desperdiçamos oportunidades ótimas, com pessoas maravilhosas, por aplicarmos doses enormes de sentimento. Por mais que essas grandes doses sejam carregadas de boas intenções e sentimentos nobres, tal exagero causa desconfortos pelo simples fato de fazer a exceção se tornar uma regra. A surpresa, o elogio e o algo mais têm que ser diferencias, para que toda vez que você fizer eles realmente sejam especiais e tenham sentido, por isso que até a rotina tem sua importância num relacionamento, porque a quebra da mesma é sempre um fato que causa renovações de ânimos, sentimentos e propósitos.

Da mesma forma o inverso também se aplica, entrega e atitudes de menos é extremamente prejudicial e desaconselhado quando se deseja um relacionamento longevo, falta de atitudes, de palavras e de reciprocidade geralmente estão associadas com falta de interesse. E se você se expressa pouco por timidez ou por ser uma pessoa retraída então busque formas diferentes, se não consegue falar então faça, se não consegue fazer, escreva, enfim, existem muitas maneiras de  demonstrar o que sente, e se a pessoa que você ama te conhece, ela saberá identificar sua maneira de expressão e vai sim valorizar e ser recíproca (o).

O que não podemos é cometer excessos, não é à toa que nosso corpo e mente foram concebidos da maneira e formato como são, Deus foi muito especifico no que queria quando no fez com 1 boca, dois ouvidos e 4 membros (pernas e braços). Fale pouco, escute pelo menos o dobro do que fala, e faça muito, faça muito mais do que fala ou escuta. Nossas atitudes é que nos dizem quem somos, e nossas atitudes é que nos proporcionam a chance de tentar, acertar, errar e mais importante do que isso, aprender. Porque fazendo aprendemos e fixamos o aprendizado com muito mais eficiência. Então mãos a obra!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Calma - Paciência - Persistência - Equilíbrio


As palavras que devem reger os seus atos e atitudes quando se gosta de alguém são a calma, paciência, persistência e equilíbrio. Eu sei que dá vontade de imediatamente ir falando uma série de coisas, mostrando logo a que veio e o que quer, e por mais que estejamos nutridos de excelentes intenções, é de fundamental importância que sim, tenhamos muita calma se não quisermos estragar aquilo que poderia vir a ser uma linda história antes mesmo que ela comece.

A calma em seu sentido literal que conota a ausência de agitação, tranquilidade. E conseguirmos acalentar nossos ânimos e transpor isso em atitudes mostra segurança, e segurança é algo que uma pessoa madura e racional espera de outrem. Aventureiros procuram aventureiros, ou algumas vezes aventureiros procuram por pessoais calmas para poderem colocar sua vida num eixo um tanto menos turbulento. E o fato de ser calmo não quer dizer que você tenha que ser uma pessoa que não oferece emoção, precisamos ter calma na hora de nos manifestar quanto ao que sentimos e queremos, para não assustarmos ninguém e colocar tudo a perder, essa calma precisa nos deixar sóbrios quanto a nossa postura e conduta, mas lembre, não deixe a calma te transformar numa pessoa fria demais, amorfa, sem iniciativa e fada a rotina.

Já a paciência precisa ser aquela que você vai usar para não se precipitar, não colocar “a carroça na frente dos burros” e nem querer dar o segundo passo antes do primeiro. Como já citamos nesse mesmo texto, para não estragar uma historia antes de seu começo precisamos deixar aquele que é o melhor condutor e conselheiro agir. O tempo. Sim o tempo é o único capaz de ajudar de forma perfeita na condução do comportamento, atitude e rumos de qualquer relacionamento. O tempo é quem vai nos dizer os momentos certos de avançar, recuar, agir ou simplesmente esperar, esse é o motivo pelo qual devemos exercitar e tentar desenvolver esse dom (sim, eu acredito que a paciência é um dom). Quem nasceu com dom da paciência sabe usá-la de maneira perfeita, mas quem não a tem de desde o nascituro pode sim adquiri-la, confesso que é difícil, e em alguns casos beira o impossível, mas sim há como desenvolvê-la. Prometo que em breve coloco um texto citando a minha experiência com o desenvolvimento da paciência, estou trabalhando-a e está evoluindo, aos poucos, mas está.

Por fim falando sobre persistência e equilíbrio, e os deixei por último não por acaso. O equilíbrio pra mim serve principalmente para uma coisa em específico (com bem mais importância do que para outras coisas), nos fazer aprender a ouvir, esse também é um comportamento que precisamos desenvolver (ainda mais quando falamos bastante, como eu), se queremos um relacionamento que traga mais momentos felizes do que tristes então precisamos conhecer a pessoa que amamos, e escutá-la é um belo começo. O equilíbrio entra no sentido mais frio e analítico que se pode imaginar, porque quando começamos a conhecer profundamente uma pessoa, descobrimos suas falhas, seus problemas, suas esquisitices e suas opiniões conflitantes com a que temos, é nesse momento que precisamos aprender a avaliar se o que a pessoa nos oferece de bom, é suficientemente melhor do que os defeitos que ela traz, pra sabermos se vale a pena cultivar por ela o mais nobre dos sentimentos, o amor, que tem uma linha muito tênue entre nos deixar extremamente feliz ou extremamente desapontados.

Pode parecer forte usar termos como “analisar friamente” ou “avaliar” quando estamos falando de um sentimento tão emocional quanto o amor, mas se nós mostrarmos maturidade suficiente pra desenvolver essas analises de maneira tranquila, calma e racional, transmitimos segurança, que é exatamente o que uma pessoa que “vale a pena” merece e espera de você. Então reflita sobre isso, se você quer entregar seu melhor para alguém que ama ou está aprendendo a amar então a (o) escute, a (o) conheça, pense naquilo que você vai receber no que você está disposto a entregar, se levando isso tudo em conta você decidir que essa é uma pessoa que pode te oferecer a reciprocidade que você necessita receber então não se prive, nem deixe de tentar, pode ser que mesmo assim dê errado, ou dure pouco, mas se isso acontecer, você terá a plena consciência de que fez o certo, que jogou limpo e principalmente, que tem amor próprio. Acredite dificilmente alguém vá amar uma pessoa que não se ama.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Raciocínio irracional


Ontem eu estava conversando a respeito da proporcionalidade de dar e receber amor, carinho e sentimentos reciprocamente com alguém que julgamos especial.

Pois bem, existe uma irracionalidade famigerada que me levou a concluir que hoje em dia pra podermos ser verdadeiramente felizes em um relacionamento a nossa entrega tem que ser inversamente proporcional ao quanto gostamos da pessoa. Como eu falei, sim é um pensamento irracional e com tendências auto-sabotadoras, mas vamos parar pra refletir um pouco a respeito e digam se concordam ou não.

Quando gostamos verdadeiramente de alguém tendemos a baixar nossa guarda, nos entregar sem restrições e ficamos até meio bobos, pensando mil coisas que poderíamos fazer para proporcionar um pouco de sorrisos e alegrias a quem amamos. Isso tudo porque, intrinsecamente queremos é reciprocidade, por mais que falemos que quando amamos não esperamos nada em troca, e isso de fato pode ser verdade, sabemos que lá no fundo queremos que essa pessoa devolva pra você o mesmo sentimento em atitudes que vão nos proporcionar entender que somos amados de igual forma. Não quer dizer que precisemos receber exatamente os mesmos gestos que damos, até porque o ser humano é diferente entre si mesmo semelhante, e por isso cada um age de uma forma, mas sim, esperamos receber a mesma intensidade de sentimento.

E é exatamente nesse contexto que mora o perigo, se não tomamos cuidado em equilibrar as ações e atitudes, acabamos por nos tornar chatos, grudentos, sufocamos a pessoa que amamos e acabamos munindo quem amamos de ressentimentos a nosso respeito, e fazemos nascer no coração daquela pessoa que só queremos o bem, um asco, mesmo que conscientemente ela queira ter amar, o seu subconsciente anseia por um pouco de espaço, e a faz enjoar de você, a não gostar mais tanto assim dos seus mimos e agrados, e acaba tentando se afastar aos poucos.

Outro fato importante é que nenhum relacionamento sobrevive sem um pouco de saudade, sem que a pessoa não fique com aquela vontade de ver o outro, para matar a saudade, dar um abraço apertado, perguntar como as coisas tem ido, novidade sabe, os relacionamentos mais saudáveis que eu já assisti foram relacionamentos que viviam em novidade.

Se quisermos receber amor, carinho e entrega precisamos estimular esse desejo na pessoa, e acredite, nada fortalece mais o calor de uma relação do que o desejo de conquistar, ou reconquistar a pessoa todos os dias. A partir do momento que ela perceber que não precisa mais te reconquistar, chamar sua atenção ou lhe ser recíproca para receber sempre mais, as coisas inevitavelmente vão começar a esfriar e o afastamento vai ser tornar uma questão de tempo. Ainda mais se tratando dos tempos mais atuais onde o divorcio e a separação são de fácil execução, antigamente quando um relacionamento se tornava frigido e insosso o casal permanecia junto muito mais por imposição da família e da sociedade do que por vontade própria, mas atualmente isso acontece de maneira bem menos complicada, por isso devemos cuidar com ainda mais atenção, dedicação e inteligência de quem amamos.

Quando falamos sobre atitudes que tomamos quando não gostamos tanto assim de alguém entra o outro lado irracional do assunto tratado aqui. Em alguns momentos da nossa vida acabamos por dar chances a pessoas de quem não gostamos tanto assim, porque estamos sozinhos, carentes, porque embora não gostemos, achamos a pessoa interessante e pensamos que, quem sabe esse nosso lado que não a acha dispensável acaba nos fazendo gostar, e tentamos. Mas se o amor não nasce, e não começam a surgir sentimentos verdadeiramente especiais, começamos a ter atitudes que, embora pareçam coisas normais, elas se tornam atitudes frias e desprovidas de carinho uma vez que quem as recebe é que está esperando algo mais, e ao invés disso afastar a pessoa, pelo contrário, vai a deixando cada vez mais interessada e mais próxima a você. Um pouco por amor próprio, pela pessoa ser orgulhosa e não admitir não ser interessante, um pouco por birra mesmo, por ela achar que vai conseguir te dobrar e despertar sentimentos em você, ou às vezes por falta de amor próprio, por carência exacerbada, por teimosia... Enfim, isso não importa tanto assim, o que importa é que geralmente quando tentamos nos afastar de alguém, quando não fazemos isso falando com clareza, sendo direto e transparente, causamos o efeito contrario, deixamos o tempo passar, e quando vamos tentar concertar já é tarde demais, somos rotulados como frios, cruéis e insensíveis.

A conclusão que eu tiro desse bla bla bla todo é que, nada me faz acreditar que não vale a pena ser transparente, absolutamente nada me convence de que mentir é um bom caminho a se seguir. E mulheres, uma dica importante pra vocês, homem não sabe ler as entrelinhas, homem tem dificuldades extremas em escutar uma coisa e deduzir outra, geralmente processamos não quando escutamos não, e processamos sim quando escutamos sim, simples assim. Então vai a dica para ambos os sexos, sejam transparentes, sejam verdadeiros, aproveitem o lado bom do amor, colham bons frutos dos seus relacionamentos, plantem boas sementes, sejam simplistas e aprendam a valorizar as coisas simples da vida, as chances de você ter um amor verdadeiro são grandes.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

If i Fell...


Desejo um fim de semana apaixonante a todos! Prestem atenção na letra dessa canção, emocionante, forte, intensa, tocante.

Ótimo fim de semana amores!

Peguei essa musica na time line do Facebook do meu brother Pedro Henrique do Nascimento

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Conselhos para 2013

Um dos clichês mais famosos que existem nos diz que se conselho fosse bom não se dava, e sim vendia. E geralmente quem o fala dá o conselho mesmo assim. Pois é assim que eu começo o primeiro post de 2013, tentando fazer com que as boas e más experiências de 2012 nos sirvam como lições valiosas para que nesse ano erremos menos, aproveitemos melhor nossas oportunidades e saibamos traçar com mais clareza o que queremos.

O primeiro conselho de um homem romântico vocês imaginam o que deva ser não é? Sim, deixe o amor entrar na sua vida, tenha um romance, não precisa ser necessariamente com um terceiro, mas ame. Ame sua profissão, ame suas ocupações, ame suas leituras, ame sua própria vida, seu corpo, sua mente, seus animais de estimação, sua família, sua casa, ame alguém que te ama de volta, dê e receba amor. Quando estamos amando corremos o risco de ficarmos mais vulneráveis sim, mas ao mesmo tempo enxergamos as vida com mais leveza, com menos malícia, com menos maledicência, com mais cores e mais poesia, isso nos faz raciocinar melhor, nos torna mais produtivos e menos estressados. Então ame e se deixe amar nesse ano.

O segundo conselho diz respeito as relações de confiança que podemos e devemos estabelecer. A vida de uma maneira ou de outra sempre nos ensina o quanto podemos ou devemos confiar nas pessoas ao nosso redor. Quando estamos dando um voto de confiança pra alguém temos que cuidar um cuidado sobre humano para não nos permitir ser levados apenas pela emoção. Palavras bonitas e um discurso afinado tem sua eficiência comprovada, mas quando decidirmos confiar em alguém precisamos ser cautelosos, quem já sofreu com decepções (especialmente de quem amava muito) vai entender perfeitamente o que estou querendo dizer. Isso também não quer dizer que você não possa ou não deva mais confiar em ninguém, pelo contrário, se permita aproximar de pessoas que podem anular seus traumas, com cautela, sim, mas não deixe passar as oportunidades que a vida lhe der, pode ser que você conheça o amor de sua vida nos próximos meses ou dias.

O terceiro e último conselho que eu deixo é que voc~es tenham objetivos muito claros em suas vidas, e lutem para alcança-los com todas as suas forças, defenda-os como uma mãe defende seus filhos, não se corrompa, não esmoreça, não desanime (porque você vai encontrar no meio do caminho muitos motivos pra isso) fixe teus olhos onde você quer chegar e ande, corra, escale, lute, insista, persista, você vai ter pequenos tropeços e vai cogitar a hipótese de desistir, e geralmente isso acontece quando se está muito perto de chegar. Então pense nisso, se você pensar em desistir é porque está mais próximo que nunca de chegar lá, então se reerga e continue. O prazer da vitória nos faz sentir que valeu a pena cada pedra , cada espinho e cada dificuldade encontrada no caminho. Se deixe sentir o gostinho da vitória, e que 2013 seja o seu ano, o nosso ano! Que sejamos felizes!

Feliz 2013 românticos!